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Edwina Tops Alexander e Katie Laurie como candidatas individuais aos Jogos

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No início desta semana, foi anunciado que Jamie Kermond testou positivo para uso de cocaína. O cavaleiro foi suspenso por isso e, portanto, não foi autorizado a participar nos Jogos Olímpicos, o que teve grandes consequências para a equipe australiana. Como o cavaleiro reserva também havia indicado que não iria para Tóquio, restavam apenas as duas amazonas: Edwina Tops Alexander e Katie Laurie. 

Agora Tops-Alexander anunciou em suas redes sociais que uma solução ainda foi encontrada para eles: eles podem participar da competição como candidatos individuais. 

Confira: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=376174270531830&id=100044177812404

Fonte: Equnews

Lesão põe fim ao sonho olímpico de Kittel

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Patrik Kittel, o esteio da equipe sueca de adestramento, infelizmente não vai começar em Tóquio. Sua égua Well Done de la Roche (por Fürstentraum) tropeçou durante um treinamento em Tóquio e se machucou. Isso imediatamente pôs fim ao sonho olímpico de Kittel. 

O próprio Kittel anunciou a notícia por meio de suas redes sociais. Em vez de Kittel, Antonia Ramel se apresentará com o irmão de Jeu. 

Fonte: Equnews

Candidato preferido Brisbane vence os Jogos de Verão de 2032

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Os Jogos Olímpicos de Verão de 2032 serão realizados em Brisbane, Austrália, decidiu o Comitê Olímpico Internacional. A escolha por Brisbane não surpreende, pois a cidade já era a candidata preferida para a organização dos Jogos.

Fonte: Equnews

Cancelamento de última hora dos Jogos Olímpicos não foi excluído

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Nada de pânico, mas um relatório oficial da organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio. O presidente Toshiro Muto do comitê organizador não descarta a possibilidade de os Jogos Olímpicos de Tóquio serem cancelados no último minuto, informa o Nu.nl. Na capital japonesa, o número de novas infecções por corona aumentou acentuadamente nos últimos dias.

“Não podemos prever o que acontecerá com o número de casos de corona”, disse Muto durante uma coletiva de imprensa na terça-feira. “Vamos continuar as discussões se houver um aumento no número de infecções. Concordamos em manter consultas com as cinco partes envolvidas sobre a situação do vírus corona. No momento, o número de novas infecções pode aumentar ou diminuir, então teremos que pensar sobre o que fazer se a situação continuar. ”

Três infecções de corona entre atletas foram relatadas na vila dos atletas. A organização conseguiu vincular um total de 67 testes corona positivos aos Jogos Olímpicos, que começam na sexta-feira com a cerimônia de abertura. A propósito, o comitê organizador não pode cancelar os Jogos Olímpicos por sua própria iniciativa. Pelo contrato assinado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) com a cidade-sede de Tóquio, apenas o COI pode cancelar o maior evento esportivo do mundo.

Fonte: Equnews

Previsão, fatos e feitos Adestramento Tóquio 2020 | Alemanha pode garantir o 14º ouro e João Victor Oliva busca bater as próprias marcas

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A Alemanha detém um longo e formidável recorde no adestramento, que abre as disputas do hipismo nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 24/7 e segue até 28/7. Desde quando a competição por equipes foi introduzida na Olimpíada de Amsterdã em 1928, a Alemanha levou 13 das 20 medalhas de ouro olímpicas por equipes e é forte candidata à conquista do 14º ouro no Parque Equestre Baji Koen, em Tóquio, que também foi sede da modalidade na Olimpíada Tóquio 1964.

A Alemanha estará representada pela atual nº 1 do mundo Isabell Werth, dona de nove medalhas olímpicas, montando Bella Rose, ao lado de Jessica von Bredow-Werndl, nº 2 do ranking mundial, com TSF Dalera BB e Dorothee Schneider, nº 4 no ranking mundial, com Showtime FRH e Helen Langehanenberg e Annabelle, na reserva. Mas o novo formato – com apenas três conjuntos ao invés de quatro por equipes e sem direito a descarte – pode fazer a diferença, uma vez que os três membros de cada equipe precisam ter a melhor performance possível a cada dia.

