Com o excepcional tempo de 38,07 segundos e nono a entrar no segundo e último percurso entre os 13 conjuntos classificados, Guilherme Dutra Foroni/Chelsea JMen venceu o “Clássico” de ontem (domingo), à noite, no Doda Training Center, em Itatiba. A prova de dois percursos foi a última da 3ª etapa do DTC Tour 2020, circuito que começou no final de agosto e ainda tem a sua 4ª etapa prevista para ser realizada entre 5 e 8 de novembro e a última, a DTC Super Christmas Final, de 14 a 20 de dezembro.
O Clássico de ontem foi disputado por 38 conjuntos e os 13 que não cometeram faltas foram para o desempate.
Entre os mais rápidos, começou com um incrível empate de tempo na liderança dos conjuntos Artemus de Almeida (Arcanto JMen), o primeiro a entrar na pista e Luciana Camargo (Chambord JMen), o segundo, que zeraram com 43,49 segundos e terminaram empatados na 6ª posição da prova.
Sexto a entrar novamente no desempate, Artemus de Almeida (Cosete JMen IV) passou a liderar com 39,53 segundos e só perdeu a dianteira quando foi superado pelo conjunto vencedor de Guilherme Foroni (Chelsea JMen), com 38,07 segundos.
O próprio Foroni ainda entrou na pista com outro cavalo e os outros três finalistas também não superaram os tempos dos dois líderes, apesar de serem também rápidos e competitivos, como Marcello Ciavaglia (Cartouche), que foi o penúltimo a fazer a pista e ficou em 3º lugar, com 39,66 segundos e Juliano Loureiro (WS Kandanora Z), que terminou em quarto, com 40,43 segundos.
Inclusive, Juliano foi o último a entrar na pista e, nessa mesma situação, na 2ª etapa, havia sido o vencedor do Clássico do DTC Tour 2020, no Doda Training Center, em Itatiba. E o próprio Ciavaglia, com outro cavalo, ficou no sábado, com o segundo lugar do Grande Prêmio, vencido por José Roberto Reynoso Fernandez Filho, que não participou do Clássico.
Uma das maiores estrelas do esporte nacional, José Roberto Guimarães participou, no último fim de semana, do Campeonato Brasileiro de Master de hipismo, para cavaleiros e amazonas acima de 40 anos. Em evento disputado na Sociedade Hípica Paulista, o técnico de vôlei e apaixonado por cavalos, ficou com o vice-campeonato do torneio, seu primeiro oficial na modalidade.
Foi meu primeiro campeonato de hipismo, foi lindo e muito bem organizado aqui na Hípica Paulista. Eu estava muito reticente porque realmente o nível estava alto e o meu cavalo me ajudou em diversos momentos. Estou muito feliz, não esperava nunca ser vice-campeão. Eu queria somente participar e terminar a prova. Senti um frio na barriga enorme. Para mim estar aqui foi muito mais difícil do que uma disputar final olímpica. O hipismo é difícil tecnicamente, precisamos estar muito em sintonia com o cavalo. Eu montei o cavalo Hunter Massangana só seis vezes antes da competição e acabou dando tudo certo. Foi incrível, uma sensação única, só tenho a agradecer – disse José Roberto.
Montando Hunter Massangana, José Roberto completou suas passagens sem derrubar nenhum obstáculo, perdendo pontos apenas por ter excedido no tempo. O campeão foi Giancarlo Aquino, que zerou todos os percursos.
Terminou nesse domingo, 27/9, o Campeonato Brasileiro de Master 2020 – voltado a cavaleiros e amazonas amadores acima de 40 anos – na Sociedade Hípica Paulista. A disputa se deu em quatro alturas: Master B, 1 metro, Master A, 1.10m, Master, 1.20m e Master Top, 1.30m, com participação de 104 conjuntos. Na categoria Master B, o experiente ginete Giancarlo Aquino, que recém voltou às competições, garantiu o título brasileiro montando Jab HS Farandula, único sem faltas ao longo dos três dias de prova.
Giancarlo com Jab HS Farandula abriu a rodada dos campeões brasileiros masters 2020
Se para alguns atletas o hipismo e a competição vêm de longa data para outros, o Campeonato foi uma estreia. Esse foi o caso de José Roberto Lages Guimarães, tricampeão olímpico como treinador vôlei, que aos 66 anos disputou sua primeiro campeonato e na verdade até então somente havia competido em uma prova na semana anterior. Montando Hunter Massangana, Zé Roberto foi vice-campeão Master B sem faltas no obstáculos com somente dois pontos perdidos por excesso de tempo, um a cada passagem do 2º dia de competição. Cinco conjuntos foram ao desempate para decisão da 3ª colocação que ficou com Paula Pastore com Valentina do Refúgio, sem faltas, 39s77. Todos os três primeiros representando São Paulo.
