A manhã desta quinta-feira (05/06) no CSN1* SHP foi marcada pela qualidade dos cavalos novos de 5 anos, na prova de 1,20m (CN5), disputada na pista de areia sob desenho de percurso assinado por Gabriel Malfatti.
A disputa foi válida como segunda etapa da Seletiva Grand Slam Mystic Rose – Lanaken 2025, reforçando sua importância no calendário para jovens cavalos do hipismo brasileiro.
Com zero pontos e o tempo mais rápido do desempate – 31s97 –, Tiago Almeida Muniz garantiu a vitória com HPH Zafira TOK, égua BH nascida em 2020, filha de Zirocco Blue VDL em linha materna Cardento.
Na segunda colocação, também com percurso limpo e tempo competitivo de 32s17, ficou José Roberto Reynoso Fernandez Filho, montando o BH “Versace des Flandres”, macho de 2019, filho de Canturat por Lupicor. José Alexandro Nicolas apresentou “Landbaloubet TOK”, égua BH nascida em 2020, descendente de Baloubet du Rouet por Lando. A dupla cruzou a linha de chegada sem faltas em 34s57.
Também com percursos zerados, Caio Carvalho Filho e “Scuderia MP Amsterdam (Cornet Obolensky X Fantomas De Muze), cavalo BH, ficaram em quarto lugar com 35s24. Já na quinta e sexta colocações, dois conjuntos apresentaram 4 pontos, sendo Francisco Musa com Corsall JMEN (Comme Il Faut X Casall ) em 31s76 e João Paulo Gouvêa com “Dallas Mystic Rose” (Action Blue X Numero Uno ), com zero em 34s09.
Na cidade litorânea francesa de La Baule, as barreiras de 1,45 m foram colocadas esta manhã na pista de grama para a classe CSIO5*. A competição foi disputada diretamente contra o relógio. No final, Stephan De Freitas Barcha conquistou a vitória com a égua Selle Français de 12 anos, Dirka Imperio Egipcio (anteriormente Dirka de Blondel).
Stephan De Freitas Barcha acelerou para a vitória esta manhã na classe CSIO5* de 1,45 m. Montando Dirka Imperio Egipcio (por Very Berlin de Castel), a dupla cruzou a linha de chegada em 57,09 segundos, ficando mais de um segundo à frente de Emilio Bicocchi, que ficou em segundo lugar com a égua SF Hemerald d’Argonne (por Emerald van ‘t Ruytershof). O favorito local, Roger-Yves Bost, completou o pódio.
O francês levou Embassy du Chateau (por Jarnac) ao terceiro lugar. “Bosty” e seu castrado SF de 11 anos superaram seu compatriota Olivier Perreau, que terminou em quarto com Himalaya du Temple (por Toulon).
Henrik von Eckermann garantiu o quinto lugar com sua égua KWPN de 14 anos, Glamour Girl (por VDL Zirocco Blue).
A Copa das Nações CSIO5* em La Baule proporcionou um hipismo emocionante. Após um desempate entre Irlanda e Bélgica, foi a Irlanda quem finalmente conquistou a vitória. Os cavaleiros irlandeses mantiveram a boa fase, tendo também vencido na semana passada em Vancouver. A Bélgica ficou em segundo lugar, à frente do Brasil.
“Você não pode vencer os irlandeses…”, diz o ditado. A equipe de Michael Blake pôde contar com rodadas duplas sem faltas de Bertram Allen com Qonquest De Rigo (Fantomas De Muze x Alme) e Seamus Hughes Kennedy com ESI Rocky (Stakkato Gold x For Pleasure). Tom Wachman se recuperou na segunda rodada com uma rodada limpa Tabasco de Toxandria Z (Thunder Van De Zuuthoeve x Cento Lano). Cian O’Connor também competiu com Bentley de Sury (Domingo de Riverland x Calvaro Z).
Esta dupla fez uma primeira rodada impecável e não precisou começar na segunda rodada.
Peter Weinberg e sua equipe belga estavam na liderança após a primeira rodada. Com uma falha de salto na segunda rodada, a equipe terminou em segundo lugar. Ambos Abdul Said com Bonne Amie (A Big Boy x Landfriese I) e Nicola Philippaerts sobre Katanga v/h Dingeshof (Cardeno x Tornado) fez duas rodadas sem faltas.
Pieter Devos com seu Casual DV Z (Cornet Obolensky x Cícero Z van Paemel) e Gilles Thomas com seu garanhão Ermitage Kalone (Catoki x Kannan GFE) cada um terminou com uma falta de salto no segundo round.
