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Bélgica fornecedora de cavalos na final de salto

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A Bélgica  está muito bem representado em termos de cavalos. Nada menos que nove dos trinta cavalos estão registrados em um Studbook belga. 

O BWP é o Studbook com mais cavalos na final: cinco. Zangersheide e SBS têm, cada um, dois cavalos na final. Entre esses cavalos, dois grandes candidatos à medalha: Killer Queen VDM, que foi criado por Dirk e Ann Bruggeman-Carpentier) e H&M All In (criador: Bas Huybregts). Há, portanto, uma chance real de que um cavalo belga também esteja no pódio, além de um belga. 

KWPN e Holstein têm cada um quatro cavalos na final. 

Fonte: Equnews

Yuri Mansur está na final olímpica individual e Marlon Zanotelli, empatado em 31º lugar, bate na trave

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Com atuação espetacular Yuri Mansur montando QH Alfons Santo Antonio ficou entre os 25 conjuntos zerados. Nessa 4ª feira, 4, 30 voltam para decisão individual com pontuação zerada. A disputa por equipes será 6ª e sábado, 6 e 7/8, e no 1º dia deve contar com Rodrigo Pessoa e Pedro Veniss.

Nessa terça-feira, 3/8, Yuri Mansur, cavaleiro paulista de 42 radicado na Europa montando QH Alfons Santo Antonio, um cavalo de esporte estoniano de 14 anos, se habilitou para a Final individual dos Jogos Olímpicos. Dos 73 conjuntos a postos, 30 vão para a Final Individual e terão sua pontuação zerada na corrida pelo pódio individual que acontece nessa quarta-feira, 4/8, a partir das 7 horas da manhã (fuso brasileiro), 19 horas em Tóquio.

“Foi uma prova bem técnica com grupo de cavaleiros incríveis. Acho que é bem desafiador para o armador de percurso para fazer algo em um nível forte e ao mesmo tempo também não arriscar o desempenho de pessoas de países menos tradição. Estou muito feliz com a maneira que o meu cavalo saltou. Me impressionou muito e realmente amanhã vai ser ainda mais forte. Vamos ver o que nos espera, mas vamos com tudo”, destacou Yuri.

Dos 30 – 25 zeraram – 4 fizeram um ponto e um dois pontos de excesso no percurso idealizado pelo espanhol Santiago Varela. Marlon Zanotelli, 33, com VDL Edgar, um sela holandês de 11 anos, cometeu uma falta no triplo e por muito pouco ficou fora da final individual fechando na 31ª colocação empatado com 11 conjuntos com uma falta, porém registrando o segundo melhor tempo.

O percurso contou com 14 obstáculos – incluindo um duplo e um triplo – totalizando 17 esforços. Há uma pequena chance de Marlon subir para os top 30 caso algum cavalo finalista não seja aprovado na inspeção veterinária.

“O cavalo saltou muito bem, o sentimento estava muito bom no começo do percurso. Acho que a chegada no triplo foi boa, aí depois talvez apertei demais a espora na batida e ele espirrou no oxer. A partir daí comecei a pensar no tempo. Ele ficou um pouquinho em pânico quando comecei a correr e não chegamos tão bem no muro da linha final. Mas ao final passou bem o muro e depois terminamos bem”, destacou Marlon, 7º colocado e melhor brasileiro no ranking mundial. “Estou bem feliz pelo Yuri que fez uma passagem espetacular, deu uma aula de equitação, foi excelente. Sobre a equipe ainda não sei como está a situação, essa decisão é do chefe de equipe e técnico e eu estou pronto para representar nosso país.”

Pelo formato da nova regra, a comissão técnica pode fazer uma troca na equipe até 2 horas antes, por qualquer motivo. Se classificam para a final as 10 melhores equipes somando o resultado dos três conjuntos da primeira prova (sem descarte). Se um dos conjuntos for eliminado a equipe se classificará depois das que terminaram os 3 conjuntos. No caso da eliminação de dois conjuntos toda a equipe estará eliminada. Caso haja empate – na soma dos pontos em 10º lugar – entram na final as que empataram. O cavaleiro reserva só terá direito a medalha se entrar na equipe durante a competição.

Yuri também comentou sobre suas expectativas para disputas equipes que começa na sexta-feira. “Se eu estarei na equipe ainda não sei. Tudo também vai depender de amanhã de quão longe eu vou. Em princípio acredito que na primeira passagem da Copa das Nações começam Marlon, Pedro e Rodrigo. Aí para segunda volta é se concentrar também. O que eu mais gosto desse novo formato é esse jogo, muitas possíveis combinações. Entrar com dois conjuntos no individual foi uma estratégia, todo plano é plano. Acho que a gente executa para que dê certo. Penso que é um plano inteligente, tentando começar com força total e cavalos frescos na disputa por equipes”, colocou Yuri.

Em áudio divulgado à comunidade equestre, amigos e imprensa Rodrigo Pessoa, campeão olímpico 2004 e dono de bronzes por equipes em Atlanta 1996 e Syndey 2000, deixou uma mensagem. “Algumas semanas atrás já estava estabelecido com Phillipe Guerdat (técnico) e Pedro Paulo Lacerda (chefe de equipe) que eu só saltaria a prova por equipes. Foi opção minha que eles concordaram. Cavalo saltou a adaptação muito bem, estava perfeito. Eu estou apostando todas as minhas fichas na prova por equipes”, disse Rodrigo. “Quanto ao Pedro sabemos que o cavalo dele teve uma lesão no ano passado e recomeçou esse ano, deu um pequeno susto lá em La Baule, mas que não foi nada. O cavalo está trabalhando todos os dias e saltou perfeito na adaptação. O Pedro também concordou em preservar o cavalo para a equipe. Todos cavalos estão bem, o ambiente aqui está ótimo, a equipe unida e pronta para esse desafio. Obrigado pela torcida e vamos ter o melhor possível e tentar uma medalha ou duas.”

