A égua da criação nacional “Lady Louise JMEN” voltou a se destacar no Winter Equestrian Festival 2026, ao conquistar a 5ª colocação na Prova 1025 – US$ 17.500 SJHOF 1.45m Amateur Jumper Classic (II2b), disputada durante o WEF 2*, em 18 de janeiro, nos Estados Unidos.
Montada por Luciana Lossio, Lady Louise JMEN garantiu vaga no desempate ao zerar o percurso inicial em 63.29s. Na fase decisiva, o conjunto voltou a demonstrar competitividade, encerrando a prova com 4 pontos, no tempo de 30.739s, resultado que assegurou premiação de US$ 1.150 entre 29 conjuntos inscritos.
A prova foi disputada sob a USEF Table II.2.b, com obstáculos a 1.45m, patrocínio da Lugano e desenho de percurso assinado por Ana Catalina Cruz Harris.
O cavalo da criação nacional “HFB Swarovski” abriu sua temporada internacional em 2026 com bom desempenho no Winter Equestrian Festival (WEF), durante a prova 1006 – US$ 2.600 – 1.35m Open Jumper (II2d), disputada no WEF 2 – Southern Arches CSI3*, entre 13 e 18 de janeiro, em Wellington, nos Estados Unidos.
Montado pela amazona brasileira Stephanie Macieira, “HFB Swarovski” — filho de Sir Shostakovich XX x Landos — encerrou sua participação com percurso inicial sem faltas, no tempo de 33.497s. Na segunda fase, o conjunto voltou a demonstrar competitividade, finalizando com 4 pontos, em 38.047s, frente a um expressivo número de 103 conjuntos inscritos, resultado que evidencia a consistência e o nível técnico do cavalo logo no início da temporada americana.
A prova foi disputada sob a USEF Table II.2.d, com patrocínio da Palm Beach Equine Clinic, e contou com julgamento de Jenny Ross-Koning e John Rush, além do desenho de percurso assinado por Ana Catalina Cruz Harris.
À medida que a Longines League of Nations™ – Liga de Copa das Nações promovida pela Federação Equestre Internacional (FEI) – entra em sua terceira edição, em 2026, o Brasil retorna à principal série de Salto por equipes do mundo, retomando sua posição entre as 10 nações mais bem ranqueadas e destacando-se como o único representante do Hemisfério Sul neste seleto grupo. Após participar da temporada inaugural de 2024, o Brasil garantiu a última vaga classificatória para 2026 fechando o grupo top 10 no ranking da Longines League of Nations™.
O Salto brasileiro possui uma rica tradição competitiva, marcada por fortes desempenhos no cenário internacional, incluindo um expressivo quarto lugar na Final da Longines FEI Jumping Nations Cup™ 2023, em Barcelona (ESP), resultado que também garantiu a classificação do país para os Jogos Olímpicos de Paris 2024.
O retorno à Longines League of Nations™ reflete a evolução contínua do Brasil no cenário internacional e reforça o compromisso do país com o Salto de alto rendimento, enquanto se prepara para disputar etapas em quatro continentes ao longo de 2026.
A jornalista Georgie Roberts da Federação Equestre Internacional (FEI) conversou com o chefe de equipe do Brasil, Pedro Paulo, sobre a próxima temporada.
O Brasil está retornando à Longines League of Nations™ em 2026 após uma excelente performance em 2025. O que isso representa para o país e para a equipe, e qual o impacto para o esporte equestre no Brasil?
O retorno do Brasil à Longines League of Nations™ em 2026 representa um marco significativo para o esporte equestre nacional. Após esforços consistentes e resultados expressivos, voltar a integrar a série coloca o Brasil novamente entre as principais nações do Salto mundial, reforçando sua credibilidade competitiva no cenário internacional.