Nos Jogos Olímpicos Rio 2016, a Alemanha foi ouro, Grã Bretanha, prata e Holanda, bronze e na disputa individual a top britânica Charlotte Dujardin com seu Valegro, hoje aposentado, conquistou o bi consecutivo. Em Tóquio, Charlotte supreendeu por ter optado competir com Gio, de apenas 10 anos, ao invés da égua Mount St John, de 12 anos, mais experiente e com grandes resultados em abril e maio desse ano.

Dentre outras consagradas estrelas da modalidade como a dinamarquesa Cathrine Dufour, os holandeses Edward Gal, Hans Peter Minderhoud, o sueco Patrik Kittel, o norte-americano Steffen Peters, o britânico Carl Hester, destaque também para Bélgica que volta a competir com uma equipe pela primeira vez desde 1928. Por outro lado, muitas atenções também estão voltadas para Mary Hanna, uma australiana que aos 66 anos, vai disputar sua sexta Olimpíada.

Brasil no picadeiro

Já o Brasil será representado pelo jovem talento João Victor Macari Oliva, 25, e Escorial Horsecampline, em sua 2ª participação consecutiva nos Jogos Olímpicos. Na Rio 2016, João foi melhor índice brasileiro – 68,071% – em Jogos Olímpicos, na 46ª colocação. Além do titular a Confederação Brasileira de Hipismo indicou dois conjuntos como reserva: Pedro Tavares de Almeida com Famous do Vouga é o 1º reserva e o mesmo cavaleiro com Xaparro do Vouga, 2º reserva. Porém – conforme a regra – o reserva individual ficou a disposição durante o período de quarentena, mas não viajou ao Japão.

Com a conquista da medalha de bronze nos Jogos Pan americanos de Lima, o Brasil habilitou-se para competir com uma equipe de adestramento nos Jogos Olímpicos de Tóquio, entretanto os índices MERS minimum eligibility requirements (em inglês) – mínimo de 66% de aproveitamento – junto a um juíz 5* e média final – não foram alcançados por pelo menos três conjuntos até 31/12/19, conforme a regra válida para as três modalidades equestres olímpicas: Salto, Adestramento e Concurso Completo de Equitação. Ao todo 12 conjuntos brasileiros buscaram índices olímpicos desde os Jogos Equestres Mundiais em Tryon (EUA) 2018 em 11 concursos diferentes até até 31/12/2019 .

“Meu cavalo está treinando bem. Espero fazer uma apresentação limpa sem erros para a gente superar resultados anteriores e melhorar o percentual do Rio de Janeiro. Meu maior concorrente sou eu mesmo então espero ter um bom resultado”, destaca João Oliva, que está em Tóquio ao lado da chefe de equipe Sandra Smith de Oliveira Martins e com todo apoio do treinador, o alemão Nobert van Laak. 

“Espero melhorar gradativamente, ainda sou novo no esporte, e ao mesmo tempo contribuir para trazer mais pessoas para o esporte e seja mais conhecido no Brasil, incentivar projetos e fazer tudo para gente ir melhorando a imagem do adestramento brasileiro. Espero um dia ser um ídolo para incentivar as crianças a seguirem no adestramento como eu.”

O que é o adestramento?

O adestramento se baseia em treinar o cavalo até mais alto nivel, destacando sua forma física e beleza de seus movimentos. Em seu auge, o cavalo e seu cavaleiro estão em complta harmonia e sintonia e parecem dançar juntos. O adestramento – considerado a mais clássica de todas as modalidades equestres – também representa a base para as outras modalidades.

As regras do jogo

A reprise FEI Grand Prix, em que todos os atletas precisam participaram, acontecem em 24 e 25/7 e vale como qualificativa das equipes e individual. A qualificação das equipes será decidida pela soma dos resultados dos três membros de cada equipe. Os atletas competem distribuidos em seis grupos, três a cada dia.

As oito melhores equipes no Grand Prix (e aquelas eventualmente empatadas em 8º lugar) se qualificam para o FEI Grand Prix Special em 27/8. Conjuntos individuais não disputam o Grand Prix Special.

Entre o período do Grand Prix e a final por equipes no Grand Prix Special, o chefe de equipe pode eventualmente substituir um conjunto, porém o conjunto que eventualmente adentrar a disputa por equipes no Grand Prix Special não pode se qualificar para a decisão individual no FEI Grand Prix Freestyle.