Marlon ainda falou sobre sua estreia nos Jogos. “Lógico é uma sensação especial saltar uma Olimpíada, o que me deixa mais feliz, é estar ao lado desses cavaleiros todos com quem saltamos todo o final de semana em concursos grandes. O Santiago Varela é um excelente armador, a gente salta bastante os percursos dele. A estrutura aqui está espetacular e poder conviver na Vila também com os atletas de outras modalidades é algo especial.”

Talvez a maior surpresa da qualificativa individual é que nenhum dos três norte-americanos garantiu a participação na decisão. Jessica Springsteen com Don Juan van de Donkhoeve e Kent Farrington com Gazelle computaram uma falta cada e Laura Kraut com Baloutine, duas.

O último em pista na decisão individual será o top britânico Ben Maher com Expolsion W mais rápido entre os 25 conjuntos sem faltas. Yuri Mansur deve ser o 17º a entrar. Ordem essa que ainda pode mudar após a reinspeção veterinária na noite na manhã dessa quarta, 4, em Tóquio.

Acompanhe as ordens de Entrada e Resultados no portal do COI : https://olympics.com/tokyo-2020/olympic-games/en/results/equestrian/olympic-schedule-and-results-date=2021-08-03.htm

Imprensa CBH – Carola May e Rute Araújo com colaboração: Revista Horse; imgs: Luis Ruas / Hipismo Brasil

Brasil avança à final de saltos no hipismo em Tóquio com Yuri Mansur

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O cavaleiro Yuri Mansur é o primeiro finalista da delegação brasileira de hipismo na Olimpíada de Tóquio (Japão). O paulistano, de 42 anos, se classificou na madrugada de hoje (3) à final dos saltos, que ocorrerá às 7h  desta quarta-feira (4), no Parque Equestre, na capital japonesa. 

“Foi muito bom, tive tranquilidade no percurso. A única dúvida que eu tinha era no triplo e tomei a decisão certa. Meu cavalo [QH Alfons Santo Antonio] saltou bem em todo o percurso. Ele estava assustado quando fui perto do primeiro obstáculo. Ele é um cavalo sensível, só que é muito valente e dá o máximo dele, sempre”, disse Mansur em depoimento ao Comitê Olimpico do Brasil (COB).

A competição contou também com o cavaleiro maranhense Marlon Zanotelli, de 33 anos,que ficou bem perto da classificação com o cavalo VDL Edar, mas cometeu uma falta e não avançou. O torneio individual de saltos reuniu 73 atletas e  apenas os 30 primeiros colocados lutarão por medalhas. 

Disputa por equipes

Às 7h de sexta-feira (6) começa a etapa qualificatória da competição dos saltos por equipes. O Brasil será representado por Rodrigo Pessoa (com o cavalo Carlitos Way) e Pedro Veniss (Quabri de L’isle), além de Yuri Mansur e Marlon Zanotelli.  Quem se classificar, fará a final no sábado (7), às 7h. 

Confira post da CBH : https://www.instagram.com/cbhoficial/?utm_source=ig_embed&ig_rid=4f56b6f8-f5c4-4c24-87be-7e259f843f48

Fonte: Agencia Brasil

Aposentadoria para o BH Olímpico Iberon Jmen

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A carreira esportiva do cavalo Brasileiro de Hipismo Iberon Jmen chegou ao fim com chave de ouro. Juntamente com o cavaleiro Marcio Appel, o BH que era reserva do Time Brasil nos JO de Tóquio, entrou no último dia da modalidade CCE para substituir um conjunto no percurso de salto.

Iberon, de 18 anos, terminou com uma única falta, e o seu proprietário anunciou seu merecido descanso. Leia abaixo o comunicado:

“Que emoção!!! Um momento mágico em minha vida! Curti demais cada galope e cada salto com meu grande parceiro Iberon Jmen aqui em Tokyo. Ele merecia demais saltar esse último percurso para encerrar sua linda carreira:

– Top 100 do Ranking Mundial
– Campeão Poplar Place Horse Trials (USA)
– Jogos Olímpicos Rio 2016
– Jogos Equestres Mundiais 2018
– Jogos Pan-americanos Lima 2019
– Jogos Olimpicos Tokyo 2020

Dono de uma vitalidade rara, vai se aposentar agora sem jamais ter qualquer lesão. Foi ainda o cavalo mais velho nesses jogos olimpicos no CCE e o único 100% brazuca entre todas as modalidades.
Obrigado Iberon. Vc me levou a lugares inimagináveis dentro e fora do esporte. Você me fez realizar todos meus sonhos no hipismo. Você me ensinou que vontade, paixão e coração superam qualquer obstáculo!
Minha eterna gratidão meu amigo. Que tenha uma linda, longa e merecida aposentadoria!

Te amo!!!

Meus agradecimentos ao @marciocarvalhojorge, @kimberley.mallett
@beccanicholson7 @dudu_limongi_pacheco, Liz Brown e Holly Warren por cuidarem tão bem dele!

#tokyo2020 #iberonjmen #timebrasil #hipismo #hipismocompleto #cce #eventing #cavalos #wedontplay #wefly #gratidão

Fonte: ABCCH

Jérome Guery: “Isso dá um impulso de energia para o resto da semana

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O saltador belga não perdeu a largada em Tóquio. Depois, os cavaleiros e o selecionador nacional ficaram muito satisfeitos com o resultado. “Estou muito feliz com a forma como tudo correu”, disse Guery depois.