Além dos resultados esportivos, a participação na Longines League of Nations™ tem um impacto mais amplo no país. Competir regularmente contra as melhores equipes do mundo traz visibilidade ao esporte, fortalece sua estrutura e serve como uma poderosa fonte de motivação para jovens atletas. A série proporciona uma exposição positiva para o hipismo brasileiro e incentiva novas gerações a buscarem o alto rendimento.
Quais são as expectativas do Brasil para a Longines League of Nations™ 2026, quais os objetivos na série e como a equipe está se preparando para alcançá-los?
O Brasil encara a temporada 2026 com um equilíbrio estratégico entre grandes objetivos internacionais. A Longines League of Nations™ e o Campeonato Mundial de Salto da FEI são tratados como prioridades complementares, sendo a League of Nations uma peça importante no processo geral de preparação.
O planejamento da equipe foca na gestão cuidadosa de atletas e cavalos, no alinhamento dos calendários de competição e na ampliação da profundidade do grupo. O objetivo é manter-se competitivo ao longo de toda a série, utilizando-a como uma etapa essencial de consolidação de performance e ganho de experiência com foco no Campeonato Mundial.
“O Brasil chega à Longines League of Nations com grande motivação para competir e aprender. Para nossa equipe, fazer parte da LLN é uma oportunidade valiosa de enfrentar os melhores do mundo, ganhar experiência e continuar evoluindo. A série é muito importante para o crescimento da nossa equipe e para o desenvolvimento do hipismo brasileiro.”
Que conselho ou mensagem de incentivo você deixaria para jovens atletas que sonham em representar seu país em competições equestres internacionais?
Para os jovens atletas, a principal mensagem é manter o foco em objetivos claros e progressivos. Estudar o esporte, observar competições de alto nível como esta e aprender com os melhores atletas do mundo são partes fundamentais do processo de desenvolvimento.
Sempre que possível, estar presente nos eventos, observar as áreas de aquecimento, analisar os desenhos de percurso e compreender as rotinas de preparação oferece aprendizados valiosos. Acompanhar e se inspirar em ídolos do esporte também pode servir como importante orientação, reforçando que comprometimento de longo prazo e clareza de propósito são essenciais para alcançar o nível de elite.
Como a equipe pretende equilibrar consistência e renovação, integrando novos talentos, para ter sucesso na Longines League of Nations™?
Equilibrar atletas experientes com novos talentos é um pilar central da estratégia de longo prazo do Brasil. Enquanto os cavaleiros mais experientes oferecem estabilidade e liderança, os atletas mais jovens são integrados de forma gradual ao ambiente de alto rendimento.
Isso é feito por meio de um acompanhamento próximo das novas combinações, da inclusão em oportunidades de treinamento e campos de desenvolvimento, além do monitoramento constante de sua evolução. A categoria U25 é vista como o futuro imediato da equipe, e investir nesse grupo garante sustentabilidade e continuidade no mais alto nível do esporte.
Existem tradições ou rituais interessantes que a equipe segue para dar sorte ou fortalecer o espírito de equipe?
A equipe brasileira é conhecida por valorizar um ambiente descontraído, porém focado. Uma tradição informal é a escolha de uma música para cada evento, selecionada pelos próprios atletas para representar aquela competição específica. Essa música costuma fazer parte da rotina da equipe, sendo tocada durante a preparação nos estábulos. Ela ajuda a criar união, reforçar o espírito de equipe e manter uma mentalidade positiva ao longo do evento, revelando um pouco da cultura da equipe nos bastidores.
Durante a primeira semana do WEF 1, aconteceu a prova 1007 – CabanaCoast 1.35m (II2b), disputada no WEF 1 – Southern Arches CSI3*, entre os dias 11 e 16 de janeiro, em Wellington.
Montando “HFB Versace”, o cavaleiro brasileiro Fábio Leivas da Costa garantiu presença no Top 20 da prova, avançando ao desempate entre um total de 61 conjuntos. No percurso inicial, o conjunto zerou a pista com o tempo de 71.637s. No desempate, voltou a apresentar um percurso sem faltas, cruzando a linha de chegada em 43.01s, desempenho que reforça a qualidade técnica e a evolução dos cavalos da criação nacional frente a um campo altamente qualificado.