“Foi meu primeiro campeonato de hipismo, foi lindo e muito bem organizado aqui na Hípica Paulista. Tenho que agradecer ao Esdra Ramos e ao Caloi que são meus professores e todos que me incentivaram. Eu estava muito reticente porque realmente o nível estava alto e o meu cavalo me ajudou em diversos momentos. Estou muito feliz, não esperava nunca ser vice-campeão. Eu queria somente participar e terminar a prova. Senti um frio na barriga enorme. Para mim estar aqui foi muito mais difícil do que uma disputar final olímpica. O hipismo é dificil tecnicamente, precisamos estar muito em sintonia com o cavalo. Eu montei o cavalo Hunter Massangana só seis vezes antes da competição e acabou dando tudo certo. Foi incrível, uma sensação única, só tenho a agradecer”, destacou Zé Roberto.
José Roberto e Hunter Massangana: estreia perfeita com a conquista do vice-campeonato
Já na categoria Master Top o carioca Gustavo Padilha, 55, confirmou favoritismo conquistando nada menos que o pentacampeonato. Montando Czamitza JMen II, Gustavo foi o único a fechar os três dias competição com zero ponto perdido.
Gustavo Padilha: pentacampeão brasileiro Master Top
O cavaleiro da casa Luiz Felipe Verdi com Garçon van de Burcht garantiu o vice-campeonato, 7 pontos perdidos. Três conjuntos terminaram com oito pontos perdidos e dois foram ao desempate pelo bronze que ficou com Rodrigo Goulart da Cunha com Hercules Massangana, representando o Rio de Janeiro.
Luis Felipe e Garçon van de Burcht
Na categoria Master A, sete conjuntos com uma falta foram à decisão do pódio. Montando Salamandra Chap Latino, Luis Ricardo Macaes Coutinho, 43, pernambucano que defende São Paulo, conquistou seu primeiro título brasileiro, após desempate, sem faltas, na ótima marca de 33s81.
Luis e Salamandra Chap Latino a caminho da vitória
O vice-campeonato ficou com a amazona Miriam Maffei com Stella Nova, por São Paulo, e Carolina Pereira Cadora com Fenícia Método, por Santo Catarina, foi 3ª, ambas sem faltas 37s12 e 37s36.
Miriam e Stella Nova
Já na categoria Master, valeu a experiencia de Ricard Bilton, 55, montando BM Invictus que fechou o campeonato com apenas 1 ponto perdido. “Fui campeão paulista mirim, junior, campeão paulista e brasileiro amador em várias alturas, inclusive, no Amador Top e agora campeão brasileiro Master, é muito legal”, destacou Richard, que atualmente só monta em provas. “Meu irmão Charles Bilton, que foi campeão paulista mirim em 1972, organiza parte dos cavalos que ficam estabulados no interior paulista Ricardo Monteiro da Luz.”
Richard e BM Invictus no merecido galope da vitória
Quatro conjunto foram ao desempate para decisão do vice-campeonato que coube a amazona da casa Gabriella Miguel montando Simba des Flayelles, único a zerar, na boa marca de 44s34. Ana Carolina Borja de Almeida com Caprice van de Hermitage garantiu a 3ª colocação. Ambas representando São Paulo.
A dupla vice-campeã Gabriela e Simba des Flayelles
Por que os melhores cavaleiros do mundo não podem fazer o mesmo que jogadores de hóquei e futebolistas? Os organizadores do Geneva International Horse Show (CHIG), embora cientes das questões, propuseram um conceito de proteção total da saúde e têm o prazer de anunciar a 60ª edição de suas competições de hipismo, direção e cross-country a partir do dia 10 a 13 de dezembro de 2020.
Os organizadores do CHI Genebra planejaram nos últimos meses os detalhes do 60º show, junto com uma ampla gama de medidas rigorosas de segurança sanitária. Apesar de estarem cientes de que a situação epidemiológica pode mudar a qualquer momento, eles querem muito poder oferecer aos cavaleiros e adeptos do hipismo uma oportunidade de se conhecerem e se divertirem.
