Na semana passada, recebemos a notícia positiva cautelosa de que a partir de 12 de abril as restrições ao esporte serão suspensas pela EHV-1. Depois do stop obrigatório, em breve poderemos reiniciar – com cuidado. Infelizmente, esse outro vírus ainda está no país, e o governo ainda não permite esportes competitivos para todos. Infelizmente, as competições não podem começar para todos no momento.
Atualmente, o ministro deu permissão apenas para competições de cavaleiros profissionais. Para o salto, estas são as competições CSI, ouro e prata oficiais. A primeira partida do calendário é a Gold League Loenhout, de 16 a 18 de abril. As inscrições para este Ouro começam na quinta-feira. Esta competição está aberta apenas a cavaleiros profissionais e jovens promissores, como o governo nos informa. Aqui você encontra a definição de atleta profissional, assim como de jovens promissores.
“A comissão de salto está a finalizar um protocolo para sessões de treino, percursos de prática … para que a partir de 12/04/2021 um primeiro impulso possa ser dado aos cavaleiros não profissionais.” escreve a federação. “Assim que os cavaleiros não profissionais também puderem competir, as competições provinciais podem e também começarão, junto com, por exemplo, Gouden Laars e Cyclus. Esperamos junto com você que isso possa acontecer o mais rápido possível.”
O melhor cavaleiro suíço, Pius Schwizer, vê um dos seus cavalos de Grande Prémio deixar os estábulos. O castrado SF de 12 anos, Vient tu du Rouet (Pezetas du Rouet), continuará sua carreira com um aprendiz suíço do cavaleiro de ponta.
O cavalo castrado saltou junto com Schwizer durante o Longines Global Champions Tour Grand Prix em Doha, no início de março. No ano passado, a dupla impressionou durante as eliminatórias da Copa do Mundo da FEI em Gotemburgo e Amsterdã.
Studbook Zangersheide organiza a Inspeção de Garanhão da Primavera de sexta-feira, 7 de maio, a domingo, 9 de maio. Os garanhões podem então, mediante aprovação, ser admitidos no serviço de criação de 2021.
A inspeção de garanhões está aberta a garanhões a partir dos três anos (nascidos em 2018) que estejam inscritos em um Studbook reconhecido pela WBFSH e que possam apresentar um pedigree de quatro gerações.
Na sexta-feira, todos os garanhões candidatos serão submetidos a uma inspeção externa. No sábado, os candidatos de 3 anos podem saltar em liberdade. Garanhões de quatro anos podem escolher entre salto livre ou um percurso padrão. A segunda exibição acontecerá no domingo e os garanhões com quatro, cinco e mais velhos também farão um salto.
A inspeção do garanhão não é apenas uma ferramenta de orientação para o criador, mas também é necessária em nível médico para descartar a possível herança de defeitos hereditários e doenças
Os resultados do Time Brasil de Salto em Jogos Olímpicos são, sem dúvida, de maior expressão dentre as modalidades do hipismo com duas medalhas de bronze por equipes em Atlanta 1996 e Sydney 2000, além do ouro individual de Rodrigo Pessoa em Atenas 2004. Mas o Brasil teve bom desempenho em diversas outras edições dos Jogos disputando medalhas de igual para igual com as melhores equipes e cavaleiros do mundo.
Agora a expectativa são os Jogos Olímpicos de Tokyo 2020 postergados para 2021. A modalidade Salto está agendada entre 3 e 7 de agosto. Aproveitando o ensejo da proximidade dos Jogos, apresentamos um retrospecto da participação brasileira nos Jogos desde a estreia em Londres 1948.
1948 Londres – Inglaterra
Foi a primeira Olimpíada em que o Brasil participou. Formada somente por militares, a delegação foi chefiada pelo general Edgar Amaral e contou com o tenente-Cel. Franco Pontes montando Itaguaí, e os capitães Rubem Contentino com Bom Soir, Eloy Menezes montando Sabu e tenente Renyldo Pedro Guimarães Ferreira. O transporte dos cavalos para a Inglaterra foi feito por um navio do Lloyd Brasileiro e a viagem durou 32 dias.