Os top 18 do Grand Prix disputam o ouro individual no Grand Prix Freestyle, em 28/7, na corrida pelo pódio individual.

Fatos e feitos

30 países

15 equipes

15 países representados por competidores individuais

60 conjuntos (cavalo x cavaleiro)

A Alemanha é a defensora do título por equipes e busca o 14º ouro na história da competição

Charlotte Dujardin da Grã Brethanha é a defensora do título, com dois ouros montando Valegro em Londres 2012 e Rio 2016.

Charlotte e Valegro detêm três recordes mundiais com as melhores nota no adestramento no FEI Grand Prix, FEI Grand Prix Special and FEI Grand Prix Freestyle

No London International Horse Show em 2014, a dupla estabeleu a nota recorde de 87.460% e no mesmo evento o recorde no GP Freestyle alcançando 94.300%

O recorde no Grand Prix Special World Record, 88.022%, que Charlotte e Valegro estabeleceram em 2012, nunca foi batido.

A alemã Isabell Werth, 51, vai competir em sua 6ª Olimpíada. A mais premiada atleta nos esportes equestre detém 10 medalhas olímpicas, das quais seis de ouro.

Montando Gigolo, Isabella foi ouro individual em Atlanta 1996 (EUA) e ainda garantiu outras quatro medalhas de prata individuais.

Na Rio 2016, Isabella bateu o recorde anterior da holandesa Anky van Grunsven, então com nove medalhas.

Caroline Chew, 27, será a primeira atleta de Singapura competindo em Jogos Olímpicos no hipismo com sua participação no Adestramento.

Os oficiais

A presidente do juri é a almeã Katrina Wuest.

Demais membros do juri são Andrew Gardner (Grã Bretanha), Francis Verbeek (Holana), Hans-Christian Matthiesen (Dinamarca), Janet Foy (EUA), Susie Hoevenaars (Austrália) and Magnus Ringmark (Suécia).

Mary Seefried da Austrália é a delegada técnica

O painel de supervisão de juízes – JSP (Judge Supervision Panel)- foi introduzido pela FEI em 2011 fornecer um sistema de back up para corrigir eventuais erros nas notas nos principais eventos, incluindo os Jogos Olímpicos.

Os membros do JSP em Tóquio são: David Hunt (Grã BretanhaB), Liselotte Fore (EUA) e Maribel Alonso (México).

A chief steward geral é Maria Hernek (Suécia).

O chief steward do adestramento é Jacques van Daele (Bélgica)

Já o oficial mai popular nos Jogos mais uma vez é o badalado ringmaster Pedro Cebulka (Canadá).

As equipes

Alemanha: Isabell Werth (Bella Rose 2), Jessica von Bredow-Werndl (TSF Dalera BB), Dorothee Schneider (Showtime FRH). Alternativa: Helen Langehanenberg (Annabelle 110).

Austrália: Mary Hanna (Calanta), Kelly Layne (Samhitas), Simone Pearce (Destano).

Áustria: Florian Bacher (Fidertraum), Victoria Max-Theurer (Abegglen NRW), Christian Schumach (Te Quiero SF).

Bélgica: Laurence Roos (Fil Rouge), Domien Michiels (Intermezzo van het Meerdaalhof), Larissa Pauluis (Flambeau). Alternativa: Alexa Fairchild (Dabanos D’O4).

Canadá: Brittany Fraser-Beaulieu (All In), Lindsay Kellock (Sebastien), Chris von Martels (Eclips). Alternate: Naima Moreira Laliberte (Statesman).

Dinamarca: Cathrine Dufour (Bohemian), Carina Kassae Krüt (Heiline’s Danciera), Nanna Skodborg Merrald (Zack). Alternativa: Charlotte Heering (Bufranco).

Espanha: Beatriz Ferrer-Salat (Elegance), Severo Jurado Lopez (Fendi T), Jose Antonio Garcia Mena (Sorento 15). Alternativa: Jose Antonio Garcia Mena (Divina Royal).

EUA: Adrienne Lyle (Salvino), Steffen Peters (Suppenkasper), Sabine Schut-Kery (Sanceo). Alternativa: Nick Wagman (Don John).

França: Alexandre Ayache (Zo What), Morgan Barbancon (Sir Donnerhall ll OLD), Maxime Collard (Cupido PB). Alternate: Isabelle Pinto (Hot Chocolat VD Kwaplas).

