Jür
Vrieling, um dos principais pilotos holandeses, ainda trabalha em casa.
Ele até indica que seu pai ainda vem pelos estábulos todos os dias, é
claro, com todo respeito pelas medidas atuais. “Meu pai tem 78 anos
e ainda passa pelos estábulos todos os dias. É claro que todos respeitamos as
medidas atuais do governo, mas eu simplesmente não consigo mantê-lo longe dos
cavalos. Os cavalos são a vida dele, então eu não podemos tirar isso dele
agora. Nós prestamos muita atenção às medidas em nossos estábulos. Dividimos
todas as tarefas entre nossos funcionários para não colocá-los em contato um
com o outro. porque temos sete pessoas circulando o dia todo. No entanto,
estou muito feliz por podermos nos manter ocupados. Sei que esse não é o caso
de todos, então acho que os pilotos podem ser muito felizes “.
O
Conselho de Segurança Nacional – formado por vice-primeiros-ministros, alguns
ministros federais, presidentes ministeriais de entidades federadas,
especialistas e presidido pelo primeiro-ministro – reuniu-se na quarta-feira,
15 de abril.
Entre
todas as medidas decididas, incluindo a extensão do confinamento até 3 de maio,
algumas preocupam particularmente o mundo do esporte. Foi decidido que
não haveria o menor evento “de massa”, esportivo ou cultural, por
exemplo, antes de 31 de agosto.
Este
anúncio enterra ainda mais a já comprometida idéia de uma retomada da Pro
League. “Está em cima da mesa uma proposta para reuniões a portas
fechadas. Vamos ver”, disse Pieter De Crem, ministro do Interior.
Além do futebol e do ciclismo, eventos como o Grand Prix
Spa-Francorchamps de Fórmula 1, as 24h de Spa, o encontro internacional da
província de Liège, o X-Terra em Namur. Bem como todos os eventos
menores, como torneios de final de temporada ou jogging tradicional.
Eventos
culturais (shows, festivais, …) estão na mesma situação.
Os cavalos estão inseridos na ordem dos Perissodátilos, ou seja, mamíferos ungulados de grande porte, com membros locomotores bastante desenvolvidos, que são envoltos por casco córneo e possuem estômago simples.
Se analisarmos estas características, já podemos perguntar como um animal de grande porte, com um aparelho locomotor desenvolvido para suportar bem seu estado corpóreo, é dotado de um estômago simples? Quase todos os outros grandes herbívoros são ruminantes.
Foto: Equus Magazine
Fisiologia Gástrica
No caso dos equinos, especificamente, vemos estas características como uma grande preocupação para os especialistas. Para manter sua saúde, um animal necessita diariamente de grandes quantidades de energia, as quais são encontradas principalmente nos concentrados, portanto é preciso levar em conta sua fisiologia gástrica, que engloba este tão problemático estômago.
A úlcera gástrica é uma doença muito comum, cujas causas muitas vezes são desconhecidas. Porém, apresenta favorecimento por fatores psíquicos ou pode ser desenvolvida pelo uso excessivo de medicamentos que irritam a mucosa gástrica.
Esta patologia pode acometer equinos de todas as idades, desde um animal idoso até um potro. Cerca de 90% dos cavalos de corrida, 70% dos animais em hípicas e 25% dos potros são portadores de gastrites ou úlceras gástricas de maior ou menor gravidade.
Duas pesquisas realizadas em Kentucky, Estados Unidos, descobriram que 22 a 30% de todas as mortes de potros se deviam a úlceras gástricas, acometendo principalmente potros de até quatro meses de idade.
Principais causas
Verificou-se que lesões de úlceras gástricas são maiores nos cavalos atletas e nos cavalos acometidos por distúrbios clínicos. Sendo o estresse considerado um fator importante no seu desenvolvimento, o qual debilita os mecanismos de defesa da mucosa gástrica contra as ulcerações causadas pelos ácidos gástricos.
Além do fator estresse, considera-se também a administração – principalmente oral – em quantidades altas ou por períodos longos de drogas anti-inflamatórias não-esteroidais como um fator desencadeante da doença, porém não tão frequente como o estresse.