Brasil completou o pódio com um total de oito pontos de penalidade.
“Ganhar uma Copa das Nações como esta em La Baule, que é uma competição maravilhosa, é uma grande fonte de alegria”, reagiu Blake. “Esperávamos por um dia como este há tanto tempo. Hoje, selecionei dois cavaleiros experientes e dois ‘bebês’ que têm muito talento! Queria dar-lhes uma chance. Quando a Irlanda venceu pela última vez, Tom tinha seis anos, Seamus tinha oito e Bertram mal tinha dezesseis! Isso dá uma ideia do que eu tinha à disposição. Para o Campeonato Europeu deste verão, já tenho 14 nomes na minha lista.”
No percurso desenhado pelo superintendente da pista Grégory Bodo, com um último salto de água/duplo muito complicado, apenas 13 das 40 duplas que começaram completaram a primeira etapa com uma volta limpa e apenas seis repetiram o feito no segundo ato. Entre eles estavam Bertram Allen no muito promissor Qonquest de Rigo, com apenas 9 anos, e Seamus Hughes Kennedy no ESI Rocky, com quem já provou o sabor da vitória em eventos individuais e por equipes no Campeonato Europeu de Jovens Cavaleiros de 2023 e obteve o quarto lugar no Rolex Grand Prix em Romet há duas semanas. Com a Irlanda garantida de uma chegada sem penalidades, Cian O’Connor nem precisou disputar o percurso final. “Meu cavalo Bently é muito experiente e fez um ótimo trabalho na primeira etapa”, disse o cavaleiro número oito do mundo. “Depois disso, os jovens rapazes fizeram uma ótima performance”.
Recentemente, Emilie Conter falou sobre sua jornada até o topo do mundo: “Você tem que aprender a lidar com a pressão, aprender com seus erros e, acima de tudo: continuar crescendo”. Enquanto isso, a amazona belga continua na segunda posição no ranking FEI U25.
O Ranking Mundial de combinações sub-25 demonstra muito “poder feminino”, com a francesa Nina Mallevaey no topo. A francesa permanece com mais de 300 pontos de vantagem sobre Emilie Conter, seguida pelo namorado de sua irmã, o mexicano Carlos Hank Guerreiro. A mexicana ainda liderava o ranking até recentemente.
As cinco primeiras colocadas permanecem inalteradas neste ranking, com Jeanne Sadran (FRA) em quarto e Alessandra Volpi (EUA) em quinto. O belga Thibeau Spits sobe uma posição para o sexto lugar, trocando de posição com o irlandês Tom Wachman.
Um estreante no top 10 é Antoine Ermann (FRA). O francês subiu do 13º para o 10º lugar, ultrapassando Lars Kersten (HOL), que por pouco não conseguiu entrar no top 10.
Os Brasileiros entre os 100 melhores : 36- Luiz Felipe de Azevedo Neto e 65 – Mariana Frauches Chaves.
O ciclista americano Kent Farrington mantém a liderança, enquanto o brasileiro Stephan De Freitas Barcha dá o maior salto à frente, entrando no top 100 na posição 76. Notavelmente, os quatro primeiros permanecem completamente inalterados este mês!
Os cinco primeiros colocados no último Ranking FEI Longines apresentaram poucas mudanças. Kent Farrington (EUA) mantém firmemente a primeira posição pelo segundo mês consecutivo, após um longo reinado de Henrik von Eckermann, que durou mais de três anos.
O campeão olímpico Ben Maher (GBR) continua na segunda posição. O ex-número um do mundo Henrik von Eckermann (SUE) permanece em terceiro, logo à frente do atual campeão olímpico Christian Kukuk (ALE). O top 5 traz uma nova cara, com McLain Ward (EUA), subindo do oitavo para o quinto lugar.
Como resultado, o suíço Steve Guerdat caiu uma posição, para o sexto lugar, seguido pelo compatriota Martin Fuchs (SUI), que também caiu uma posição, para o sétimo. O irlandês Cian O’Connor fortaleceu sua posição no top 10, subindo da décima para a oitava posição e ultrapassando Kevin Staut (FRA), que recuperou seu lugar no top 10 mundial. O alemão Richard Vogel veio logo atrás.
Os Brasileiros entre os 100 melhores : 49- Yuri Mansur , 67- Marlon Zonatelli ,76- Stephan de Freitas Barcha e 100 – Eduardo menezes.
