No último fim de semana, o MET Tour II em Oliva chegou ao fim. A organização anunciou que o MET Tour III não começará esta semana. Vários cavaleiros receberam esta notificação no celular. A causa é o surto do vírus em Valência, cerca de 100 km ao norte de Oliva.
Nesse ínterim, vários cavalos já morreram com o vírus. Três pilotos já anunciaram a notícia nas redes sociais. Muitos outros pilotos estão pedindo uma parada de competição de algumas semanas na Europa, depois que todos os cavalos com o vírus também deixaram Valência.
O CSI1 * Grand Prix foi disputado em Opglabbeek para encerrar o fim de semana. A vitória foi para a holandesa Alicia Bocken. Ela contou com Dagam (por Tangelo vd Zuuthoeve) para saltar um desempate em 32,83 segundos.
Omer Karaevli e Cheston de La Pomme d’Or Z (por Chippendale Z) terminaram em segundo lugar. Eles pularam um desempate em 34,22 segundos. Patrick Stühlmeyer e Diaron Old (por Diarado) completaram os três primeiros após uma rodada clara em 35,09 segundos.
Maxime Tips forneceu o melhor desempenho belga em quarto lugar. Ele montou Otello (por Joop) para o quarto lugar. Siebe Kramer (Nebraska de Muze Z) completou os cinco primeiros.
O Grande Prêmio final da competição CSI2 * foi realizado em San Giovanni. Federicop Ciriesi garantiu a vitória italiana. Ele montou Calais d’Argilla Z (por Calvaro Z) livre até o final em 41,38 segundos.
Ele estava à frente de Paul Estermann, que terminou em segundo lugar com Dover 9 (por Diarado); A dupla deixou a madeira intacta e finalizou em 42,21 segundos. Niklaus Rutschi e Quinao de Chandor Z (por Qlassic Bois Margot) completaram os três primeiros após uma rodada clara em 42,42 segundos.
Filippo Bologni (Quilazio) e Markus Hauri (Akile Top) completaram os cinco primeiros.
Como prometido anteriormente, a FEI enviou mais cinco veterinários a Valência por causa do surto de rinovirus, mas a situação parece ser muito pior do que a descrita anteriormente. Há uma grande carência de veterinários e medicamentos. Apenas enviar veterinários para Valência não é suficiente, segundo um correspondente no local. “Estamos na fase dois da epidemia, então vagas em clínicas são essenciais”, disse. “Infelizmente todas as clínicas estão lotadas”.
“Os veterinários estão tentando montar um hospital de campanha embaixo de uma barraca, mas nessas barracas não há guincho para pendurar cavalos. No entanto, esses guinchos são essenciais na fase da epidemia. Também não há remédio suficiente. Dois transportes aéreos têm já foi realizado. da França e na segunda-feira chegará um terceiro “, soa.
Schlotterer, veterinário do local, resumiu a situação da seguinte forma: “Estou convencido de que a contenção de cavalos e o fim imediato das competições nacionais e especialmente internacionais é a única solução para conter a epidemia. Espero que a FEI assuma a responsabilidade porque a situação é grave e pode se tornar catastrófica em duas semanas ”, conclui.
O último Grande Prémio CSI3 * foi saltado em Vilamoura. A vitória foi para John Whitaker. Ele montou Unick du Francport (de Zandor) até o final em 36,43 segundos.
Ele ficou à frente de Marc Bettinger, que terminou em segundo lugar com Undercover (por Ugano Sitte). Eles conseguiram manter o zero e finalizaram em 37,01 segundos. Juliette Faligot e Arqana de Riverland (por Cornet Obolensky) terminaram em terceiro lugar após uma rodada clara em 37,56 segundos.
Piergiorgio Bucci (Casago) e Luciana Diniz (Vertigo du Desert) terminaram em quarto e quinto lugar.
A Federação Internacional de Hipismo (FEI, na sigla em francês) decidiu não reconhecer o resultado da eleição da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) realizada com muito burburinho há um mês. A entidade internacional, assim, não reconhece Kiko Mari, declarado eleito, como o mandatário do hipismo nacional. “Decidimos, por enquanto, não reconhecer o resultado dessas eleições. Embora a FEI esteja preparada para fazer tudo que for possível [para] contribuir para uma solução que resolva esta situação o mais rapidamente possível, somos obrigados para aguardar o resultado dos processos judiciais antes de tomarmos qualquer outra iniciativa”, disse o presidente da FEI, Ingmar De Vos, em carta endereçada a Doda Miranda e encaminhada também a várias autoridades regionais do Hipismo.
“Tenha certeza de que estamos plenamente cientes de que esta situação precisa ser resolvida com urgência a fim de limitar os danos desta disputa para a comunidade e indústria equestre no Brasil e que, por meio de nossos vários canais, estamos tentando exercer a pressão necessária”, afirmou De Vos, completando que a FEI está preparada para mediar os diálogos e, no caso de novas eleições serem organizadas, tem a intenção de nomear um observador independente para supervisionar o pleito.