A prova que integrou a programação de abertura do principal circuito de hipismo do mundo foi disputada sob a USEF Table II.2.b, com obstáculos a 1.35m, contou com patrocínio da CabanaCoast.
Os cavalos da criação nacional marcaram presença na prova 1004 – Bainbridge Companies 1.40m (II2b) durante o WEF 1 – Southern Arches CSI3*, realizado entre 11 e 16 de janeiro de 2022, em Wellington, nos Estados Unidos. Um total de 89 conjuntos largaram na disputa.
Na Seção A da prova, o conjunto formado por “Zilouet Mystic Rose” (BALOU DU ROUET x CHIN CHIN) e o cavaleiro Pablo Barrios, da Venezuela, garantiu a 9ª colocação, demonstrando regularidade e competitividade em um percurso técnico, disputado, com obstáculos a 1.40m. O conjunto avançou para o desempate e concluiu com uma falta.
Já na Seção B, a criação nacional voltou a se destacar com “VDL Stella Tok” (CARDENTO x BALOUBET DU ROUET), montada pela amazona americana Carly Anthony. O conjunto concluiu o percurso com 4 pontos no percurso inicial, em 73.453s.
Patrocinada pela Bainbridge Companies, a prova reuniu conjuntos experientes e abriu a temporada do Winter Equestrian Festival, reforçando o alto nível técnico do evento e, sobretudo, o potencial dos cavalos da criação nacional, que seguem ganhando espaço e reconhecimento no cenário internacional do hipismo.
A cada ano são definidos os rankings de todas as modalidades, chanceladas pela Confederação Brasileira de Hipismo. Os campeões são condecorados em uma noite especial do Prêmio Hipismo Brasil com data a ser definida em breve.
Ao todo são 20 os melhores do ano da modalidade Salto, representando as Federações de São Paulo, Brasília, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco.
Confira a listagem dos campeões e acesse aqui o ranking completo de Salto. Parabéns a todos! (Aguarde em breve a divulgação de todos os rankings.
O Brasil começou com força total a temporada internacional no Winter Equestrian Festival 2026, em Wellington (EUA). Na primeira semana de provas, três cavaleiros brasileiros fizeram a ponta da classificação na prova CSI3* Southern Arches – 1.40m Open Jumper, realizada na pista internacional, confirmando o protagonismo do país no cenário mundial do hipismo.
O grande destaque ficou para a vitória da égua BH “Lady Louise Jmen”, que retorna à temporada americana já com um resultado expressivo. Montada por Luciana Lossio, a égua apresentou desempenho impecável, zerando o percurso inicial e o desempate, garantindo o primeiro lugar com o tempo de 35s472, em uma prova que contou com 48 conjuntos.
A vitória reforça a consistência e a competitividade da égua Brasileira de Hipismo, que demonstra adaptação imediata às exigências do circuito norte-americano logo no início do WEF.
O domínio brasileiro foi completado com Rodrigo Pessoa, que ficou com a segunda colocação montando “Corrie 9”, e Eduardo Pereira de Menezes, terceiro com “Excellent Sunshine”. Ambos também realizaram percursos sem faltas, confirmando a excelente fase dos cavaleiros do Brasil no festival.
A prova, disputada no dia 15 de janeiro, teve percurso assinado por Ana Catalina Cruz Harris, e teve patrocínio da Bainbridge Companies. Com esse resultado, o Brasil inicia o WEF 2026 mostrando força técnica, regularidade e protagonismo, com destaque especial para a BH Lady Louise JMEN, que já marca presença entre os grandes nomes da temporada internacional.
A seleção de garanhões do Belgian Warmblood (BWP) 2026 já começa a movimentar criadores e profissionais da equinocultura internacional. Na última quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, teve início, no Azelhof, em Lier (Bélgica), a segunda fase do processo seletivo, reunindo 119 garanhões candidatos inscritos para avaliação.