A prova das Nações teve como palco o tradicional e famoso estádio de Wembley e o time brasileiro sofreu algumas alterações com a troca improvisada de cavaleiros: Morrot, que havia sido selecionado para competir na prova de Salto foi escalado na última hora para disputar o Concurso Completo de Equitação, montando Guapo, de Eloy, que por sua vez ficou no time reserva de Salto. No final dos Jogos a melhor colocação do Brasil foi o 10º lugar de Franco Pontes com Itaguaí.
1952 Helsinque – Finlândia
Com equipe formada por Eloy Menezes com Biguá, Álvaro de Toledo montando Eldorado e Renyldo Ferreira apresentando Bibelot o Brasil registrou um ótimo resultado: 4º lugar no Individual com Eloy com Biguá, além da importante 4ª colocação por equipe. Nos dois momentos, o Brasil esteve perto, muito perto da medalha olímpica. Eloy participou do desempate pelo ouro com outros quatro cavaleiros. Uma falta leve de Biguá afastou Eloy do sonho da medalha. Mesmo assim, a 4ª colocação individual, o então melhor resultado individual conquistado por um brasileiro em Olimpíadas, somente viria a ser superado em 2000.
1956 Estocolmo – Suécia
Pela primeira vez os animais foram transportados de avião. Atrasos no embarque e a chegada em cima da hora acabaram prejudicando a preparação da equipe para a competição. A equipe foi formada pelos militares Eloy Menezes e Renyldo Ferreira e por dois cavaleiros civis: Pedro Lopes Corvello e Nelson Pessoa Filho, o Neco. Era a primeira Olimpíada de Neco, que se tornaria um dos maiores cavaleiros do mundo. O Brasil acabou em 10º por equipes.
1960 Roma – Itália
A equipe formada por Francisco Rabelo montando Sultão, Oscar Sotero com Cerrito, Cel. Renyldo Ferreira com Marengo e na reserva Fernando Monzon não teve bom desempenho.
1964 Tokyo – Japão
Em função do alto custo da viagem, o Brasil enviou apenas Nelson Pessoa Filho com Huipil que viajou com a equipe francesa. Depois de uma apresentação muito boa no primeiro percurso, Neco sofreu uma queda na distensão para o segundo percurso. Mesmo saltando com fortes dores, o cavaleiro carioca reduziu de 12 para 8 pontos perdidos o seu segundo percurso e terminou empatado em 5º lugar.
1968 Cidade do México – México
A equipe foi formada por Nelson Pessoa com Pass Opp, Lúcia Faria montando Rush du Camp, José Roberto Reynoso Fernandez, o Alfinete, com Cantal e Gérson Monteiro montando Polder. Na competição por equipes, o Brasil obteve a 7ª colocação. Na disputa individual, Lúcia Faria, em magnífica apresentação com Rush du Camp, terminou em 12º lugar. Foi o melhor resultado entre os competidores do continente americano.
1972 Munique – Alemanha
Foram dois os representantes do Brasil: Antonio Alegria Simões com Bonsoir e Nelson Pessoa Filho que montou Nagir que terminaram, respectivamente, na 32ª e 39ª colocação após a primeira prova individual. A dupla ficou de fora da final por equipes e individual.
1980 Moscou – Rússia
O boicote aos Jogos levou apenas cinco países a participar com equipes completas, além de dois competidores na disputa individual. Competiram apenas países sem tradição olímpica. O Brasil não foi representado, apesar de todos os esforços para enviar Elizabeth Assaf e Jorge Carneiro, que estavam na Europa e haviam alcançado ótimos resultados em Roma e Lucerne.