Alimentações ricas em proteínas e grãos fornecidos na forma de ração resultam em uma incidência mais alta de úlceras, mas não há dados bastante convincentes quanto ao papel prejudicial das proteínas no estômago.
Constatou-se que o fornecimento de grãos aumenta a secreção de ácido gástrico quando se compara ao fornecimento somente de feno; enquanto o acesso livre ao volumoso resulta em menor acidez, quando comparado ao fornecimento de algumas refeições ao dia.
Também, enquadrado neste critério, observou-se que equinos com uma alimentação livre em forma de pastejo apresentam menos ulcerações gástricas que equinos mantidos em uma baia.
Tanto o jejum como as rações ricas em grãos predispõem ao aparecimento de úlceras gástricas nos equinos e o consumo frequente de nutrição rica em forragem pode ajudar a evitá-las.
No potro, desde o nascimento até cerca de três meses de idade, a acidez gástrica aumenta com a ausência de consumo alimentar sólido. E, consequentemente, predispõe o recém-nascido a desenvolver as úlceras gástricas que podem levar ao risco sua vida, a qual ainda se apresenta frágil neste período.
Devido a este fator, a estimulação do potro para uma alimentação sólida mais precocemente pode ser útil para se evitar esta doença. O colostro e o leite da égua contêm substâncias que potencializam a proteção da mucosa gastrointestinal frente às ulcerações. Havendo duas vezes mais no colostro (primeiro leite) do que no leite da égua. Isso demonstra a importância do colostro para o bom desenvolvimento do potro.
Doenças infecciosas ou parasitárias já foram citadas como causas de úlceras gástricas; no entanto, elas podem ser secundárias em animais que já apresentavam a doença por outro fator. Vale lembrar que os parasitas não se fazem presentes na maioria dos casos de úlceras.
Além do fornecimento precoce de volumoso e do colostro, e do bom controle parasitário, o programa de vacinação controlado, o estresse com isolamento, maus tratos, alterações bruscas de temperatura, enfermidades e com os transportes, entre outros, devem ser minimizados, sendo fatores essenciais para o controle das úlceras gástricas em potros.
Sintomas
As úlceras podem se apresentar na forma subclínica, clínica, perfuração e obstrução devido à cicatrização. A forma subclínica não apresenta nenhum sintoma aparente, mas pode levar a uma queda do desempenho físico do equino.
São úlceras visíveis endoscopicamente, cicatrizando-se sem nenhum tratamento na maioria dos casos. Quando na forma clínica, os sintomas mais comuns são: diarreias, apetite deficiente, perda de peso, debilidade física, uma aparência de ventre abaulada e cólica geralmente com fezes líquidas.
Nos potros, também podem ocorrer salivação excessiva e espumação, ranger dos dentes, distensão gástrica, regurgitação de leite e febre, pois as úlceras proporcionam a entrada no corpo de microrganismos, resultando em infecção generalizada.
Constata-se grande incidência de casos de mortes em potros devido à perfuração das úlceras, resultando em peritonite difusa severa, acompanhada de dor abdominal aguda, febre e choque, levando ao óbito em poucos dias.
Inicialmente o animal demonstra depressão profunda, seguido de aumento da frequência cardíaca e respiratória, membranas mucosas tóxicas e grande distensão abdominal.
Diagnóstico
Embora em muitos casos não possuam sintomas aparentes, pode-se suspeitar de úlceras gástricas quando equinos apresentarem sintomas como: cólica, diarreia, perda de apetite, ranger dos dentes, salivação excessiva, sensibilidade à palpação no abdômen.
O diagnóstico definitivo da Síndrome da Úlcera Gástrica Equina ocorre somente através da gastroscopia, ou seja, da inspeção da porção interna do estômago através do uso de equipamento vídeo-endoscópico.
O exame é realizado com o animal em estação, em geral levemente sedado, quando o endoscópio é introduzido pela via nasogástrica e alcança o estômago para sua visualização completa. Uma vez dentro do estômago, avalia-se toda a região glandular, principal sede de alterações erosivoulcerativas.