Grã Bretanha: Charlotte Dujardin (Gio), Charlotte Fry (Everdale), Carl Hester (En Vogue). Alternativa: Gareth Hughes (Sintano van Hof Olympia).

Holanda: Marlies Van Baalen (Go Legend), Edward Gal (Total US), Hans Peter Minderhoud (Dream Boy). Alternativa: Dinja van Liere (Haute Couture).

Japão: Kazuki Sado (Ludwig Der Sonnenkoenig 2), Shingo Hayashi (Scolari 4), Hiroyuki Kitahara (Huracan 10). Alternativa: Masanao Taahashi (Rubicon).

Portugal: Joao Miguel Torrão (Equador), Maria Caetano (Fenix de Tineo), Rodrigo Torres (Foqoso). Alternativa: Carlos Pinro (Sultao Menezes).

Rússia: Inessa Merkulova (Mister X), Tatyana Kosterina (Diavolessa VA), Aleksandra Maksakova (Bojengels). Alternativa: Maria Shuvalova (Famous Cross).

Suécia: Patrik Kittel (Well Done De La Roche CHF), Therese Nilshagen (Dante Weltino OLD), Juliette Ramel (Buriel KH). Alternativa: Antonia Ramel (Brother de Jeu).


Os competidores individuais

Brasil: João Victor Marcari Oliva (Escorial).

Chile: Virginia Yarur (Ronaldo).

Corea: Dong Seon Kim (Belstaff).

Estonia: Dina Ellermann (Donna Anna).

Finlândia: Henri Ruoste (Kontestro DB).

Irlanda: Heike Holstein (Sambuca).

Itália: Francesco Zaza (Wispering Romance).

Luxemburgo: Nicolas Wagner Ehlinger (Quater Back Junior FRH).

México: Martha Fernanda Del Valle Quirarte (Beduino Lam).

Morrocos: Yessin Rahmouni (All At Once).

República Dominicana: Yvonne Losos de Muniz (Aquamarijn).

República da África do Sul: Tanya Seymour (Ramoneur 6).

Singapura: Caroline Chew (Tribiani).

Suíça: Estelle Wettstein (West Side Story OLD).

Ucrania: Inna Logutenkova (Fleraro).

Todos os países:

Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, China, Corea, Dinamarca, EUA, Espanha, Estonia, Finlandia, França, Grã Bretanha, Holanda, Irlanda, Itália, Japão, Luxemburgo, Moroccos, México, Portugal, República da África do Sul, Rússia, República Dominicana, Singapure, Suécia, Suíça, Ucraina,

Site oficial FEI Jogos Olímpicos : https://www.fei.org/history/olympic-games

CBH com a fonte FEI – tradução e versão Imprensa CBH ; fotos: FEI/Richard Juilliart e  @miriamjeske.photo / Time Brasil 

Passaporte Olímpico: com Genfly e Goliath protagonistas, hipismo do Brasil busca evolução em Tóquio

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“O cavalo é o atleta principal, é 70% do conjunto”, diz cavaleiro brasileiro que disputará CCE nas Olimpíadas. Com pouco suporte do COB, atletas confiam em bom resultado, mas chance de medalha é pequena

Genfly e Goliath serão os representantes do Brasil em uma das provas mais tradicionais dos Jogos Olímpicos. Esses nomes pouco comuns no nosso país são os dos cavalos que serão montados respectivamente por Marcelo Tosi e Carlos Parro, membros da delegação brasileira de hipismo e que competirão em Tóquio no CCE, o conjunto completo de equitação. Para ambos, o chamado conjunto cavalo/cavaleiro tem um protagonista.

– Eu acho que no hipismo o cavalo é o atleta principal, ele é 70% do conjunto, mas temos que fazer nossa parte, os dois têm que fazer a parte, mas o cavalo é 70% – explicou Tosi.

– Por ele ser o atleta principal, ele é muito bem tratado, a gente faz um monitoramento muito grande nos últimos meses [antes das Olimpíadas] da condição do cavalo, exame de sangue regular pra ver nível de proteína, glóbulos vermelhos, tudo isso, durante o treinamento todo eles fazem monitoramento cardíaco pra gente saber quanto estão preparados, então nós também somos atletas, não vou dizer que não, o cross, por exemplo, cansa muito, a gente perde 2kg durante o cross, mas o cavalos não se preparam sozinhos e como eles não falam, a gente não sabe o que acontece, então tem que fazer esses exames – complementou Carlos Parro.