“O percurso não foi construído super alto, mas era delicado o suficiente para rodar e tecnicamente difícil. Sabíamos exatamente o que tínhamos que fazer desde o início. Era preciso uma rodada limpa para ter certeza de classificação”, disse o belga.

“Estou muito feliz com como tudo correu. Meu cavalo (Quel Homme de Hus, ndr.) Ouviu perfeitamente. Eu indiquei e ele acompanhou. É muito bom poder começar o campeonato assim. Isso dá confiança. Espero que podemos montar tão bem amanhã quanto podemos hoje. “

Os Maher são os favoritos?

Após a primeira rodada, Ben Maher parece estar na liderança como um dos principais favoritos. “Estou muito feliz com o Explosion W, o campo foi bastante construído e havia muitos elementos que assustaram os cavalos.”

“Resumindo, não foi uma tarefa fácil, mas o curso foi construído de forma justa.”

“Hoje foi a rodada mais nervosa para nós”, continua Maher. “O Explosion continua evoluindo no final do campeonato. Então tivemos sorte com o campo razoavelmente construído. Tudo foi construído exatamente de acordo com as especificações do Explosion. Hoje eu só tinha que confiar na qualidade do Explosion e segui-lo e confiar nele.”

Fonte: Equnews

A ordem de entrada da final do salto individual é conhecida

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Os 30 finalistas de amanhã foram anunciados. Nesse ínterim, a lista inicial final também é conhecida!

A lista inicial tomará forma na ordem inversa dos resultados de hoje. Portanto, a combinação que foi mais lenta hoje será o primeiro em pista amanhã.

Niels Bruynseels será o primeiro belga a largar amanhã com o seu Delux de 12 anos de T&L (Toulon). A dupla começa na 18ª posição. Jérome Guery é o segundo belga a largar com Quel Homme de Hus (Quidam de Revel), no lugar 20. Gregory Wathelet larga na 24ª posição com Nevados S (Calvados Z).

Amanhã todas as combinações começarão novamente com zero pontos de penalidade.

Lista inicial completa clique aqui : https://olympics.com/tokyo-2020/olympic-games/resOG2020-/pdf/OG2020-/EQU/OG2020-_EQU_C51(S)B_EQUOJUMPINDV———-FNL-000100–.pdf


Fonte: Equnews

126.000 euros para o garanhão aprovado Quito Van Den Aard

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Ontem, após um ano sabático, o leilão da BWFA voltou ao vivo. Desta vez, em Bonheiden. Um total de 36 potros e cavalos jovens foram leiloados. O pontapé de saída foi com Valentino JS (Eldorado van de Zeshoek x For Pleasure).

O potro mais caro foi Chacnan vh Weidehof Z (Chacco-Blue x Kannan). O potro provém da linha da barragem de Usha van’t Roosakker e foi comprado por um comprador no hall por 35.000 euros.

Corlina DW (Chacco-Blue x Harley) foi o segundo mais caro. A potranca está se mudando para a América por 30.000 euros

O campeão absoluto do leilão foi Quito Van Den Aard, de 5 anos (Le Blue Diamond x Coriano Z). O garanhão aprovado pelo BWP foi comprado por um licitante no leilão por 126.000 euros. Quechin di Cabra, filho do herói Seacoast Don’t Touch Tiji, de cinco anos, trocou de mãos por 72.000 euros.

Fonte: Equnews

Niels Bruynseels está pronto: “Não podemos controlar tudo e continuamos muito dependentes do nosso amigo de quatro patas.”

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Ontem Niels Bruynseels arrancou para a Bélgica durante os Jogos Olímpicos de Tóquio. Bruynseels faz sua estreia olímpica junto com Delux da T&L (Toulon). “Estamos aqui com uma equipe completa. Mas, no final, Deluxe e eu teremos que fazer isso acontecer!”

“Meus cavalos estão muito estragados”, admite Niels Bruynseels. “Eu os vejo com mais frequência do que minha família. Você precisa se quiser se apresentar. É muito importante construir um vínculo. Não somos nada sem nosso cavalo. Você pede o máximo deles. Se eles não querem fazer isso, você ainda pode ficar de cabeça para baixo: não vai acontecer. “

Não apenas o talento e a habilidade de montar são importantes no salto para atingir um desempenho superior. Avaliar seu animal e prepará-lo até o último detalhe é tão bom quanto. Compare com a Fórmula 1. O cavaleiro é o piloto na arena, mas tem toda uma estrutura atrás de si, uma organização meticulosa, para ‘administrar’ seus cavalos.

O estábulo esportivo de Bruynseel conta com cerca de 20 cavalos, que são divididos em dois grupos: os cavalos de ponta que costumam participar de competições, e os cavalos de 7 a 8 anos que estão sendo escovados. Eles também precisam receber atenção total diariamente. “Eu emprego dois a três tratadores, dois a três cavaleiros, um ferrador e um veterinário”, diz ele. “Uma equipe de dez pessoas que garante que nada lhes falte.”

Bruynseels só entrou no mundo do salto aos 15 anos. Ele teve a sorte de conseguir dois cavalos mais velhos de seu pai, Harry, que havia saltado em um nível alto para aprender os truques do comércio. “Chegar ao topo é um trabalho árduo, mas permanecer lá é subestimado”, diz Bruynseels. “Você dificilmente pode perder um jogo.”