1984 Los Angeles – Estados Unidos
Pela primeira vez um cavalo de criação nacional marca presença nas Olimpíadas. O Brasileiro de Hipismo MC Alpes foi montaria de Marcelo Blessmann que competiu na equipe formada por Jorge Carneiro com Testarudo, Caio Sérgio de Carvalho montando MC El Virtuoso e Vitor Teixeira apresentando Natural. Na prova de adaptação, realizada três dias antes com 93 conjuntos, Jorge Carneiro com Aramis foi um dos vencedores, sem faltas, empatado com outros cavaleiros. Na classificação geral, após as duas passagens, a equipe ficou em 10º lugar. Jorge Carneiro com Testarudo, totalizando 21,25 pontos, teve o melhor desempenho e foi o conjunto sul-americano de maior destaque nas disputas por equipes e individual.
1988 Seul – Coréia do Sul
Antes mesmo do início dos Jogos o Brasil sofreu baixas. Lassal, cavalo de Neco Pessoa morreu em consequência de uma cólica e a égua Wendy, montaria de Carlos Vinícius da Motta não embarcou em razão de uma forte cólica no dia da viagem. Estas duas ausências prejudicaram o o grupo. O time formado por Cristina Johannpeter montando Societé, Vitor Alves Teixeira com Going, Paulo Stewart montando Platon e André Johannpeter com Heartbreaker conquistou a 8ª colocação.
1992 Barcelona – Espanha
Nelson Pessoa, o Neco, competiu ao lado do filho Rodrigo que à época, aos 19 anos, entrou para a história como o mais jovem cavaleiro em Olimpíadas. A equipe formada pelos conjuntos: Neco Pessoa com Vivaldi, Rodrigo Pessoa montando Special Envoy, Carlos Vinícius da Motta e Wendy e Vitor Alves Teixeira com Attack Z terminou em 10º lugar.
1996 Atlanta – Estados Unidos
O sonho da medalha olímpica finalmente se concretizou com a conquista do bronze por equipes, com Rodrigo Pessoa montando Tom Boy, Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, montando Aspen, André Johannpeter e Calei Joter e Felipe de Azevedo montando Cassiana Joter. O país ficou atrás apenas das equipes dos Estados Unidos, prata, e da Alemanha, ouro. Doda, após desempate pelas medalhas de prata e bronze, fechou em 7º lugar no individual.
Os Jogos de Atlanta foram históricos também para a criação nacional com a participação de quatro animais – Calei, Cassiana e Adelfus Joter (pela equipe Suíça) – de criação de Jorge Gerdau Johannpeter, do Haras Joter, do Rio Grande do Sul, e Arisco Aspen, criação do Haras Campos Salles, em São Paulo.
2000 Sydney – Austrália
O Brasil conquistou sua segunda medalha de bronze por equipe em um emocionante desempate com a França. O time brasileiro era composto por Rodrigo Pessoa com Baloubet du Rouet, Luiz Felipe de Azevedo montando Ralph, Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, com Aspen e André Johannpeter montando Calei Joter.
Na disputa individual entrou para a história o refugo de Baloubet e a desclassificação de Rodrigo Pessoa que vinha na liderança com chances de conquistar o ouro. Rodrigo só precisava zerar o percurso e se derrubasse um obstáculo iria para o desempate. E aí o que parecia impossível aconteceu: Rodrigo e Baloubet fizeram a falta no número 1 – teoricamente o obstáculo mais fácil – teriam que seguir sem derrubar mais nenhum. No triplo, Baloubet fez um esforço muito grande e, ao encarar o duplo, refugou por duas vezes, levando à eliminação do conjunto. Outro fator desfavorável foi uma forte ventania durante a prova. André Johannpeter também ficou perto do pódio conquistando o 4º lugar – igualando seu feito ao do General Eloy Menezes, em 1952 – ambos até então com a melhor classificação individual na história.
2004 Atenas – Grécia
Enfim o Brasil é ouro na disputa individual. Depois da eliminação nos Jogos de Sidney, Rodrigo Pessoa e Baloubet du Rouet deram a volta por cima e conquistaram o resultado histórico para o país: a primeira medalha olímpica individual no hipismo.