A CBH diz que foi pega de surpresa com essa postura e que a votação foi legítima. “A CBH vem trocando correspondências com a FEI desde o dia 3 de fevereiro no sentido de explicar que a eleição da nova diretoria foi integralmente de acordo com seus estatutos e com a legislação brasileira”, comentou a entidade, em nota, ressaltando ter “absoluta convicção de que o entendimento da FEI será revisto e que o devido processo legal irá prevalecer” .
Parte significativa da comunidade do hipismo no Brasil não reconhece Kiko Mari como presidente da CBH. No fim de janeiro, o grupo de oposição, que diz que teria maioria se todas as federações filiadas e todos os atletas do colégio eleitoral pudessem votar, se retirou da sala onde acontecia a assembleia eletiva se queixando que eleitores de seu grupo estavam sendo impugnados.
Do lado de fora dessa sala, no corredor, mas dentro do centro de convenções citado no edital de convocação da eleição, a oposição fez uma votação e elegeu Barbara Laffranchi como presidente. Dentro da sala, o grupo de situação também realizou uma votação e elegeu Kiko Mari. Ronaldo Bittencourt, do mesmo grupo político de Mari, deu posse ao seu aliado.
O episódio incomodou atletas, proprietários e criadores de cavalos. A Federação Paulista chegou a cancelar todo seu calendário, como forma de pressão, mas o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do Hipismo determinou que as competições precisavam obrigatoriamente acontecer.
“Diante dos fatos comprovados nos autos, malgrado até a incoerência entre realizar a primeira etapa do evento e não as seguintes, tendo como único fato nesse interregno a realização das eleições da CBH, dúvida não há de que o resultado das urnas está interferindo na realização do esporte, circunstância que, nesse juízo preliminar, indica a necessidade da providência liminar pretendida pelo requerente”, escreveu o presidente do STJD, Marcelo Jucá, ao julgar a liminar.
Um Concurso de Saltos Nacional está marcado para a semana que vem, mas ao menos 300 cavaleiros e amazonas já anunciaram boicote.
Confira a nota da CBH:
A Confederação Brasileira de Hipismo vem trocando correspondências com a Federação Internacional de Hipismo desde o dia 3 de fevereiro no sentido de explicar que a eleição da nova diretoria foi integralmente de acordo com seus estatutos e com a legislação brasileira. Por isso, nos causa surpresa a manifestação da entidade no sentido de não reconhecer, até o momento, a escolha legítima de Kiko Mari para comandar a modalidade no país. Importante destacar que o Comitê Olímpico do Brasil, órgão máximo do esporte no país, reconheceu a lisura do pleito e já trabalha em conjunto com a CBH na preparação de nossos cavaleiros para os Jogos de Tóquio. O ofício da FEI a um cavaleiro específico, com forte inclinação política, causa espanto e gera preocupação de que o organismo internacional esteja irresponsavelmente querendo interferir na decisão soberana da comunidade do hipismo brasileiro. Temos absoluta convicção de que o entendimento da FEI será revisto e que o devido processo legal irá prevalecer.
Carlos Eduardo Ribas venceu duas provas duas estrelas no mesmo dia no concurso internacional de Opglabbeek, na Bélgica, e foi o destaque brasileiro do dia
O destaque do dia do hipismo de saltos do Brasil foi Carlos Eduardo Ribas, que venceu duas provas no concurso de Opglabbeek, na Bélgica. Com Kartouzo Van ‘T Kathof, ele venceu uma competição de duas fases a 1,35 m, e, com Jella Van ‘T Kathof, foi campeão da disputa com jump-off a 1,45 m.
Na prova com obstáculos a 1,45 m, apenas dez dos 64 competidores zeraram o percurso e se classificaram para o desempate. No jump-off, Carlos Eduardo Ribas e Jella Jella Van ‘T Kathof tiveram um excelente desempenho e ficaram com a vitória com 35s00, 2s22 a frente do belga Yves Vanderhasselt, que terminou na segunda colocação.
Na prova especial de duas fases a 1,35 m, Carlos Eduardo Ribas zerou duas vezes o percurso com Kartouzo Van ‘T Kathof com os tempos de 35s80 e 26s18 para vencer a prova.
Além das duas vitórias de Carlos Eduardo Ribas na Bélgica, o Brasil conseguiu outros resultados importantes. Em Gorla Minore, na Itália, João Paulo Pereira dos Santos, montando Trudy, venceu prova de duas fases para cavalos de até seis anos.
Em Vejer de la Frontera, na Espanha, Felipe Amaral ficou em quinto lugar em prova quatro estrelas de duas fases a 1,45 m e André Reichman foi sexto numa disputa contra o relógio a 1,40 m.
Em Vilamoura, Portugal, Sílvio Teixeira da Silva ficou em quarto lugar em prova três estrelas com obstáculos a 1,20 m contra o relógio. No mesmo local, Jacques Fernandes foi o sexto colocado em competição contra o relógio a 1,40 m.