A criação brasileira de cavalos de salto vive um dos momentos mais expressivos de sua história. Fruto de investimentos consistentes em genética, biotecnologia, avaliações funcionais e rigorosos programas de seleção, o cavalo Brasileiro de Hipismo (BH) alcança, hoje, padrões técnicos de excelência reconhecidos internacionalmente.
O reflexo desse trabalho está na presença de quatro cavalos BH no CSIO5* de La Baule, na França, entre 5 e 8 de junho, evento que integra a prestigiosa Rolex Series. Trata-se de uma das competições mais tradicionais e seletivas do circuito mundial, que nesta edição reúne 71 atletas, 186 cavalos e 16 nações, incluindo o número 1 do mundo, além de doze campeões olímpicos, campeões mundiais, europeus e sete atletas do Top 10 da FEI.
Cavalos Brasileiro de Hipismo presentes em La Baule:
– “Chevaux Primavera Império Egípcio” — montaria de Stephan de Freitas Barcha Genealogia: CALVARO Z x PAROLI – criação do Haras Montana
– “Miss Blue-Saint Blue Farm” — apresentada por Yuri Mansur Genealogia: CHACCO BLUE x ZIROCCO BLUE VDL – criação do Haras Rosa Mystica
– “CS Hortência” — sob a sela de Pedro Veniss Genealogia: ETOULON VDL x CASSINI II – criação do Haras Campos Salles
– “Duelante 3K” — também com Pedro Veniss Genealogia: LORDANOS x ZIROCCO BLUE VDL – criação do Haras 3K
A evolução da criação brasileira
A presença desses cavalos no seleto grupo que disputa La Baule não é fruto do acaso. Ela traduz décadas de trabalho estruturado dos criadores brasileiros, que souberam unir: – Acesso às melhores linhagens europeias, com foco nas características desejáveis para o salto moderno;
– Uso intensivo de biotecnologia, como transferência de embriões, ICSI, congelamento e transporte genético internacional;
– Programas de avaliação funcional, com controle rigoroso de desempenho esportivo e de conformação;
– E sobretudo, investimento na formação esportiva, desde as categorias de Cavalos Novos até o alto rendimento, garantindo desenvolvimento físico, mental e técnico.
A cada ano, a criação nacional se consolida como referência no cenário internacional, com produtos capazes de competir — e vencer — nas pistas mais exigentes do mundo.
O brasileiro Vitor Dantas Medeiros de Carvalho garantiu uma expressiva 4ª colocação no Prêmio CPA Lichtkonzept GmbH & Co.KG, prova do CSI4* com obstáculos a 1,50m, realizada nesta sexta-feira (30/05) durante o tradicional Deutsches Spring- und Dressur-Derby Hamburg, na Alemanha.
Montando “More Than Extra”, garanhão registrado na ABCCH da raça KWPN de 12 anos, filho de Berlin por Heartbreaker, Vitor fez uma apresentação impecável. O conjunto completou a primeira volta sem faltas em 75s67, garantindo vaga no desempate, onde também não cometeu erros e cruzou a linha em 44s19, assegurando uma excelente colocação em meio a um conjunto de fortes competidores internacionais. O resultado rendeu ao brasileiro uma premiação de 2.500 euros.
Esse desempenho demonstra, mais uma vez, a crescente força do Brasil nas pistas europeias, com performances sólidas que reforçam o nome do país no circuito internacional.
O esporte é feito de ciclos. E, neste final de semana, um desses ciclos se encerrou de forma especial. A égua Brasileiro de Hipismo GR Garuda, nascida em 28 de agosto de 2008 no Haras GR, se despediu oficialmente das pistas para iniciar uma nova fase de sua vida: a reprodução. Com uma carreira marcada por títulos, regularidade e muita entrega, Garuda encerra sua trajetória esportiva como uma das éguas mais vitoriosas e respeitadas do hipismo brasileiro. Desde os primeiros passos nas pistas, a alazã já chamava atenção. Uma verdadeira “chestnut mare”, de pelagem marcante e presença imponente, que combinava força, técnica e uma enorme vontade de vencer. Foi com essas qualidades que começou sua trajetória nas pistas sob a sela de André Nascimento, conquistando rapidamente espaço no circuito.
Pelas mãos de André, brilhou no circuito de Cavalos Novos e nas principais competições nacionais. Foram conquistas expressivas, como o título do SHP Open, o vice-campeonato na Copa São Paulo e no Campeonato Paulista, além do terceiro lugar no Campeonato Brasileiro de Sênior Top em 2018. No mesmo ano, também venceu o Grande Prêmio Clássico da SHP, mostrando que estava pronta para desafios ainda maiores.