Rodrigo saiu de Atenas ostentando a prata, o ouro veio um ano depois quando se comprovou o doping do cavalo Waterford Cristal, montaria de Cian O’Connor, da Irlanda. A entrega da medalha de ouro foi feita em cerimônia no Forte de Copacabana no Rio de Janeiro. A equipe ficou em 10º lugar e além de Rodrigo com Baloubet foi composta por Bernardo Alves com Canturo, Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, com Countdown 23 e Luciana Diniz montando Mariachi.
2008 Pequim – China
Em Pequim 2008 o hipismo foi disputado em Hong Kong. Rodrigo Pessoa com Rufus, Bernardo Alves montando Chupa Chup 2, Pedro Veniss com Un Blanc des Bancs e Camila Mazza de Benedicto e Bonito Z formaram a equipe 10ª colocada e que não pode contar com Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, que desistiu de competir em razão da lesão em sua égua Picolien Zeldenrust. Uma queda de Pedro Veniss na 1ª passagem da Copa das Nações e a eliminação por substância proibida na montaria de Bernardo Alves, levaram o Brasil a ter apenas dois competidores na disputa Individual. Rodrigo Pessoa acabou em 5º e Camila em 10º. Posteriormente, no entanto, um exame acusou em Rufus a mesma substância encontrada em Chupa Chup 2, levando Rodrigo a perder a classificação e à subida de Camila para o 9º lugar – até hoje o melhor resultado de uma amazona brasileira nos Jogos.
2012 Londres – Inglaterra
O time brasileiro finaliza os Jogos na 8ª colocação, sem poder contar com um de seus integrantes, Carlos Motta Ribas, o Cacá, cujo animal Wilexo não pôde saltar no segundo dia. Já Maestro St Lois, montada do também estreante José Roberto Reynoso Fernandez Filho, perde uma ferradura minutos antes de entrar em pista e acabou cometendo diversas faltas que o deixaram fora da final individual. Os outros dois membros, Alvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, com Rahmannshof´s Bogeno, e Rodrigo Pessoa montando HH Rebozo, classificam-se para a final individual. Rebozo, que volta de uma lesão, cansa ao final da competição deixando Rodrigo na 22ª posição e Doda é o melhor colocado brasileiro com o 12º lugar, empatado com o paulista Cassio Rivetti, que defendeu a Ucrania, e outros três cavaleiros.
2016 Rio de Janeiro – Brasil
A expectativa com os Jogos em casa era grande, mas após a desqualificação do conjunto Stephan Barcha e Landpeter do Feroleto – primeiro animal Brasileiro de Hipismo a participar de uma Olimpíada em 20 anos – por um pequeno corte causado pela espora, o time brasileiro não pôde mais contar com o descarte do pior resultado. Chegando à final sem pontos perdidos, Doda Miranda com Cornetto K, Pedro Veniss e Quabri De L´Isle e Eduardo Menezes montando Quintol cometeram uma falta cada e mais um ponto por excesso de tempo de Pedro, somando 13 pontos perdidos, fechando na 5ª colocação geral.
Os três conjuntos seguiram para a final individual. Com um percurso sem faltas, Doda Miranda e Cornetto K terminam na 9ª classificação. Pedro perde um ponto por excesso e termina em 16º lugar, ao passo que Eduardo comete duas faltas e não se classifica para a última rodada. Os percursos foram armados pelo course-designer brasileiro Guilherme Nogueira Jorge.
A ligação entre homem e cavalo é milenar; o primeiro tratado de que se tem notícia sobre o adestramento de cavalos para fins militares remonta a 1.360 a.C
O Hipismo como esporte surgiu com o hábito da caça na Inglaterra. Antes de mais nada, é a única prática olímpica – e equestre de modo geral – em que mulheres e homens competem entre si em igualdade de regras e condição técnica.
No entanto, a amizade entre o homem e o cavalo remonta aos princípios da civilização. Antes de servir para esporte, usavam os cavalos como meio de locomoção. Eram eles que conduziam os soldados nas guerras. Até por isso também tornou-se um elemento ligado à vida militar.