Junto com algumas nações importantes, como Estados Unidos, Grã-Bretanha, Suíça e Alemanha, a Bélgica é uma das favoritas. Conquistou o título europeu em 2019, conquistou a Copa das Nações em Roma em maio deste ano … Competimos com os primeiros do mundo e atualmente somos o número um no ranking mundial. Mas, enfatiza Bruynseels, isso não é garantia de sucesso. “Não podemos controlar tudo e permanecer muito dependentes do nosso animal.”

Ao mesmo tempo, Grégory Wathelet acha que os belgas não devem se esconder. “Nos sentimos preparados e temos muita experiência em grandes campeonatos. No futebol a desculpa às vezes é que os jogadores ainda são jovens, não podemos nos esconder atrás disso ”.

Fonte: Equnews

Time Brasil de Salto pronto para a largada nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

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Na disputa individual na 3ª feira, 3/8, e 4ª, 4, o Time Brasil conta com Marlon Zanotelli e Yuri Mansur. Completam a equipe e devem entrar em ação na disputa por equipes, em 6 e 7/8, Rodrigo Pessoa e Pedro Veniss. Novo formato com três conjuntos por equipe e direito a troca é diferencial.

Começam nessa terça-feira, 3/8, e seguem até sábado, 7/8, as disputas individuais e por equipes da modalidade Salto nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no parque equestre Baji Koen de Tóquio, também sede do hipismo nos Jogos de 1964.

Formam o Time Brasil Rodrigo Pessoa, 48, campeão olímpico em Atenas 2004 e integrante das duas equipes medalha de bronze em 1996 e 2000. Nessa que é sua 7ª Olimpíada Rodrigo compete com Carlito´s Way, um holsteiner de 11 anos.

Coincidentemente Nelson Pessoa, o Neco, pai de Rodrigo Pessoa, foi o único represente do Time Brasil nos Jogos de Tóquio 1964, quando chegou empatado na 5ª colocação. Em 1992, pai e filho competiram lado a lado nos Jogos Olímpicos de Barcelona. Agora em Tóquio, Neco é técnico do Time Australiano de Concurso Completo que conquistou prata, nessa segunda-feira, 2/8.

Também está a postos, o atual campeão pan-americano individual e por equipes Marlon Zanotelli, 33, que ocupa o 7º posto do ranking mundial e vai disputar sua primeira Olimpíada montando VDL Edgar M, um sela holandês de 11 anos.


Outro cavaleiro que disputa sua primeira Olimpíada é Yuri Mansur, 42, que vai se apresentar montando QH Alfons Santo Antonio, um cavalo de esporte estoniano de 14 anos.


Completa o Time Brasil, a experiente dupla olímpica Pedro Veniss, 38, montando Quabri d´s Isle, garanhão sela francês de 17 anos, com o qual integrou a equipe brasileira medalha de ouro no Pan Lima 2019 ao lado de Marlon Zanotelli. Pedro e Quabri também estiveram a postos na Rio 2016, fechando na 5ª colocação por equipes.

O técnico do Time Brasil em Tóquio é o renomado suíço Philippe Guerdat, que liderou a conquista do ouro em Lima 2019, ao lado do chefe de equipe Pedro Paulo Lacerda. Na Rio 2016, Guerdat era chefe de equipe da França, medalha ouro.

Novo formato

Em Tóquio, pela primeira vez as equipes passam a contar com apenas três integrantes sem direito a descarte e agora a disputa individual antecede, a definição do pódio por equipes. A disputa individual que pode contar com três conjuntos por país começa na terça, 3/8, com 75 conjuntos e decisão será na quarta, 4/8, com participação dos 30 melhores conjuntos. Em caso de empate em 30º lugar, classifica-se o conjunto com melhor tempo. Todos começam a final individual, o GP, disputado em duas voltas, com sua pontuação zerada e haverá desempate somente para o 1º lugar com mesmo número de penalidades.

Os outros são classificados pelas penalidades/tempo do desempate e, se for o caso, do percurso inicial. Só haverá desempate para prata e/ou bronze se conjuntos terminarem empatados nas penalidades e nos tempos.

Na quinta-feira, 5/8, é dia de descanso e na sexta-feira, 6/8, começa a disputa por equipes, necessariamente com três conjuntos por país e sem direito a descarte e que termina no sábado, 7/8, com definição do pódio individual.

Pela nrmatoovo regra, o técnico pode fazer uma troca na equipe até 2 horas antes, por qualquer motivo. Se classificam para a final as 10 melhores equipes somando o resultado dos três conjuntos da primeira prova. Se um dos conjuntos for eliminado a equipe se classificará depois das que terminaram os 3 conjuntos. No caso da eliminação de dois conjuntos toda a equipe estará eliminada. Caso haja empate – na soma dos pontos em 10º lugar – entram na final as que empataram. O cavaleiro reserva só terá direito a medalha se entrar na equipe durante a competição.

Brasil em pista

Na disputa individual, a equipe técnica escalou dois conjuntos que largam na seguinte ordem nessa terça, 3/8: Yuri Mansur com QH Alfons Santo Antonio, 37º em pista, e Marlon Zanotelli com VDL Edgar M que será o 46º entre um total de 73 inscritos na primeira qualificativa individual.

TIME BRASIL DE SALTO NOS JOGOS DE TÓQUIO

RODRIGO PESSOA
Data de nascimento: 29/11/72
Local de nascimento: Paris / França
Treinador: Philippe Guerdat

Principais conquistas/títulos na carreira:

Olimpíadas: é o cavaleiro brasileiro com maior número de participação nos Jogos, chegando a 7ª edição em Tóquio. Foi campeão olímpico em Atenas 2004 e duas vezes bronze por equipe, nos Jogos de Atlanta 1996 e Sydnei 2000. Também fez parte do Time Brasil em Barcelona 1992 (equipe em 10º) – competindo ao lado do pai, Neco Pessoa -, Pequim 2008 (equipe em 10º) e Londres 2012 (equipe em 8º), quando foi porta-bandeira do Brasil. Jogos Pan-americanos: Ouro por equipes Pan Mar del Plata 1995, ouro por Equipe e Prata individual no Rio 2007, Prata (equipes) em Guadalajara 2011. Campeão Mundial 1998 e 3 vezes vencedor da Copa do Mundo 1998/1999/2000. É o atleta do Hipismo que mais conquistou o Prêmio Brasil Olímpico/COB (1999, 2000, 2004, 2005, 2006, 2009, 2010).