“Estudamos todas as opções e concluímos que o evento CHI Geneva pode ser realizado em um cenário de medidas de saúde estritas e adequadas que nos permitirão garantir a segurança de todos”, especifica Sophie Mottu Morel, Diretora do CHI Geneva Show . Ela acrescenta: “Estamos bem cientes de que a situação de saúde pode mudar antes de dezembro e isso pode nos forçar a tomar outras decisões nas próximas semanas, mas estamos fazendo tudo ao nosso alcance para permitir a encenação do CHI Genebra 2020. Estamos determinados a realizar um 60º evento que mostre o esporte ao mais alto nível. Ele vai agradar aos espectadores, competidores e patrocinadores. ”
Assim, o salto de obstáculos, a direção e a corrida de cross-country indoor farão parte do programa deste ano. Haverá muitos destaques, notadamente a 20ª Final do Top 10 Rolex IJRC na noite de sexta-feira e o Rolex Grand Prix, uma das quatro etapas do Grand Slam de Saltos Rolex, no domingo. A competição lançada no ano passado para talentosos cavaleiros sub-25 será realizada novamente, assim como o renomado Cross-country Indoor apresentado pela Tribune de Genève, e a FEI Driving World Cup apresentada pela RTS.
Na semana passada, o cavaleiro holandês de saltos, Sjaak Sleiderink anunciou que abandonaria a equitação. Para isso, o SFN teve que encontrar um novo cavaleiro para o Juwel SFN (f. Etoulon VDL) e Iceman B SFN (f. Mylord Carthago). Ex-campeão mundial, Dubbeldam assumirá as rédeas da Jewel. Willem Greve é anunciado como o novo piloto do Iceman B.
Ontem, Niels Bruynseels, da Bélgica, colocou a cereja no topo em St Tropez, vencendo o CSI5 * Grand Prix.
“Gancia sempre sabe o que fazer e gosta de vencer. Tudo o que tenho que fazer é cavalgar bem! Ela saltou muito bem hoje e eu realmente senti que ela saltou este percurso e este salto com muita facilidade e entusiasmo. Gancia é naturalmente muito rápida e ela é muito experiente. Ela sabe que é o Grande Prêmio e tenta fazer de tudo para ser a melhor. Voltamos muito juntos. Temos um vínculo muito especial. Além disso, na primeira rodada, eu realmente não olhei para os outros pilotos. Eu realmente não me baseio nos outros quando estou cavalgando, Garcia já que ela não é como qualquer outro cavalo. Eu sei como preciso dar uma volta assim que faço o percurso.
Ela é uma égua com muito caráter. Quando está em casa, ela gosta de ficar sozinha, em silêncio. Ela não gosta muito de trabalhar no apartamento, então a levamos muito para fora. Minha equipe e eu tentamos fazer tudo por ela diariamente. Fazemos todo o possível para garantir que ela esteja nas melhores condições. Ela é uma princesa, a estrela dos estábulos e sabe disso! “
A família Philippaerts investiu no filho de Emerald de seis anos, Onyx van het Bremenhof. O cavalo foi lançado anteriormente por Katrien Nijs. A dupla estreou recentemente durante o campeonato belga para novos de seis anos. No consolo, a dupla manteve as varas nos ganchos.
Anteriormente, a dupla também saltou internacionalmente nas classes novos em Bonheiden.
No último fim de semana, as combinações de eventos nacionais começaram em Diepenbeek. Foi Sien Khan quem conquistou a vitória geral na série mais alta com o Dominante. A dupla venceu a série M de 1,10m, na frente de Jarno Verwimp com Grace. Verwimp também terminou em quinto lugar com Chico vh Gavvershof Z.
O pódio foi completado por Dirk Smeets com Icarus sob a sela em conjunto com o sueco Jocelin Lillienau que vive na Bélgica. O piloto chegou ao terceiro lugar com Celeste.
Victoire Redele (Master Royale) venceu a categoria de 1,00m. O Xavier Snackers também venceu nessa altura, com Mugano van de Roete.
Em outra emocionante final, o cavaleiro José Roberto Reynoso Fernandez Filho e o seu cavalo Azrael W venceram mais um Grande Prêmio do DTC Tour 2020, campeonato que está sendo realizado, desde o final de agosto, no Doda Training Center, em Itatiba.
Ontem (sábado, 26/09), à noite, o conjunto José Roberto/Azrael W foi o último a entrar na pista de desempate da principal prova da 3ª etapa do DTC Tour e conquistou a vitória com o tempo de 34,22 segundos, que foi apenas 69 centésimos de segundo mais rápido do que o de Marcello Ciavaglia (Conto RJ), o 2º colocado com 34,91 segundos. Na semana passada, ele ganhou de Lúcio Osório por uma diferença ainda menor: 48 centésimos.