Sabe-se ainda que o primeiro tratado de que se tem notícia sobre o adestramento de cavalos para fins militares remonta a 1.360 a.C. Elaborado por Kikkuli, hábil adestrador e professor de equitação do antigo reino de Mitanni, localizado em uma região que hoje abriga parte das terras de Turquia, Síria e Iraque.
Através dos séculos e em diferentes regiões, em dado momento, os cavalos ganharam posição de destaque nas Olimpíadas da Grécia Antiga. Há relatos de que a famosa corrida de bigas, impulsionadas por quatro cavalos, foi incluída na edição das olimpíadas de 648 a.C.
Por outro lado, era costume de nobres europeus, especialmente ingleses, de praticarem a caça à raposa. Nessa atividade, os cavalos saltavam troncos, riachos, pequenos barrancos e outros obstáculos que os caçadores encontravam pelas florestas. A arte de saltar com cavalos em competições, portanto, tem sua origem no Século 19.
Portanto, houve um desenvolvimento dessa atividade até chegarmos ao Século 20, com a criação das primeiras pistas com obstáculos exclusivamente para a prática de saltos.
O começo
Em 1868, a Real Sociedade de Dublin em Bell’s Bridge promoveu uma prova de salto em altura e outra de salto em distância. O objetivo era o de testar a capacidade dos cavalos de caça. Alguns anos depois, em 1881, a mesma Real Sociedade de Dublin voltou a inovar.
Desenvolveu o que serviria de molde para as competições atuais. Criaram uma pista com quatro obstáculos. Dois deles eram fixos, um se apresentava como uma parede de pedra e o outro consistia em uma espécie de tanque d’água escavado no solo.
No início do século 20, então, o italiano Federico Caprilli revolucionou a técnica de saltos com cavalos ao desenvolver um refinado método que até hoje adota-se. Segundo sua teoria, o cavalo corre melhor quanto tem liberdade de movimentos e, principalmente, se conseguir estender o pescoço.
Assim, Caprilli criou uma técnica para que o animal não sofresse com o puxar das rédeas, permitindo que o cavaleiro pudesse saltar sentado, sem precisar inclinar-se para trás. A técnica foi batizada de ‘assento adiantado’ e, por conta dela, Caprilli é considerado o pai da equitação moderna.
Hipismo como esporte olímpico
Como esporte olímpico, disputou-se pela primeira vez uma prova de Hipismo nos Jogos Olímpicos de Verão de 1900, em Paris, com provas de saltos. A modalidade só retornou às Olimpíadas em 1912, em Estocolmo, já com Salto, CCE e Adestramento – individual e por equipe. Depois disso, apareceu em todas as edições. Portanto, ausente apenas em St. Louis 1904 e Londres 1908.
Até os Jogos Olímpicos de 1952, na Finlândia, apenas competidores homens tinham permissão para competir. A partir de então tornou-se aberto para ambos os sexos. Outra mudança foi a possibilidade da participação de civis, já que antes apenas militares podiam competir.
Assim, os integrantes da equipe podem ser de ambos os sexos, sem limite mínimo no número de competidores de um determinado sexo, cabendo a cada federação nacional a escolha da equipe. Além disso, o Hipismo é um dos dois únicos esportes olímpicos envolvendo animais, o outro é o Pentatlo Moderno.
O Volteio, que junto com a Atrelagem e o Enduro, são esportes hípicos, só esteve presente em Olimpíadas em 1920. Por outro lado, todas essas modalidades – Salto, CCE, Adestramento, Enduro, Volteio, Atrelagem – integram o quadro dos Jogos Equestres Mundiais, que inclui ainda a Rédeas.
Hipismo no Brasil
Não demorou para o Hipismo ganhasse o mundo. Por aqui, em terras brasileiras, o começo também foi através dos militares. Após a Guerra da Tríplice Aliança D. Pedro II trouxe de Portugal o Capitão Luiz de Jácome. Acima de tudo, ele tinha a missão de estabelecer as bases para a criação das coudelarias do Exército.