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MARLON MODOLO ZANOTELLI
Data de nascimento: 19/06/1988
Local de nascimento: Imperatriz (MA)

Principais conquistas/títulos na carreira:

Melhor brasileiro da atualidade no ranking da Federação Equestre Internacional (FEI), 7º lugar. Estreia em Olimpíadas nos Jogos de Tóquio 2020 + 1. Em Jogos Pan-americanos foi ouro individual e por equipe em Lima 2019, e integrou o Time Brasil 4º colocado em Toronto 2015. Outras conquistas: bronze Nations Cup Final Barcelona; ouro GP 5* St Tropez 2020 e Prata no GP 5* Rolex Masters S-Hertogenbosch 2021. Integrou o Time Brasil nos Jogos Sul-americanos de Brasília 2002 e Santiago/Chile em 2014. Vencedor do Prêmio Brasil Olímpico/COB em 2019..

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PEDRO VENISS

Cavalo: Quadri de L’Isle
Data de nascimento: 06/01/1983
Natural de: São Paulo, SP

Principais conquistas/títulos na carreira:

Olimpíadas: Integrante do Time Brasil em três edições dos Jogos: Tóquio 2020 + 1, Rio 2016 (equipe em 5º), e Pequim 2008 (10º em equipe). Jogos Pan-americano: ouro (equipe) no Pan de Lima 2019, ouro (equipe) e 5º individual no Pan do Rio 2007; 4º lugar (equipe) no Pan de Toronto 2015. Jogos Equestres Mundiais: fez parte da equipe em Kentucky/EUA 2010 (equipe em 4º), Normandia/França 2014 (equipe em 5º) e Tryon/EUA 2018 (equipe em 14º). Copa das Nações: ouro (equipe) na Copa das Nações FEI Longines no CSIO5* de Geesteren, na Holanda, 2019; ouro (equipe) na Copa das Nações FEI Longines no CSIO5* de La Baule, França, 2018; ouro (equipe) Copa das Nações do CSIO5* Longines 109º Royal International Horse Sow em Hickstead, Inglaterra 2017. Bronze individual no GP5* no CHIO Aachen, Alemanha em 2018. Prêmio Brasil Olímpico/COB: tetracampeão (2015 a 2018).

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YURI MANSUR
Data de nascimento: 24/05/1079
Local de nascimento: São Paulo / SP

Principais conquistas/títulos na carreira:

Integrante do Time Brasil nas Olimpíadas de Tóquio 2020 + 1. Campeão Copa Nações La Baule 2018, Vencedor final YH Aachen 2018,

Vencedor GP Hickstead 2017, Vencedor Copa Nações Hickstead 2017, Campeão Copa Nações Barcelona 2017, Campeão Copa Nações Barcelona 2017, Campeão Copa Nações Arezzo 2015 e duas vezes vice0campeão Copa das Nações Calgary 2016 e 2017.

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Retrospectiva do Time Brasil de Salto em Jogos Olímpicos

LONDRES / INGLATERRA, 1948

Primeira Olimpíada em que o Brasil participou. O melhor resultado do país foi o 10º lugar do tenente-coronel Franco Pontes montando Itaguaí. O Time Brasil foi formado exclusivamente por militares: além de Franco Pontes integraram a equipe os capitães Rubem Continentino/Bom Soir, Eloy Menezes / Sabu e o tenente Renyldo Pedro Guimarães Ferreira, além do chefe da equipe, general Edgar Amaral, e o veterinário, o capitão Darcy Villaça.

A prova das Nações teve como palco o estádio de Wembley e o time brasileiro sofreu algumas alterações com a troca improvisada de cavaleiros – Morrot, que havia sido selecionado para competir na prova de Salto foi escalado na última hora para disputar o Concurso Completo de Equitação (CCE) montando Guapo, de Eloy, que por sua vez ficou no time reserva de Salto com Sabu. O transporte dos cavalos para a Inglaterra foi feito por um navio do Lloyd Brasileiro e a viagem durou 32 dias. Alguns cavaleiros seguiram na mesma embarcação.

HELSINQUE / FINLÂNDIA, 1952
Time Brasil ficou em 4º lugar por equipe e foi 4º no individual com Eloy Menezes montando Bigá. Integrou o Time Brasil, só formado por militares, além de Menezes, Álvaro de Toledo/Eldorado e Renyldo Ferreira/Bibelot

ESTOCOLMO / SUÉCIA, 1956
O Brasil ficou em 10º com equipe mista formada por dois militares, Eloy Menezes e Renyldo Ferreira, e dois cavaleiros civis, Pedro Lopes Corvello e Nelson Pessoa Filho, o Neco. Pela primeira vez os animais foram transportados de avião. Atrasos no embarque e a chegada em cima da hora acabaram prejudicando a preparação da equipe para a competição.

ROMA / ITÁLIA, 1960
A equipe foi formada por Francisco Rabelo montando Sultão, Oscar Sotero com Cerrito, Cel. Renyldo Ferreira com Marengo e na reserva Fernando Monzon.