De acordo com levantamento divulgado pelo Hippomundo, referência internacional em análise de pedigrees e dados genéticos, o grupo da disciplina de salto é novamente o mais numeroso, com quase 100 candidatos, sendo que 66 deles nasceram dentro do próprio studbook BWP, reforçando a força e a consistência da criação nacional belga.
A lista completa dos garanhões candidatos está disponível no Hippomundo, onde criadores e entusiastas podem acessar informações detalhadas sobre pedigrees, linhagens paternas e linhagens maternas dos animais que participam desta seleção considerada uma das mais prestigiadas do calendário europeu.
Ermitage Kalone lidera entre os garanhões mais representados Um dos grandes destaques da seleção de 2026 é o expressivo número de descendentes de Ermitage Kalone, que confirma sua crescente popularidade dentro do studbook BWP. O garanhão lidera a lista dos garanhões mais representados, com dez candidatos inscritos.
Esse protagonismo já vinha sendo observado nos últimos anos: somente em 2023, 86 potros machos BWP filhos de Ermitage Kalone foram incluídos no banco de dados do Hippomundo, evidenciando uma tendência que se consolida nesta nova seleção.
Linhas maternas fortes e influência de Kannan Além das linhas paternas, o estudo também destaca a importância das linhas maternas, consideradas um elo fundamental na avaliação do potencial atlético e genético dos garanhões jovens. Na edição de 2026, predominam novamente nomes consagrados, com histórico comprovado tanto no esporte quanto na reprodução.
Entre as linhagens maternas, Kannan aparece como o mais influente, figurando como pai de mãe em quatro candidatos. Reconhecido mundialmente por sua capacidade de produzir éguas esportivas consistentes e confiáveis, Kannan segue reafirmando sua relevância na criação internacional de cavalos de salto.
Filhos de éguas 1,60m agregam valor genético
Embora a maioria dos candidatos apresente linhas maternas sólidas na segunda e terceira gerações, o número de garanhões oriundos diretamente de éguas que competiram a 1,60m ainda é relativamente reduzido. Justamente por isso, esses animais merecem atenção especial, pois reúnem pedigrees atrativos aliados a uma base esportiva comprovada no lado materno, fator altamente valorizado na seleção moderna.
A Seleção de Garanhões BWP 2026 promete, mais uma vez, ser um termômetro importante das tendências genéticas e esportivas da criação europeia, reforçando o papel do studbook belga como referência mundial.
Crédito da informação original: Hippomundo – Artigo “Discover the stallion candidates for the BWP Stallion Selection 2026”, publicado em 06 de janeiro de 2026, por Lien Hendrickx.
Winter Equestrian Festival (WEF) 2026, na arena Wellington International, na Flórida (EUA), tradicional ponto de encontro da comunidade hípica mundial, tem 13 semanas de duração, incluindo a semana de abertura, e este ano segue até 29 de março. O evento, criado em 1974, ou seja, chegou a sua52ª edição, reúne atletas de dezenas de países, sempre com forte participação do Brasil, e é considerado o mais longo e maior circuito equestre do mundo. Na 8ª semana acontece a tradicional Copa das Nações e, na última, o GP Rolex, a 1.60m, é a principal atração. Entre amadores e jovens talentos, binômios olímpicos e campeões mundiais concorrem a mais de 16 milhões de dólares em premiação.
Já na Espanha, o Andalucía Sunshine Tour, em Dehesa Montenmedio, em Vejer de Frontera, o mais antigo circuito espanhol, com mais de 30 anos de história, este ano tem nove semanas de duração e começa nesta quinta-feira, 15 de janeiro, prosseguindo até 22 de março. São 1,2 mil cavaleiros e amazonas de 50 países e cerca de 3,6 mil cavalos e, é claro, que o Brasil estará muito bem representado. Ao todo, o circuito contará com 700 provas e 2,5 milhões de euros em premiação.