E como os cavalos são as estrelas do hipismo, há um longo processo de preparação durante a carreira desses animais para que eles possam competir com os melhores do mundo.

– O cavalo começa a competir a partir de 4 ou 5 anos. Tem a rotina diária na cocheira, trabalhado seis vezes por semana, participa de competições menores pra ir pegando maturidade, tem que dar esse tempo pra que ele consiga chegar a essa maturidade. O cavalo demora um pouco pra se formar, seis anos pra preparar, dez anos ele está no auge e chega até os dezesseis anos – esclareceu Marcelo Tosi.

Mas além de toda essa preparação necessária, existe o componente especial para completar o “conjunto”, que é o entrosamento entre cavalo e cavaleiro.

– Cada um tem um feeling do animal e o animal começa a gostar da gente, reconhece voz, reconhece gestos e você fala mais firme, mais manso, ele sabe a hora que você está agradando, a hora que você está educando ele, então tanto na hora que está montado, quanto no chão, ali na cocheira, a gente tem uma relação e não só na hora de montar, dentro da cocheira também, no corredor, na hora de escovar, dar ração, dar o banho, ferrador, veterinário, é uma relação que a gente adquire que lá na frente, numa competição, a gente passa a conhecer melhor o animal e ele a gente. Não é uma máquina, o cavalo é um ser vivo, precisamos conhecer ele bem e ele conhecer a gente – comentou Tosi.

– Eu posso pegar o melhor cavalo do mundo, ser o melhor cavaleiro do mundo, se eu não tiver esse conhecimento do cavalo, outro cavaleiro que tenha mais conhecimento do dele pode ganhar de mim mesmo assim, porque ele tem essa vantagem. Esse cavalo que eu monto [Goliath], eu estou com ele desde os três anos, ele tá com dez anos, então faz sete anos que eu monto ele, todos os anos, todas as competições, todos os dias, eu sei que o dia e a hora que eu pedir pra ele fazer um movimento de lateral, eu sei o que é preciso – complementou Parro.

Assim como os cavaleiros Marcelo Tosi e Carlos Parro, Genfly e Goliath desembarcaram em Tóquio no começo dessa semana e enfrentaram uma maratona até chegar ao local dos Jogos Olímpicos.

– Precisa fazer uma quarentena, pra ver se os cavalos não estão levando nada que o Japão não tenha. Então durante essa semana têm exames de sangue quase todos os dias pra ver várias doenças. Quando um cavalo viaja de avião, é num cargueiro com outras cargas, num container que cabem até três cavalos. Nas Olimpíadas, eles alugam dois aviões e colocam todos os cavalos juntos, são dois aviões com 150 cavalos dentro, um tratador e um veterinário pra cada três cavalos. Os cavalos viajam bem, eles estão acostumados a viajar de caminhão e barco. Depois que chegam, tem um dia de descanso, saem pra caminhar, comer grama e relaxar um pouco, aí depois voltam a trabalhar normalmente – diz Carlos Parro.

Quem monta e quais as chances nos Jogos?

Tosi e Parro são cavaleiros experientes e já disputaram as Olimpíadas. Eles fazem parte de uma geração que tem ajudado o Brasil a melhorar no CCE desde que o país voltou a participar da modalidade, em Barcelona, em 1992.

Aos 51 anos, Marcelo Tosi disputará os Jogos pela quarta vez. Já esteve em Sidney, Pequim e Londres. Ele nasceu em Piracicaba, mas cresceu em Jaboticabal, distante 57,7 km de Ribeirão Preto. Os cavalos já estão na vida dele desde a infância.

– Meu pai criava cavalo de esportes e criou uma escola de equitação na universidade (Unesp) nos moldes europeus. Tinha um instrutor que dava aulas, as pessoas tinham acesso e comecei a montar lá aos quatro anos e o sonho de competir foi só crescendo, tinha esse sonho de fazer algo maior desde criança – revelou Tosi.

Parro competiu em Sidney e no Rio de Janeiro. Ele está com 42 anos e mora na Inglaterra há mais de 20. Na Europa, conseguiu a estrutura para viver do hipismo, que ele conheceu quando criança, na Festa do Cavalo, em Colina, cidade onde nasceu e que está localizada no interior paulista, a 103 km de Ribeirão Preto.