TÓQUIO / JAPÃO,1964
Nélson Pessoa Filho, o Neco, foi o único representante brasileiro. Montando Huipil terminou empatado em 5º lugar.

CIDADE DO MÉXICO / MÉXICO, 1968
O Salto foi a única modalidade hípica com participação do Brasil. O time, 7º colocado, foi formado por Nelson Pessoa, o Neco, montando Pass Opp, Lúcia Faria com Rush du Camp, José Roberto Reynoso Fernandez, o Alfinete, montando Cantal e Gérson Monteiro com Polder. Na disputa individual, Lúcia Faria terminou em 12º lugar, melhor resultado entre os competidores do continente americano.

MUNIQUE / ALEMANHA, 1972
O Brasil foi representado por dois conjuntos: Antonio Alegria Simões montando Bonsoir terminou em 32º e Nelson Pessoa Filho com Nagir em 39º.

MOSCOU / RÚSSIA, 1980
O Brasil não teve nenhum representante no Hipismo, apesar de todos os esforços para enviar Elizabeth Assaf e Jorge Carneiro que competiam na Europa. O boicote aos Jogos levou apenas cinco países, sem tradição hípica olímpica, a participar com equipes completas, além de dois competidores na disputa individual.

LOS ANGELES / EUA, 1984
O Time Brasil terminou em 10º lugar, e pela primeira vez um cavalo de criação nacional marcou presença nas Olimpíadas. O Brasileiro de Hipismo MC Alpes foi montaria de Marcelo Blesmann que competiu na equipe formada por Jorge Carneiro/Testarudo e Aramis, Caio Sérgio de Carvalho/MC El Virtuoso e Vitor Teixeira/Natural.

SEUL / CORÉIA DO SUL, 1988
O Time Brasil ficou em 8º lugar e foi formado pelos conjuntos: Cristina Johannpeter/Societé, Vitor Alves Teixeira/Going, Paulo Stewart/Platon e André Johannpeter/Heartbreaker. Antes mesmo do início dos Jogos o Brasil sofreu baixas. Lassal, cavalo de Neco Pessoa morreu em conseqüência de uma cólica e a égua Wendy, montaria de Carlos Vinícius da Motta não embarcou em razão de uma forte cólica no dia da viagem. Estas duas ausências prejudicaram muito o grupo.

BARCELONA / ESPANHA, 1992
O Time Brasil ficou em 10º lugar com time formado por Nelson Pessoa Filho, o Neco, montando Vivaldi, Rodrigo Pessoa com Special Envoy, Carlos Vinícius da Motta com Wendy e Vitor Alves Teixeira montando Attack Z. Neco competiu ao lado do filho, o estreante Rodrigo que na ocasião, com 19 anos, se tornou o mais jovem cavaleiro em Olimpíada

ATLANTA / EUA, 1996
O sonho da medalha olímpica finalmente se concretizou com a conquista do bronze pelo Time Brasil formado pelos conjuntos: Rodrigo Pessoa/Tom Boy, Álvaro Afonso de Miranda Neto, o Doda, com Arisco Aspen, André Johannpeter/Calei Joter e Felipe de Azevedo/Cassiana Joter. Doda, após desempate pelas medalhas de prata e bronze, ficou em 7º no individual.

Os Jogos de Atlanta foram históricos também para a criação nacional com a participação de quatro animais – Calei, Cassiana e, pela equipe suíça Adelfus Joter – de criação de Jorge Gerdau Johannpeter, do Haras Joter, do Rio Grande do Sul, e Arisco Aspen, criação do Haras Campos Salles, em São Paulo.

SYDNEY / AUSTRÁLIA, 2000
O Brasil conquistou sua segunda medalha de bronze por equipe em um emocionante desempate com a França. O Time Brasil foi formado pelos conjuntos: Rodrigo Pessoa/Baloubet du Rouet, Luiz Felipe de Azevedo/Ralph, Álvaro Miranda Neto, o Doda, com Aspen e André Johannpeter/Calei Joter. Na disputa individual entrou para a história o refugo de Baloubet e a desclassificação de Rodrigo Pessoa que vinha na liderança com chances de conquistar o ouro. André Johannpeter também ficou perto do pódio conquistando o 4º lugar – igualando seu feito ao do General Eloy Menezes, em 1952.

ATENAS / GRÉCIA, 2004
Rodrigo Pessoa montando Baloubet du Rouet conquistou o ouro, resultado histórico para o país por ser a primeira medalha olímpica individual no Hipismo. Rodrigo saiu de Atenas ostentando a prata, o ouro veio um ano depois quando se comprovou o doping do cavalo Waterford Cristal, montaria de Cian O’Connor, da Irlanda. A entrega da medalha foi feita em cerimônia no Forte de Copacabana no Rio de Janeiro. A equipe ficou em 10º lugar e foi composta por Rodrigo Pessoa/Baloubet du Rouet, Bernardo Alves/Canturo, Álvaro Affonso de Miranda Neto/Countdown 23 e Luciana Diniz/Mariachi.

PEQUIM (HONG KONG) / CHINA, 2008
O Time Brasil, 10º colocado foi formado pelos conjuntos Rodrigo Pessoa/Rufus, Bernardo Alves/Chupa Chup 2, Pedro Veniss/Um Blanc des Bancs e Camila Mazza de Benedicto/Bonito Z. Camila garantiu o melhor resultado da equipe com 9ª colocação– melhor resultado de uma amazona brasileira nos Jogos.