O ápice da carreira viria a partir de 2020, quando formou um dos conjuntos mais vitoriosos do salto nacional ao lado de Marcello Ciavaglia. A estreia não poderia ser mais promissora: vitória no Grande Prêmio Troféu Jayme Loureiro Filho do CSI-W Indoor da SHP, com um duplo zero impecável na altura de 1.60m. No mesmo ano, o conjunto foi vice-campeão brasileiro da categoria Sênior Top.
A parceria seguiu sólida. Em 2021, Garuda e Marcelinho mantiveram uma sequência de resultados expressivos, com vitórias no Torneio de Verão do CHSA, nas etapas dos circuitos paulista e carioca, e em provas de até 1.50m. A temporada de 2022 consolidou a evolução do conjunto, com o bicampeonato no Torneio de Verão, vitórias em Porto Alegre e Curitiba, e a convocação para o Campeonato Sul-Americano (Odessur), onde integraram a equipe campeã na disputa por equipes.
Seu desempenho internacional também deixou marca. Por dois anos consecutivos, GR Garuda liderou a liga sul-americana da FEI, garantindo vaga para a Final da Copa do Mundo, tanto em Gotemburgo, em 2021, quanto em Omaha, em 2023 — feitos que atestam sua qualidade e consistência no esporte de alto rendimento. Ao longo da carreira, acumulou dezenas de vitórias em provas de 1.45m, 1.50m e 1.60m, sempre encantando com sua força, inteligência e espírito competitivo. Mais do que números, GR Garuda construiu uma trajetória que emocionou, inspirou e deixou marcas profundas em quem acompanhou sua carreira.
“Para nós, não há palavras que expressem a gratidão por tudo que ela nos ensinou. Ela não foi só uma atleta. Foi parte de uma história. De muitas histórias.”, resume Monique Tikranohi Looman, proprietária da égua.
Agora, sob os cuidados do Haras Feroleto, ao lado de Bia e Lena Nicotero, GR Garuda inicia sua fase como matriz. Levará para a reprodução uma genética de excelência que combina força, técnica e desempenho comprovado nas pistas.
Garuda carrega em sua linhagem nomes de peso da criação mundial. É filha de Douglas, descendente do lendário Darco, e de GR Donatella (IA), filha de Corland, neta direto do mítico Cor de la Bryère, um dos pilares da criação moderna. Um pedigree que combina potência, elasticidade, inteligência e desempenho — características que marcaram sua carreira nas pistas e agora seguem como legado nas futuras gerações.
No último fim de semana, o saltador sueco Henrik von Eckermann esteve na festa em Cabour, França. Ele saltou sob os holofotes no Range Rover CSI4* Prix. Após o evento, o sueco já anunciou que seu cavalo castrado BWP de 15 anos, King Edward (Edward), está pronto para retornar ao mais alto nível.
O King Edward está atualmente descansando após sua participação em Wellington durante o Festival Equestre de Inverno. “O King está esperando por Mônaco”, ri von Eckermann. “Essa será a próxima competição dele, e espero que ele esteja em forma. O Rei Edward está descansado, mas agora tem quinze anos, então tento escolher as melhores competições para ele, e o Grande Prêmio de Monte Carlo (com uma premiação de 1,5 milhão de euros, ed.) é uma delas.”
Devido à sua participação em Monte Carlo, von Eckermann renuncia à participação na Meca do hipismo, Aachen! “É uma escolha bem pensada: tenho todas as chances de vencer em Mônaco, enquanto no momento não tenho um cavalo que possa vencer o Grande Prêmio de Aachen. Por enquanto, estou focado na minha preparação para o Campeonato Europeu em La Coruña, onde gostaria de ser selecionado com Minute Man, com quem começarei esta semana no CSIO 5* de La Baule.”
O conjunto formado por Marlon Modolo Zanotelli e a égua brasileira “GB Diamantina” encarou no último sábado (31/05) um dos percursos mais desafiadores da temporada: o LONGINES Grande Prêmio de Hamburgo – Al Shira aa CSI5*, prova máxima do evento, com obstáculos a 1,60m, válida para o Ranking LONGINES (Grupo A).
Em uma disputa de altíssimo nível, com os melhores conjuntos do mundo, Marlon e GB Diamantina — uma filha de Diamant de Semilly por Silvio II, nascida no Brasil e criada pelo Haras Guanabara, de propriedade de Daniel Sampaio Andrade — finalizaram a primeira volta com apenas uma falta, 4 pontos perdidos, em um tempo de 85s15, dentro do limite de 88 segundos.