Sua ação fez-se sentir no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, estimulando a equitação nos quartéis e nos clubes civis. Logo após a proclamação da república, o Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca, então Presidente do Brasil, enviou oficiais à Escola de Cavalaria de Hanover. Com isso, difundiam-se pelo Brasil duas doutrinas, a Francesa e a Alemã.
Os registros históricos dizem, sobretudo, que primeira competição hípica no Brasil foi o Torneio de Cavalaria, realizado em abril de 1641 em Maurícea, onde hoje está Recife/PE. Iniciativa do príncipe holandês João Mauricio de Nassau, único governante geral de colônia não português.
Participaram da prova dois grupos de cavaleiros: de um lado, holandeses, franceses, alemães e ingleses; e do outro, portugueses e brasileiros. O segundo grupo venceu a disputa. Cavalgadas e torneios esportivos como corridas e simulações de combate se tornaram comum no eixo Rio – São Paulo nos séculos 18 e 19. No Brasil foram os nobres que também deram o ‘ponta pé’ para que o Hipismo de desenvolvesse.
Oficialmente, então, as competições começaram em 6 de março de 1847, com Clube de Corridas, que teve como primeiro presidente Luís Alves de Lima e Silva, o duque de Caxias. Em São Paulo, por volta de 1930, a marquesa de Santos foi outra personalidade que incentivou as competições hípicas no campo do bairro da Luz.
Criação da CBH e medalhas
Com o crescimento do investimento das pessoas no esporte, fez-se necessária a criação de um órgão regulador. Assim, a primeira iniciativa para a formação de uma entidade máxima do Hipismo no País aconteceu em 1935 com a homologação da Federação Brasileira de Hipismo junto à Federação Equestre Internacional (FEI).
À época, a lei determinava a formação de federações estaduais para todos os esportes, com três clubes, no mínimo. Alcançado este objetivo, portanto, – criação de federações – nasceu a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) em 19 de dezembro de 1941, no Rio de Janeiro. O general Valentim Benício da Silva foi o primeiro presidente da entidade.
Órgão máximo do Hipismo nacional, a CBH é responsável pela regulamentação, coordenação, promoção e fomento de oito dos esportes hípicos praticados no País: Adestramento, Atrelagem, Concurso Completo de Equitação, Enduro, Equitação Especial (Paraequestre), Rédeas, Volteio e Salto.
Em Olimpíadas, o Brasil possui apenas três medalhas no Salto. Um ouro individual com Rodrigo Pessoa e Baloubet du Rouet, em Atenas 2004; e dois bronzes por equipe, em Atlanta 2008 e Sidney 2000. Luiz Felipe de Azevedo, Álvaro Miranda Neto ‘Doda’, André Johannpeter e Rodrigo Pessoa fizeram parte das duas conquistas.
Daniel Deusser e Tobago ganharam o maior número de Grand Prix em Wellington nas últimas 12 semanas. O alemão recebeu um prêmio extra por isso com a Scuderia 1918 Tobago Z (Tangelo vd Zuuthoeve).
O primeiro prêmio que Deusser recebeu para o garanhão foi o Troféu Perpétuo da Copa Harrison. Este prêmio é concedido todos os anos aos cavalos que alcançaram os melhores resultados e, portanto, é mais um esforço de equipe. Stephan Conter viu quatro cavalos no topo da classificação.
O outro prêmio foi o troféu Simba Run Perpétuo de Laura Kraut. Este prêmio é concedido ao cavalo com melhor desempenho no nível mais alto em todas essas semanas. Este prêmio também foi para o filho Tangelo van de Zuuthoeve. Deusser aceitou o prêmio sem o verdadeiro vencedor, Scuderia 1918 Tobago Z.