Pelo terceiro dia seguido, Rodolpho Riskalla é campeão de prova de adestramento Grau IV no Concurso Internacional CPEDI3* Shaqab, em Doha, no Catar.
Foram três dias de competições de adestramento paralímpico no Concurso Internacional CPEDI3* Shaqab, em Doha, no Catar, e o brasileiro Rodolpho Riskalla venceu todas as três provas que disputou. A primeira, na quinta-feira com expressivos 76,468% de aproveitamento. Na sexta, ele melhorou o desempenho, ganhando com 77,114%. Para completar, neste sábado, o cavaleiro foi campeão da prova de estilo livre com 81,075% de aproveitamento.
Rodolpho Riskalla e Don Henrico, experiente hannoverano de 18 anos, não tiveram adversários em Doha neste sábado. A vantagem deles sobre os concorrentes foi grande. Para ficar com o segundo lugar, Lotte Krijnsen, da Holanda, teve 75,500% de aproveitamento com Rosenstolz. O também holandês Neel Schakel, com Edison, terminou em terceiro com 74,083%.
“Fui super bem hoje também, melhor reprise que já fiz com Don Henrico. Nos três dias foram os melhores percentuais que já tive com o Don Henrico, que realmente está em sua melhor forma. É bom demais poder voltar a fazer prova, nessa época conturbada de Covid-19. A gente está feliz demais com o resultado”, destacou o Rodolpho Riskalla.
“Agora daqui a duas semanas eu vou para um Internacional em Macon Chaintre na França com meu outro cavalo Don Frederic, propriedade da nossa amiga brasileira Tania Loeb Wald. E agora o meu foco total é a preparação para Tóquio”, garante o Rodolpho, uma das principais apostas de medalha do hipismo brasileiro nos Jogos Paralímpicos em Tóquio.
A treinadora de adestramento Rosangele Riskalla, mãe do cavaleiro, destacou “o juiz presidente do juri em Doha, o alemão Marco Orsini, que vai julgar os Jogos Paralímpicos de Tóquio, adorou a perfomance do conjunto, com uma nota 10 e vários 9. Passar dos 80% de aproveitamento é um sonho realizado.”
Trajetória
Rodolpho Riskalla, hoje com 37 anos, pratica adestramento desde a infância e aderiu ao adestramento paraequestre no início de 2016 seis meses após a perda da parte inferior das duas pernas, a mão direita e dedo da mão esquerda em decorrência de uma meningite. Menos de um ano depois defendeu o país nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 e, em 2018, foi o melhor brasileiro nos Jogos Equestres Mundiais 2018 nos EUA conquistando duas medalhas de prata no adestramento paraquestre.
O cavaleiro reside na França há cerca de 10 anos e recém mudou para Alemanha, onde conta com três cavalos a sua disposição. Além do adestramento paraquestre, Rodolpho também compete com sucesso em provas de adestramento. Don Henrico, sua montaria na competição esse final de semana em Doha, é de propriedade da ex-amazona olímpica alemã Ann Katrin Lisenhof.
No Adestramento Paraquestre as disputas são divididas em cinco graus – I,II,III,IV e V – grau de dificuldade crescente de acordo com a avaliação / classificação funcional da deficiência do atleta. Além de Rodolpho, o cavaleiro Sergio Oliva, residente no Brasil, também está qualificado para Jogos Paralímpicos, entre 24/8 e 5/9, em Tóquio.
Em Doha, o Grande Prêmio da competição CSI5 * foi disputado agora mesmo. Em duas rodadas, seis combinações podem manter o zero. Um desempate com seis teve que decidir o vencedor.
Esse vencedor acabou se tornando o alemão Christian Ahlmann. Montando Dominator 2000 Z (por Diamant de Semilly), ele foi capaz de saltar uma rodada limpa em 36,17 segundos. Olivier Robert saltou para o segundo lugar. Na sela de Selle Français ruyin Vivaldi des Meneaux (por Chippendale Z) ele poderia saltar uma rodada limpa em 36,27 segundos. Niels Bruynseels e Delux Van T&L (por Toulon) terminaram em terceiro lugar. Eles também conseguiram pular uma rodada limpa e terminaram em 36,82 segundos.
Maurice Tebbel (Don Diarado) e Eveline Tovek (Winnetour de La Hamente Z) terminaram em quarto e quinto lugar.
Ontem, o CSI2 * Grand Prix foi disputado em Riad e a vitória foi para Abdullah Alsharbatly. Ele montou Quilando no desempate em 39,95 segundos. Ele era o único que poderia saltar uma rodada livre dupla.
Mohammed Bader Alfard e Moeen conquistaram o segundo lugar. Eles têm duas falhas de salto no desempate. Camilla Marie Alver completou o pódio na sela de Jashar van de Heikenshoeve.
Bander Ninmahfouz (Navarro UK) e Dalma Malhas (Impero Delle Schiave) terminaram em quarto e quinto lugar.