JOGOS LONDRES /INGLATERRA, 2012
O time brasileiro ficou em 8º lugar com a formação: Rodrigo Pessoa/HH Rebozo, Alvaro Affonso de Miranda Neto/AD Rahmannshof’s Bogeno e os estreantes Carlos Motta Ribas com Wilexo – conjunto que não pôde saltar no segundo dia – e José Roberto Reynoso Fernandez Filho com Maestro St Lois, cavalo que perdeu uma ferradura minutos antes de entrar em pista, fato que prejudicou o desempenho do conjunto. Doda Miranda e Rodrigo Pessoa classificam-se para a final individual. Doda fica em 12º (empatado com o paulista Cassio Rivetti, que à época defendia a Ucrania, e outros três cavaleiros) e Rodrigo em 22º, depois que seu cavalo, que voltava de uma lesão, cansou ao final da competição.

JOGOS RIO DE JANEIRO / BRASIL, 2016
O Time Brasil terminou em 5º lugar e foi formado pelos conjuntos: Álvaro Afonso de Miranda Neto, o Doda, montando Cornetto K, Pedro Veniss com Quabri de L´Isle e Eduardo Menezes/Quintol. Integrava a equipe Stephan Barcha montando Landpeter do Feroleto – primeiro animal Brasileiro de Hipismo a participar de uma Olimpíada em 20 anos – mas um pequeno corte causado pela espora levou ao corte do conjunto da equipe pela inspeção veterinária, deixando o time brasileiro sem opção de descarte ou corte do pior resultado.

Os três conjuntos seguiram para a final individual. Com um percurso sem faltas, Doda Miranda e Cornetto K terminam em 9º, Pedro Veniss perde um ponto por excesso e terminou em 16º e Eduardo Menezes, com duas faltas, não se classificou para a última rodada. Os percursos do Salto nos Jogos do Rio foram armados pelo course-designer brasileiro Guilherme Nogueira Jorge.

PROGRAMAÇÃO

Terça-feira, 3 de agosto
Salto Qualificativa Individual
17h00 – 19h35 (05h00 às 07h35 no Brasil)
20h45 – 21h45 (8h45 às 9h45 no Brasil)
(73 participantes)


Quarta-feira, 4 de agosto
Salto Individual Final
19h00 – 21h15 (07h00 às 09h15 no Brasil)
Cerimônia de Premiação Individual
(30 participantes)


Quinta-feira, 5 de agosto
Salto 2ª inspeção veterinária
09h30 – 11h00 (19h30 às 23h30 da quarta-feira)

Sexta-feira, 6 de agosto
Re-inspeção veterinária
09h30 (21h30 da quinta-feira no Brasil)

Salto Qualificativa por Equipes
19h00 – 22h05 (07h00 às 10h05 no Brasil)
(60 participantes)


Sábado, 7 de agosto
Salto Final por Equipes
19h00 – 21h05 (07h00 às 9h05 no Brasil)
Cerimônia de Premiação por Equipes
(30 participantes)
Domingo, 8 de agosto
Cerimônia de encerramento

Imprensa CBH – Carola May e Rute Araujo; fotos: Luis Ruas / Hipismo Brasil

Brasil fecha em 12º lugar no Concurso Completo em Tóquio; Grã Bretanha vence por equipes e alemã Julia Krajewski é a 1ª mulher com ouro individual

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Competindo com somente dois conjuntos – Carlos Parro com Goliath, 33º, e Marcio Appel e Iberon JMen – que integrou a equipe no Salto, o Time Brasil finalizou em 12º. Austrália, prata por equipes, tem Nelson Pessoa, o Neco, como treinador de Salto. Australiano Andrew Hoy, 62, dono de oito medalhas olímpicas, foi bronze.

Nessa segunda-feira, 2/8, após a 3ª fase do Salto, saiu a definição do pódio por equipes e individual do Concurso Completo de Equitação. O Time Brasil virou em 11º lugar após o Salto e no Cross Country, realizado no domingo, 1/8, somente dois dos três conjuntos concluíram o percurso: Marcelo Tosi com Glenfly, com -8,80 pontos perdidos, então 24º colocado, e Carlos Parro, o Cacá, com Goliath, que cruzou a linha de chegada com -22,80 pontos, 33º, ambos sem faltas nos obstáculos, mas ultrapassando o tempo concedido de 7min43s. Rafafael Losano desistiu na reta final da chegada do cross, uma vez que sua égua Fuiloda G cansou demais durante o percurso e o intenso calor e humidade em Tóquio.

Na inspeção veterinária após o cross e antecedendo o Salto, Fuiloda G não se apresentou, bem como Glenfly, que perdeu uma ferradura no cross country e conforme relato de seu experiente cavaleiro Tosi estava dolorida demais para retornar no Salto.

Assim Marcio Appel com Iberon JMen, um Brasileiro de Hipismo de 18 anos, conjunto alternativo / reserva, garantiu sua participação no Salto fechando com apenas uma falta na entrada do duplo nº 7 antepenúltimo obstáculo, totalizando 4,40 pontos perdidos. Marcio que também competiu com Iberon JMen na Rio 2016 anunciou a aposentadoria de seu craque após os Jogos.

Já Cacá e Goliath também cometeram uma falta na entrada do mesmo duplo (-4 pontos) dentro do tempo e totalizando – 62,90 pontos fecharam a competição no 33º posto individual entre um total de 63 conjuntos.