Para este exame há a necessidade de que o equipamento tenha 3 metros de comprimento, com a finalidade de se realizar a retroflexão e observar-se todo o interior do estômago.
Tratamento
Como as úlceras gástricas muitas vezes se ocultam no animal, é de grande valia o acompanhamento dos equinos pelo médico veterinário, a fim de se diagnosticar precocemente a doença, facilitando o tratamento e poupando o animal de possíveis complicações.
Após de concretizado o diagnóstico de úlceras gástricas, deve-se observar qual ou quais os fatores que levaram à doença e iniciar o tratamento de acordo com a gravidade do caso. A resposta ao tratamento parece ser melhor quando o equino repousa e tem acesso livre à forragem durante a terapia.
O uso de antagonistas de receptores H2 normalmente mostra-se efetivo apenas quanto à remissão dos sintomas clínicos, não sendo tais produtos eficazes, como demonstrados por diversos trabalhos clínicos, quanto à cicatrização das úlceras analogamente aos antiácidos.
O omeprazol, além de comprovadamente eficaz na cicatrização de úlceras gástricas, ainda mostra-se bastante efetivo na recidiva da síndrome, mesmo em casos de animais que continuam expostos a condições ulcerogênicas severas (como estresse, treinamento intenso, enfermidades, transporte etc.).
É importante salientar que diversos trabalhos científicos, aferidos pelo exame vídeo-endoscópico da porção interna do estômago, demonstram claramente que uma série de formulações genéricas em grânulos entéricos de omeprazol não são efetivas ao tratamento de úlceras gástricas. Principalmente pelo fato de que são facilmente “quebradas” pelo baixo pH do estômago.
Alguns produtos em pasta têm formulação que favorece a absorção do princípio ativo sem que o mesmo seja alterado pelo processo digestivo. Uma dosagem indicada de omeprazol é de 4 mg/kg/dia para o tratamento de úlceras e 2 g/kg/dia para a prevenção das recidivas, durante tempo de tratamento a ser definido pelo médico veterinário.
A administração de antiácidos é bastante benéfica no alívio dos sinais clínicos, particularmente do apetite deficiente e da cólica suave, mas é ineficaz na cicatrização.
O uso de bicarbonato de sódio tem ação curta e tende a causar uma alcalose, não sendo de grande valia no tratamento. Em alguns casos, mesmo sem a administração de drogas, o repouso no pasto resulta em uma cicatrização das úlceras gástricas dentro de poucos meses. Mas, se não forem eliminados os fatores desencadeantes (como estresse), claramente ocorre a recidiva mais grave da doença.
Conclui-se que as úlceras gástricas podem ser consideradas como um mal secreto que atinge uma grande porcentagem dos equinos mantidos em regime intensivo. Ou seja, criados em baias e que devem ser diagnosticada precocemente, a fim de se evitar queda de desempenho ou manifestações dos sintomas já em uma fase grave da doença. Além de se manter profilaxia com manejo adequado desde as primeiras horas de vida, proporcionando melhor desempenho e bom desenvolvimento destes tão complexos animais, os cavalos.
Procure sempre um médico veterinário para obter um diagnóstico correto para realizar um tratamento efetivo,
No
final do último mês de março o Comité Olímpico Internacional tornou oficial o
adiamento da edição 2020 dos Jogos Olímpicos, que foi reagendada para Julho do
próximo ano. No entanto, Tóquio não dá garantias de que o evento possa
realizar-se no Verão de 2021. “Eu penso que ninguém pode dizer se será possível
controlar a pandemia até julho do ano que vem. Certamente não estamos em
condições de dar uma resposta clara sobre essa matéria”, atirou Toshiro Muto,
chefe executivo do Comité Olímpico Japonês. “Tomámos a decisão de adiar os
Jogos Olímpicos por um ano. Isto significa que todos nós podemos trabalhar
duro para preparar o evento. Esperamos, sinceramente, que a humanidade já
tenha controlado o novo coronavírus no próximo ano”, prosseguiu.