– Meu avô tinha uma fazendinha perto de São Paulo e a gente passava férias lá e ele tinha um cavalo e eu e meus irmãos montávamos bastante e um dia num leilão na Festa do Cavalo, ele comprou um cavalo pra gente. Assim começou, lá no interior a gente começou fazendo hipismo rural, que é uma modalidade especificamente brasileira, não tem em mais nenhum lugar do mundo, aos poucos mudamos para o CCE, com 14 anos já montava quase como profissional, competia muito, viajava bastante. O polo em Colina é grande, o hipismo lá é muito grande, sempre tem um cavaleiro nas Olimpíadas. Com 17 anos mudei pra Inglaterra pra treinar e melhorar um pouco e aí eu descobri que se eu quisesse fazer melhor eu teria que mudar pra Inglaterra [em definitivo], no Brasil não teria como, não tem competições suficiente pra fazer o esporte no Brasil – disse Parro, que detalhou os problemas estruturais da modalidade em nosso país.

– Falta praticamente tudo, falta investimento de todos os lados, da Confederação Brasileira de Hipismo, do Comitê Olímpico Brasileiro, não existe nada. Não tem formação de base, incentivo a cavaleiros jovens, então muitos que são bons vão fazer outras coisas porque percebem que não vão ter como [continuar]. No Brasil tudo fica pra última hora, a Confederação só corre atrás no ano olímpico pra qualificar todo mundo. Dizem que o esporte não tem medalha e aí não investem, é sempre uma correria – desabafou.


Diante dessa realidade, as chances de uma medalha do CCE em Tóquio são remotas. A prova é conhecida como um triatlon do hipismo, com adestramento, cross-country e saltos. Eles competem nos três estilos e têm suas notas somadas no final.

– Existem seis países que investem muito pesado neste esporte: Inglaterra, Alemanha, Estados unidos, Austrália, Nova Zelândia e França. O Brasil entra no segundo escalão, existem quatro países do nosso nível, já houve países de segundo escalão que medalhou, não é impossível, já ganhamos individualmente desses países. Jogos Olímpicos são num fim de semana só, tem que dar tudo certo – disse Carlos Parro.

– Eu (Marcelo Tosi) e o Carlos Parro somos os cavaleiros titulares e somos mais experientes, meu cavalo é um pouco mais experiente, o do Carlos é médio experiente, mas é um cavalo que está pronto para as Olimpíadas. Temos o Rafael Losano, que é um cavaleiro jovem, esteve no Pan, já mora há seis anos na Inglaterra, muito bom, conjunto bom. Sabemos das nossas dificuldades e de treinamento até, porque esse ciclo que tivemos não foi bom, infelizmente não tivemos suporte de treinamento e competição no Brasil como tivemos no ciclo passado, então isso limita nossa preparação e qualidade em chegar numa Olimpíada, mas sempre estamos buscando resultados melhores, vamos tentar apertar e nos superar, temos isso mente, pra conquistar o melhor resultado para o Brasil – afirmou Tosi.

Os dois cavaleiros estarão em ação nos Jogos Olímpicos nos dias 30 de julho, 1º e 2 de agosto. Com a aproximação da estreia, a ansiedade aumenta, mas a experiência ajuda a controlar às vésperas do maior evento esportivo do mundo.

– Acho que Olimpíada é a competição maior que tem, a gente fica muito contente, é gratificante estar na equipe do Brasil de novo. Temos sorte que no hipismo podemos competir com um pouco mais de idade, chegar com um pouco mais de experiência, é uma oportunidade legal. É uma modalidade onde homens e mulheres estão juntos, competindo de igual pra igual. Nós falamos que o hipismo é um esporte que não tem segunda chance, no futebol você toma um gol e corre atrás, no hipismo você tem uma falta perde tempo e não tem como voltar atrás, é difícil, mas a experiência ajuda muito – finalizou Marcelo Tosi.