Brasileiros com a palavra

Marcio Appel, 42, que entrou de última hora, devido ao problema veterinários dos outros cavalos, estava satisfeito e muito emocionado com sua participação, especialmente porque agora vai aposentar Iberon JMen, que completa 19 anos em outubro. “Claro que a gente queria que a equipe tivesse melhor, tivemos os problemas veterinários que fogem um pouco do nosso alcance. Se o Rafael tivesse terminado, mesmo com a saída do Tosi, talvez a gente brigasse não por medalhas, mas uma posição melhor que no Rio de Janeiro. Mas meu cavalo merecia isso, mostra que com essa idade e energia: ele gosta de competir. Foi a despedida perfeita para ele das pistas e eu estou muito feliz em poder proporcionar isso e foi uma linda apresentação. O Iberon é o único BH nessa Olimpíada. Dos 200 cavalos na Rio 2016 que estão aqui só 14 estao aqui em Tóquio, isso realmente foge aos paradigmas. Acho também é uma prova o que eu – um cavaleiro amador que não mora na Europa e monta um BH – que todos nós podemos ir atrás de nossos sonhos”, destacou Marcio.

“Agora vou voltar para casa e fazer um novo plano e realmente brigar por medalha. Eu tenho dois cavalos mais jovens, mas vou precisar realmente de mais cavalos para reforçar a equipe. Acho que a pandemia atrapalhou nossos treinos. Outros times têm estruturas mais robustas, mas dentro da nossa possibilidade conseguimos dar o nosso melhor. Foi uma bola na trave o Rafa não ter terminado, faz parte do esporte. Queria fazer um bom papel e acho que consegui”, finalizou o empresário paulista, de 42 anos.

Carlos Parro, 42, reforçou a necessidade de um bom planejamento no próximo ciclo olímpico. “A gente precisa de mais conjuntos, mais cavalos e ter uma equipe mais forte. Meu cavalo Goliath, sela holandês de 10 anos, sempre foi muito bom no salto. Para mim virou uma coisa individual, o importante é que depois do cross ele saltou muito bem. Como falei depois do cross, o Goliath é um cavalo para o futuro e acho que pode realmente ser muito bom. Problemas veterinários são coisas do esporte. A gente precisa de um planejamento melhor para próxima Olimpíada. Agora temos o Mundial em 2022, Pan-americano em 2023 e depois a Olimpíada de Paris, acredito que o Goliath tem condições de entrar nessas equipes e fazer um bom resultado.”

Em entrevista após o cross, Rafael, 23, destacou a necessidade de preservar sua égua Fuiloda G, de 11 anos. “A égua começou bem e na reta final acabou estamina da égua. Tive que parar. Faz parte do jogo, tentei o mais rápido. Eu sabia que seria duro, essas coisas acontecem com os melhores do mundo. No português claro: acabou a gasolina”, comentou Rafael, radicado na Inglaterra. 

Marcelo, 52, primeiro brasileiro no cross, estava safisfeito após a prova. “Meu cavalo se portou bem no cross, foi muito bom. O calor pegou um pouco, eu também senti o calor, não é desculpa”, disse Marcelo após o cross, ainda sem saber que teria que abdicar do salto. Na hora da inspeção veterinária, Marcelo informou: ” O Glenfly perdeu uma ferradura depois do 9B e ficou muito dolorido após o cross country. Hoje a melhora não foi suficiente para apresentarmos ele na visita veterinaria e fazer o salto com a mínima condição de poder saltar o percurso. Gostaria de agradecer a torcida de todos que nos apoiaram e toda a equipe que esteve junta nas Olimpíadas de Tokyo 2020. Me desculpem por desfalcar a equipe de hipismo completo do Brasil. Obrigado Genfly!” Genfly é um puro sangue inglês de 16 anos.

Pódios por equipes e individual

A Grã Bretanha – Tom McEven / Toledo de Kerser, Laura Collet / London 52 e Oliver Townde / Ballghmor Class foi ouro com somente -86,30 pontos. A Áustralia – Kevin McNab / Don Quidam
Shane Rose / Virgil e Andrew Hoy / Vassily de Lassos foi prata, -100,2 pontos e a França, bronze, 101,4 pontos. Vale destacar que Nelson Pessoa Filho, o Neco, pai do campeão olímpico Rodrigo Pessoa integrante do Time Brasil de Salto, é o treinador de salto da equipe australiana, deixando uma “marquinha brasileira” no pódio das equipes. Em 1964, Neco foi o único representante brasileiro no Time Brasil de Salto, em Tóquio.

Na disputa individual – reservada aos Top 25 – o show ficou por conta da alemã Julia Krajewski, 33 anos, que montando Amande de B´Neville conquistou ouro com totalizando – 26 pontos: Adestramento – 25,20 pontos, cross – 40 pontos, Salto – 1ª passagem 0 e 2ª passagem 0.40 pontos. O britânico Tom McEven comm Toledo de Kerser garantiu prata -29,30 pontos e o top australiano Andrew Hoy, de 61 anos, campeão olímpico individual em Sydney 2020, garantiu sua oitava medalha olímpico conquistando bronze, – 31,90 pontos.


Pódio Equipes


Ouro Grã Bretanha – 86,30 pontos
Prata Australia – 100,20 pontos
Bronze França – 101,50 pontos

12º Brazil – 463,60 pontos
Carlos Parro / Goliath – 36,10 pontos – Adestramento, – 22,80 pontos (Cross). – 4 pontos – Salto
Marcio Appel / Iberon JMen – 4,40 pontos no Salto
Marcelo Tosi / Glenfly (não participou Salto)
Rafael Losano / Fuiloda G (desistiu cross)


Pódio Individual

Ouro Julia Krajewski / Amande de B´Neville – ALE 26 pontos
Prata Tom McEven / Toledo de Kerser GBR -29,30 pontos
Bronze Andrew Hoy / Vassily de Larssos -AUS -31,90 pontos

Imprensa CBH Carola May e Rute Araújo, colaboração entrevistas Revista Horse – Marcelo Mastrubuono; img: Luis Ruas / Hipismo Brasil 

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