Os
Jogos Olímpicos de Tóquio, vale lembrar, estavam agendados para 24 de Julho
deste ano, tendo sido adiados para 23 de julho de 2021, por força da propagação
do novo coronavírus.
Aos 56 anos, o alemão Ludger Beerbaum, é um dos melhores atletas em actividade no mundo. Porém numa recente entrevista, afirmou que não foi devido ao seu talento que conquistou as inúmeras vitórias.
“Não me considero o cavaleiro mais talentoso do mundo. Daniel Deusser, Marcus Ehning e Scott Brash são de longe mais talentosos do que eu. Penso que alcancei um curriculum desportivo interessante porque trabalhei no duro para conseguir os meus objectivos. Sempre me apercebi que não era o melhor cavaleiro do circuito. Nunca fui o melhor, mas era bom em qualquer coisa. Isto junto com a minha determinação em vencer, tornou-me no cavaleiro que sou hoje”, afirmou Beerbaum, que participou em sete olimpíadas, conquistando a medalha de ouro por equipas em Seoul, Atlanta e Sidney e uma medalha de ouro individual em Barcelona com Classic Touch.
Os cavalos são animais que estão propensos a adquirir diversas doenças de pele, que podem ocorrer por muitos motivos, como infecção de bactérias, fungos, alergia de produtos químicos, inseticidas, picadas de insetos, entre outros. O reconhecimento das doenças de pele de seu animal poderá facilitar e auxiliar no tratamento da mesma.
Para te auxiliar à identificar se o seu cavalo está com alguma doença de pele, iremos destacar aqui alguns exemplos de doenças de pele em cavalos:
foto: arquivo
– Dermatofilose: É uma doença causada por bactérias, e tem como sintomas erupções crostosas e escamosas em diversas partes do corpo do animal.
– Inchaços não cancerosos: São resultados de infecções, e má cicatrização de ferimentos.
– Parasitas ou picadas de insetos: A presença ou ação desse animais podem resultar em coceiras e irritações na pele do cavalo, que por consequência originam feridas.
– Lesões cancerosas: Ocorre principalmente em cavalos com pelagem clara, o que não garante proteção à exposição solar. Assim como demais casos de câncer, essas lesões pode se espalhar pelo corpo do animal.
– Dermatite nos membros inferiores: É uma doença causada por fungos e bactérias, pode resultar na diminuição de pelos na região infectada, e resultar em feridas.
Este artigo é meramente informativo. Sugerimos-lhe que leve o seu animal de estimação ao veterinário no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.
No que se refere à prevenção e controle de doenças, somos acostumados neste esporte a sempre nos preocupar com os cavalos. Fazem parte da nossa rotina veterinária a realização de testes diagnósticos regulares (ex: AIE e Mormo), o controle da sua circulação (ex: GTA), o cumprimento das medidas de biossegurança necessárias (limpeza e desinfeção) e a realização de quarentenas (ex: processos de importação e exportação).
No entanto, neste momento vivemos uma situação totalmente atípica em que nós humanos precisamos ser submetidos a quarentena, isolamento social e regras rigorosas de biossegurança devido a pandemia provocada pelo COVID-19.
Nossos atletas dependem de nós para o seu manejo diário, possuem dietas específicas, regimes de exercícios acurados e precisam de ambientes controlados e seguros. Também precisam de seus estábulos limpos, necessidades médicas e de ferrageamento atendidas, todos quesitos essenciais para preservar sua saúde. Para ajudar nesse período incerto e extremamente desafiador, reunimos algumas orientações para você se cuidar e cuidar do seu cavalo de acordo com a situação atual.
Lembre-se de sua saúde e segurança, assim como de todos os que estão ao seu redor. Seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde e dos Órgãos de Saúde Pública Brasileira, incentivamos o isolamento social tanto quanto possível e para aqueles que permanecem exercendo funções essenciais à saúde animal sugerimos que tomem todas as precauções e tenham os seus cuidados de higiene pessoal e do seu material intensificados.