O livro genealógico do BWP colocou o embaixador Epleaser van ‘t Heike nos holofotes. “Nada de embaixadores com grinaldas no pescoço, nada de homenagens diante de arquibancadas lotadas, … Mas esses garanhões merecem toda a atenção e é por isso que já os colocamos no centro das atenções um a um por esse percurso”, escreve o livro genealógico ;
Como criador, o falecido Karel Boonen é a base do sucesso deste garanhão. A mãe de Epleaser não é outra senão Valentina van ‘t Heike (de Nabab de Reve). Jos Lansink comprou esta égua e treinou Valentina ao mais alto nível. Durante vários anos, eles foram um elo importante na seleção belga. Na temporada 2009-2010, Valentina ficou entre as 20 primeiras do mundo. Participou das Olimpíadas de Londres, do Campeonato Europeu de Madri e dos Jogos Mundiais de Kentucky, onde conquistou o bronze com a seleção belga. Sua lista de homenagens também inclui o Grande Prêmio de Paris e Abu Dhabi, duas competições de 5 estrelas.
O pai de Epleaser, For Pleasure, é claro também uma verdadeira referência tanto no esporte quanto na criação como pai.
Assim como Echo van ‘t Spieveld, Epleaser é um garanhão do aclamado E-year e, portanto, nasceu em 2004. Aos 4 anos foi aprovado para o serviço de criação do BWP. Nos esportes, ele se saiu bem imediatamente. Ele ficou em quarto lugar nos novos de 5 anos no WC para cavalos jovens e ganhou a prata nos novos de 6 anos na competição nacional para cavalos jovens em Hulsterlo. Foi Frank Schuttert quem teve permissão para escrever a primeira parte da carreira internacional de Epleaser. Epleaser foi vendido em 2015. Christian Ahlmann assumiu as rédeas, após o que se seguiu uma série de sucessos importantes.
A sua carreira desportiva internacional teve prioridade, por isso não é o garanhão com mais descendentes, mas já existem vários bem-sucedidos. Basta pensar em Kingston van het Eikenhof (vm Alexis Z, f. Mieke Erpels), para citar apenas um exemplo.
Marco Kutscher tem um novo talento sob a sela, o garanhão hanoveriano Karajan (Kannan). Em 2016, Karajan foi coroado campeão na inspeção de Vestefália e posteriormente vendido no leilão por 620.000 euros.
Em agosto passado, Karajan estabeleceu a pontuação diária mais alta no Verdener Championate, não oficialmente o campeonato de salto de hipismo de Hanover. O garanhão que acabou nas mãos de Klosterhof Medingen e Gestüt Fohlenhof na inspeção por 620.000 euros, pontuou 9,2 sob Temme.
O cavaleiro alemão de salto tem que treinar o garanhão e prepará-lo para o esporte.
Os vírus EHV (vírus Herpes) são uma preocupação para proprietários de cavalos em todo o mundo. Eles são vírus altamente contagiosos que podem ter consequências importantes. Três pesquisadores alemães investigaram a forma como esses vírus se propagam. Isso acabou passando não apenas pelo sangue e aerossóis, mas também por objetos e fezes.
Existem diferentes tipos de vírus EHV que causam queixas diferentes. Destes, o vírus mais famoso e temido é o EHV-1, também conhecido como Rhino. As queixas variam de resfriado a sintomas neurológicos e a variante do aborto. O esporte competitivo internacional está atualmente sofrendo as consequências dos surtos de EHV-1 em competições na Espanha.
De acordo com os pesquisadores, há evidências crescentes de que a transmissão ambiental desempenha um papel importante. Trata-se de contaminação por meio do ar, água e objetos contaminados. No entanto, isso não se aplica a todos os vírus Herpes. Evidências de contaminação ambiental foram encontradas principalmente em EHV-1, EHV-5 e EHV-7.
“O contato direto com cavalos infectados e a exposição a aerossóis são os meios mais conhecidos e diretos de contaminação. Muitas vezes também há contaminação direta via placenta e outras secreções do útero ”, diz a equipe. Além disso, os vírus também permanecem em vários objetos por um período mais longo. Pense na madeira, na palha e na própria pele de cavalo. Como resultado, o vírus se espalha facilmente.