“Sendo o último a entrar na pista, tive a vantagem de ver o percurso do Ciavaglia e fiz um lance a menos num dos trechos de saltos onde ele havia feito com 7 lances. Felizmente, deu certo e eu obtive a minha segunda vitória consecutiva no GP. Porém, na primeira etapa, eu fui o último a entrar na pista e, na minha ação para vencer, acabei cometendo uma falta e saí com o quinto lugar”, disse o feliz José Roberto, que ofereceu a vitória de ontem à sua mãe que estava comemorando seu aniversário assistindo ao vivo a transmissão do canal Band Sports.
O terceiro e quarto lugares do Grande Prêmio de ontem do DTC Tour, em Itatiba, ficou para o cavaleiro olímpico Stephan Barcha, que zerou os dois percursos e elogiou muito os seus dois cavalos que são ainda novos para um GP (entre 9 e 10 anos de idade). Com Chevaux Atomic des Luthiers registrou o tempo de 37,46 segundos e com Chevaux Koe Doe Vid Pinnekesshoeve, 38,73 segundos.
Já a mesma sorte não teve um dos favoritos ontem. Lucio Osório, que havia vencido o primeiro GP e ficado em 2º no seguinte, com a égua Kappa de Kijas, preferiu entrar somente com dois animais mais novos e cometeu 2 faltas com Darzada RCLI (11º lugar) e Visa Versa DV Z (17º lugar).
O cavaleiro olímpico Doda Miranda também não foi bem com as suas novas montarias. Depois de vencer pela segunda vez o Top 10 Challenge, no GP de ontem, Doda cometeu 2 faltas com DTC Jumanje e três com DTC Argentinisima. Deixou, bem claro, que ele foi o culpado pelas faltas.
A quarta etapa do DTC Tour 2020, em Itatiba, está marcada para ser realizada entre os dias 5 e 8 de novembro. Já a 5ª e última, a DTC Super Christmas Final, será disputada de 14 a 20 de dezembro.
No sábado, 26/9, Nilson Moreira da Silva com Magnum´s Martini registrou índice olímpico no Concurso Completo Equitação CCI4* Small (curto) no Stable View, em Aiken, EUA. Nilson e Magnum´s Martini registraram -40,30 pontos perdidos no Adestramento, zeraram o Salto e o zeram Cross Country com apenas 2,5 pontos perdidos por ultrapassar o tempo concedido, fechando a competição com 43,70 pontos perdidos em 14º lugar.
Nilson em ação com Magnus Martini, montaria com a qual integrou o Time Brasil de Concurso Completo no Mundial de
Com esse resultado, Nilson e Magnum, de 16 anos, já computam dois índices técnicos em CCIs4* curtos, mas para garantir a qualificativa olímpica definitiva ainda é preciso obter um índice em um CCI4* longo ou CCI 5*-Longo. Com outras duas montarias Rocky Phanton, de 9 anos, e Lady Colina, de 14 anos, o cavaleiro de 43 anos, que integrou o Time Brasil nos Jogos Equestres Mundiais e foi reserva na Rio 2016, também já computa um índice técnico olímpico em CCIs4* curtos.
“A competição em Stable View, que fica a 20 minutos da minha casa, foi difícil e uma prova espetacular”, contou Nilson, satisfeito com o resultado. “Agora quero buscar a qualificação técnica definitiva para os Jogos Olímpicos de Tóquio no Concurso Completo Internacional 4* longo, entre 11 e 15/11, em Tryon, local da última edição dos Jogos Equestres Mundiais.”
Até o momento somente o jovem talento Rafael Losano, integrante do Time Brasil medalha de prata no Pan Lima 2019, com Fuiloda está tecnicamente qualificado para os Jogos Olimpícos de Tóquio, postergados para o ano que vem.
Qualificativas técnicas rumo a Toquio
Candidatos a uma vaga no Time Brasil de Concurso Completo nos Jogos Olímpicos de Tóquio podem registrar índices técnicos entre 1 de janeiro de 2019 e 21 junho de 2021: em um CCI 5*-Longo ou um índice técnico em CCI 4*-Longo e 1 um em CCI4* Curto. Para obter índice técnico é preciso registrar o mínimo de 55% no adestramento, zerar ou 11 pontos nos obstáculos, não mais que 75 segundos de excesso tempo (100 segundos em CCI5*L) e no salto não mais que 16 pontos perdidos. Rafael Losano com Fuiloda G já havia computado dois índices técnicos um Internacional 4* formato Curto e Internacional 4* formato Longo, na Itália, em dezembro de 2019.