Avalie o ambiente em que seu cavalo está sendo mantido e, quando aplicável, converse com o gerente das cocheiras para decidir sobre as melhores práticas de gerenciamento do ambiente para atender às necessidades de todos sem comprometer o bem-estar do cavalo.
Limite o número de visitantes a Hípica/Haras e peça as pessoas que necessitam estar presentes para a manutenção do local e lida com os animais, que sigam as orientações de higiene e de distanciamento social.
Certifique-se que todos os equipamentos e produtos necessários estejam disponíveis nas cocheiras para que as pessoas possam lavar e secar as mãos, limpar superfícies e materiais e que todos evitem compartilhar equipamento e mantenham pelo menos 2 metros de distância entre si.
Limpeza e desinfeção rigorosas reduzem consideravelmente o número de partículas virais infeciosas em superfícies, equipamentos e utensílios.
Recomenda-se que pessoas doentes ou que foram expostas ao Covid-19 não tenham contato com os animais e deleguem os cuidados e treinamentos dos mesmos a terceiros. Não há qualquer evidencia ou comprovação científica até o momento que o cavalo possa ser fonte de transmissão direta do COVID-19. Porém, uma pessoa infectada ao espirrar ou tossir poderá espalhar partículas virais no pelo do cavalo e este ser um carreador mecânico do vírus como qualquer outra superfície.
Caso as pessoas fiquem impossibilitas de ir montar ou necessitem reduzir a frequência, um ajuste aos modos de treinamento pode ser necessário como por exemplo aumento do uso de piquetes, andador e esteira.
Para cavalos que serão soltos em piquete é importante ir aumentando gradualmente o número de horas de acesso a estes, especialmente se o cavalo não é acostumado a ficar solto.
No caso da redução na intensidade dos exercícios, converse com seu veterinário de confiança para fazer os ajustes na dieta de acordo com as necessidades individuais de seu cavalo. Manter seu cavalo com um peso saudável pode ser um desafio real. Afinal é um ato de equilíbrio entre fornecer a dieta, o manejo e o exercício certos. Será importante reduzir a quantidade de ração concentrada sempre que necessário, especialmente se a carga de trabalho do seu cavalo tiver diminuído significativamente. Para ajudar a reduzir o risco de cólica é importante alterar gradualmente a rotina e a dieta do seu cavalo por um período mínimo de 10 a 14 dias.
Enfim, reforçamos que estamos vivendo um momento peculiar e que pode ser necessário ajustar o manejo do seu cavalo durante este período difícil e desafiador. No entanto, é essencial que todas as alterações na rotina do seu cavalo sejam graduais para garantir que a saúde e o bem-estar do seu cavalo não sejam comprometidos. Neste momento, para minimizar os impactos que as alterações de planejamento e rotina necessárias para controle do COVID-19 podem causar, a comunicação com seu veterinário é primordial.
Saúde a todos!
*Juliana M. R. de Freitas Diretora Veterinária da Confederação Brasileira de Hipismo – CBH National Head FEI Veterinarian – BRA FEI Official Veterinarian – BRA FEI Permitted Treating Veterinarian – BRA e-mail: veterinaria@cbh.org.br @vetju
O Haras Cabana Boa Vista, especialista na produção e reprodução de cavalos de esporte, começou nesse sábado, dia 11 de abril, um projeto social com o intuito de iniciar no hipismo crianças das comunidades próximas ao haras. “Sabemos da importância do esporte na formação das crianças, e do peso e responsabilidade que esse empreendimento traz consigo. Que Deus nos ajude a seguir em frente e nos dê ânimo e forças quando necessário.”
O ponta pé inicial desse projeto foi dado com ajuda do cavaleiro e professor André Ferreira, que com muita paciência, viu os pequenos ainda meio desajeitados, darem seus primeiros trotes.
CS Ully atendendo o novo projeto social
“A escolinha nasce de nosso anseio em ajudar a comunidade. A inspiração vem de D. Isnal Barbosa, nossa avó paterna, professora do primário em Campina Grande, e que ao chegar a Recife, dirigiu por mais de quatro décadas o Orfanato Presbiteriano Vale do Senhor.”