– Estamos melhorando a cada ano, tentamos progredir, estando aqui, conseguimos enxergar o que falta, onde precisa melhorar, a cada ciclo melhoramos um pouco e chegamos mais perto. Existem alguns cavaleiros que não qualificaram e poderiam ser um acréscimo na equipe, mas isso acontece, às vezes, o cavalo se lesiona e o cavaleiro fica fora, como o Brasil não tem muitos cavaleiros em nível bom, quem entra acaba estando um pouco atrasado e isso prejudica, mas acho que os três conjuntos que chegaram têm condições de fazer bons resultados – concluiu Carlos Parro.

Video : https://globoplay.globo.com/v/9707078/

Fonte: Globo Esporte

Ex-veterinário da equipe alemã, cavalos de salto e adestramento mortos em acidente de avião vliegtuig

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O ex-veterinário da equipe alemã, Björn Nolting, morreu em um acidente de avião. O anúncio foi feito pela Associação Equestre Alemã. Nolting era um veterinário conhecido, acompanhou a equipe olímpica cinco vezes, entre outras coisas. 

Ele retirou-se do cargo de veterinário da equipe após a polêmica decisão de tratar Cornet Obolensky com lactanase durante os Jogos Hong King de 2008. O cavaleiro do cavalo, Marco Kutscher, foi suspenso por doping pela FEI para isso. 

Fonte: Equnews

Pego no doping com cocaína, cavaleiro australiano é excluído das Olimpíadas O australiano Jamie Kermond em ação durante competição

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O cavaleiro australiano Jamie Kermond foi flagrado no exame antidoping e está fora dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Ele foi suspenso preventivamente após testar positivo para um metabólito de cocaína, informou hoje a Equestrian Australia, federação de hipismo do país. Kermond, que competiria no salto, tem direito ao exame da contraprova. A amostra positiva foi coletada em um teste realizado pela Sport Integrity Australia em 26 de junho de 2021.  Além de ser classificada como “recreativa”, a substância pode oferecer ganho esportivo aos atletas por aumentar a energia, dar mais disposição e impactar na performance. Acompanhe o melhor dos Jogos Olímpicos de Tóquio ao vivo no BandSports com o UOL Play. Experimente já! “O Sr. Kermond está proibido de participar de qualquer evento compatível com a WADA [Agência Mundial Antidoping], incluindo os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, enquanto a suspensão provisória estiver em vigor”, disse em comunicado a Equestrian Australia. Em comunicado divulgado hoje, Kermond admitiu o uso da cocaína e alegou que o consumo foi feito de forma recreativa durante um evento social e “não deu ganho esportivo”. Ele também afirmou que espera ser “perdoado” por seus erros. “Eu estou muito chateado e arrependido de que isso aconteceu e assumo a responsabilidade do ocorrido. Eu sinto muito por ter decepcionado muitas pessoas, inclusive minha família e meus colegas de time”, disse Kermond. Jamie Kermond tem 36 anos e esta seria sua primeira participação nos Jogos Olímpicos. De acordo com a ABC da Austrália, o Comitê Olímpico Australiano vai analisar o caso ainda hoje.

A suspensão veio em meio a uma polêmica envolvendo o cavaleiro. No início desta semana, o jornal The Australian publicou uma reportagem que trazia uma acusação de Rowan Willis, número 59 no ranking mundial do salto e atleta australiano com posição mais alta na categoria. Willis não foi selecionado para os Jogos Olímpicos e Kermond, que ocupa a posição de número 103, sim. O atleta que ficou de fora alegou que Jamie teria conseguido a vaga por ter ligação de patrocínio com Stephen Lamb, um dos selecionadores nacionais.

Fonte: Uol Esportes

Cassilano Jmen é vice-campeão do Grande Prêmio Do Falsterbo Horse Show 2021

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Domingo, 18 de julho, foi dia de alegria para a ABCCH com o resultado conquistado pelo tordilho BH Cassilano Jmen (Calisco Jmen x Bramo) em Falsterbo, no extremo sudoeste da Suécia. Na condução do cavaleiro de ponta Rolf-Göran Bengtsson, o BH zerou o Grande Prêmio, a 1.50m, em duas voltas, e terminou com o tempo de 47s59, em segundo lugar. De premiação em espécie o conjunto recebeu 93.700 euros.

Na sexta-feira, 16, o conjunto também saltou o Kval till GP do CSI3*, com obstáculos a 1.45m direto ao cronômetro e terminou com zero em 71s15.

Veja aqui a atuação do BH.: https://online.equipe.com/en/horses/3865881 Fonte: ABCCH

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