O fato de os vírus permanecerem contagiosos em vários objetos por um longo período de tempo apresenta riscos específicos para cavalos em cativeiro. Esses cavalos normalmente não entram em contato com o vírus EHV. Ao colocá-los em estábulos com cavalos infectados, esses cavalos ainda entram em contato com eles.
A equipe de pesquisa indica que mais pesquisas são necessárias sobre a forma como o EHV-1 viaja através dos aerossóis. A indústria equestre se beneficia de diretrizes precisas que determinam a distância que os cavalos devem manter uns dos outros para que não sejam contaminados por aerossóis. Além disso, as fezes também devem ser tratadas como uma possível rota de disseminação do vírus. Até que os resultados da pesquisa de acompanhamento sejam conhecidos, é aconselhável prestar atenção.
Boas notícias para os criadores: mais um garanhão de primeira se junta aos estábulos do Hippo-Lux. Seu nome: Plato de Muze , dotado dos melhores genes de salto, uma atitude fantástica e um personagem de ouro. Este filho de Plot Blue pertence através de sua mãe, a égua esportiva internacional Iphigeneia de Muze, a uma das linhas de melhor performance da Europa, a linha Qerly Chin.
Plato de Muze tinha dois anos quando Filip Van Assche o comprou. Filip tinha suas razões para isso: ‘Ele vem de uma boa égua esportiva, Iphigeneia de Muze. O pai de Platão, Plot Blue, também não deve ser subestimado. Ele produziu os melhores jumpers de provas. Antes de comprar Plato, deixei-o pular por um tempo. Percebi que Plato era um cavalo afiado. ‘ Rindo: “Eu não tive que pegar nenhuma vara.”
Suas principais qualidades? ‘Sua atitude muito boa. No percurso, ele estava lá quando precisava. Ele muitas vezes saltou zero em sua vida. Um cavalo que muitas vezes salta zero e tem uma boa atitude muitas vezes vai longe. Já vi vários filhos do salto livre de Plato e isso parece promissor. Ele criará bem e surpreenderá os criadores ”, diz Filip.
Filip vendeu Plato para Herman Stes. Herman relembra: ‘Durante minha busca por um novo cavalo, Filip me aconselhou a visitar o então Plato de Muze, com 2,5 anos. Também examinei o pedigree de Plato e o achei muito bom. Grégory Wathelet e a barragem de Plato conseguiram saltar para o circuito 5 * no nível 1m50-1m60. A bisavó de Plato, Narcotique de Muze II, também fez carreira internacional de 1m60. O pai de Plato, Plot Blue, é igualmente excelente. Chegamos a um acordo e eu comprei Plato. ‘
Plato não perdeu sua estreia no esporte: aos cinco anos foi finalista do Campeonato Mundial de Lanaken e aos seis anos conquistou o bronze na classificação final da competição de garanhões. Um ano depois, ele foi 6º na final para novos de 7 anos em Valkenswaard, 15º na final do Campeonato Belga em Gesves e com a cereja do bolo o vencedor do teste do garanhão em Mechelen. Em 2019 ele triunfou no 2 * GP de Mechelen, ficou em 4º no 2 * GP de Lier e alcançou ótimas performances em competições até e incluindo o nível 1m50.
Plato já me deu muitos dias lindos. Certamente, vencer dois anos consecutivos em Mechelen me deu arrepios. Quando Plato ganhou o 2 * GP em Mechelen, Stephan Conter se aproximou de mim e ofereceu uma quantia astronômica pelo garanhão. Não o vendi então. Vários outros estábulos esportivos importantes já se aproximaram de mim. Não se pode encontrar um garanhão melhor em termos de caráter. Plato também é muito sensato. No percurso ele é um ‘saltador zero’. Ele é muito cuidadoso, tem uma mentalidade superior e salta com muita eficiência. Ele também reproduz muito bem. Eu mesmo tenho uma filha Plato de dois anos de uma mãe Dieu Merci. Em termos de personagem, ela é completamente Plato. No ano passado, eu a deixei pular para a liberdade. Ela não saltou espetacularmente, mas foi muito eficiente. ‘, Conclui Herman Stes.