O animal utilizado nas primeiras aulas foi a Brasileiro de Hipismo CS Ully, uma égua nascida em 2003 no Haras Campos Salles que já teve seus dias de glória saltando GPs no Brasil. Inexplicavelmente foi abandonada sem qualquer cuidado e foi adquirida no ano passado pelo Haras Cabana Bos Vista para tentar seu reestabelecimento.
“CS ULLY está trabalhando feliz da vida, dócil e empenhada em ajudar. Parece até que sabe o que está fazendo!”
A ABCCH parabeniza os envolvidos nesse nobre projeto e deseja Boa Sorte!
Segundo pesquisa, animais são capazes de discernir entre expressões faciais felizes e de raiva.
Estudo comprova que cavalos reagem a emoções humanas (Foto: Reprodução/BBC)
Uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Sussex (Reino Unido) aponta que cavalos são capazes de discernir expressões faciais humanas. O experimento, feito usando fotos de rostos humanos, mostrou que os cavalos domésticos “respondem negativamente” a expressões irritadas.
Para os cientistas, isso acontece porque a domesticação pode ter habilitado os animais a interpretar o comportamento humano. “Nosso comportamento em torno deles tem um impacto”, disse a pesquisadora Amy Smith.
Os resultados foram publicados na revista científica Biology Letters.
O experimento A equipe mostrou grandes fotografias para 28 cavalos, que tinham as reações cerebrais medidas. “Uma pessoa apresentava a foto enquanto a outra segurava o bicho”, detalhou Smith. Eram alternadas imagens com expressões felizes e irritadas.saiba mais
“O principal resultado foi que eles olharam (para os rostos com raiva) com seu olho esquerdo”, o que significa que processaram a imagem com o lado direito do cérebro, “especializado no processamento de estímulos negativos”, explicou a pesquisadora.
Os cientistas também posicionaram monitores cardíacos nos cavalos, revelando que as expressões irritadas causaram aceleração significativa em seus batimentos cardíacos.
Resultados semelhantes foram relatados recentemente em cães domésticos, levantando questões sobre como viver com os seres humanos pode ter influenciado as habilidades dos animais.
Mais um nome de referência está junto com a ABCCH no incentivo e fomento da criação nacional pelo Brasil. O Centro de Reprodução TOK, fundado em 1994, tem como missão contribuir para a evolução do cavalo de esporte no Brasil e também por isso, se uniu a nossa entidade como patrocinador das Regionais.
Com credenciamento no Ministério da Agricultura para trabalhar com Biotecnologias da Reprodução, o Centro de Reprodução TOK possui profissionais altamente capacitados para realizar inseminações artificiais, transferências de embriões e congelamento de sêmen de garanhões. Para isso dispõe além da estrutura de laboratório necessária para a realização desses serviços, de um lote selecionado de receptoras.
Retina Tok que vem se destacando nas pistas do Brasil; foto: reprodução
O Centro em parceria com o VDL STUD foi o pioneiro em oferecer garantia de prenhez em sêmen congelado no Brasil e, graças à incessante luta da família Van de Lageweg pode oferecer de maneira simultânea com o mercado europeu, a mesma mercadoria no Brasil. Em conjunto com o Centro de Reprodução TOK, o Haras TOK vem selecionando suas linhagens maternas desde a mesma época e conta atualmente com um grupo seleto de doadoras que são fundamentais para produzir os produtos na qualidade esperada.
Arthemus Tok ( Cardento x Quattro) vendido em leilão
Urano Tok, aprovado garanhão definitivo, na última edição do Festival Nacional do BH
“Nossa meta é produzir um produto capaz de participar em alto nível do esporte e que possua nobreza e conformação correta necessária tanto para facilitar sua funcionalidade quanto para aumentar sua durabilidade.”
O Haras Tok também terá uma equipe para a disputa do BH Challenge no Festival Nacional do Cavalo Brasileiro de Hipismo, marcado para o mês de novembro no Clube Hípico de Santo Amaro. Para saber mais informações entre no regulamento – AQUI.