Encerrando o Concurso de Salto Internacional 4* em Valence, na França, nesse domingo, 1/9, deu Brasil no placar no GP, a 1.55 metro. Montando Casantos, o top brasileiro Yuri Mansur conquistou o 3º posto. Estiveram em pista 50 conjuntos entre os quais sete habilitaram-se ao desempate.
Yuri e Casantos em salto perfeito; img: Sportfot – facebook Jumping Valence
A vitória ficou em casa com o consagrado ginete francês Roger Yves Bost apresentando Sangria du Coty, pista limpa, 38s14. Em 2º lugar chegou o colombiano Dayro Arroyave montando Sangria du Coty, sem faltas, 41s45. Completando a rodada dos únicos três conjuntos sem faltas Yuri com sua nova montaria Casantos, um sela holandês de 12 anos filho de Carthino Z em Orlando, cruzou a linha de chegada 43s35 emplacando em 3º lugar e garantindo a fatia de 30 mil euros dos 192 mil em jogo.
Montando Chief Tibri Z MFS, o top brasileiro Pedro Muylaert faturou a prova a 1.45 metro nessa sexta-feira, 30/8, no Concurso de Salto Internacional 4* Jumping Valence, na França.
Pedro Muylaert, o Pepê, honrando as cores do Brasil na França; img; Sportfot/facebook oficial Jumping Valence
Participaram da disputa em 2 fases 51 conjuntos top mundiais dentre os quais nada menos que 22 zeraram a 2ª fase. Pedro e Chief Tibri Z MFS, de 10 anos, garantiram a vitória em 27s05. A 2ª colocação foi do frances Julien Epaillard com Usual Suspect d Auge, seguido pelo italiano Luca Moneta montando Neptune Brecourt que cruzaram a linha de chegada em 27s11 e 27s17.
Nesse sábado, 31/8, Pedro e Chief estão entre os 18 inscritos na prova show de 6 barras.
Terminou no sábado, 24/8, o Concurso de Salto Nacional 2* Winter Tour Indoor na Sociedade Hípica Paranaense. Fechando a competição no picadeiro indoor (fechado) foram 22 os conjuntos que largaram no GP/Clássico disputado em 2 voltas com armação do course-designer internacional Vailton Jaci Cordeiro com R$ 70 mil em jogo. Seis fizeram duplo zero falta e a vitória foi com a consagrada dupla Marcello Ciavaglia, carioca que defende São Paulo, apresentando Conto RJ que cruzou a linha de chegada da 2ª volta, em 43s59.
Marcello e Conto RJ a caminho da vitória
Também por São Paulo, José Luiz Guimarães de Carvalho com Chiara JMen W garantiu o vice-campeonato com dois percursos perfeitos em 44s04.
Zé Luiz e Chiara JMen
Já o 3º posto foi do paranaense Flávio de Castro Martinez Filho com Quivala, 44s99.
Flávio e Quivala
No sábado pela manhã foi definido o pódio da Copa Ouro, 1.30m, disputa que havia sido cancelada na véspera devido a um problema de energia. Dos 33 conjuntos, 13 foram ao desempate. Sagrou-se campeão o cavaleiro paulista Guilherme Foroni montando Chelsea JMen, sem faltas, 30s40.
O campeão Guilherme com Chelsea JMen
Marcelo Ciavaglia com Jam Shiva Z garantiu o vice, pista limpa, 31s12. Em 3º lugar aparece novamente Guilherme, dessa feita, com Cardaco de Barcenal Z, pista limpa, 31s57. A disputa distribui R$ 40 mil.
Copa Ouro – 1.30m
Campeão Guilherme Foroni / Chelsea JMen – FPH – 0/30s40 Vice Marcello Ciavaglia / Jam Shiva Z – FPH – 0/31s16 3º Guilherme Foroni / Cardaco de Barcenal Z – FPH – 0/31s57 4º Mariana Cassettari / Cehip SL Bonaparte Botupharma – FCH – 0/32s24 5º Mauricio de Oliveira Franco / Top Horse Fort Equinos Haia Método das Cataratas – FPrH – 0/32s80 6º Denis Gouvea / Georgia Polana – FGEE – 0/35s16
GP/Clássico – 1.40 metro Campeão Marcello Ciavaglia / Conto RJ – FPH – 0/0-0/43s59 Vice José Luiz Guimarães de Carvalho / Chiara JMen W – FPH – 0/0-0/44s04 3º Flávio de Castro Martinez Filho / Quivala – FPrH – 0/0-0/44s99 4º Maurício de Oliveira Franco /Top Horse Fort Equinos Haia Método das Cataratas – FPrh – 0/0-0/45s32 5º Ivo Roza Filho / Horse a Porter Enyoy da Cabana – FPH – 0/0-0/45s83 6º Daniel Khury / Euclides Método – FPrH – 0/0-0/46s84
Representantes da elite do hipismo, amadores e jovens talentos prestigiaram o 3º Concurso de Salto Nacional Haras Santa Esmeralda, em Paraopeba (MG), a 100 km de Belo Horizonte, entre 15 e 18/8. No GP/Clássico, a 1.40 metro, que encerrou a competição no domingo, 18, o cavaleiro olímpico Stephan Barcha com Chevaux Zilverstone comemorou a vitória na disputa que distribuiu R$ 50 mil em premiação.
Dos 22 conjuntos, 12 foram ao desempate idealizado por Lucia Faria Alegria de Simões. O cavaleiro olímpico carioca Stephan e Chevaux Zilverstone garantiram vitória em 50s69, representando o Pará. O top brasiliense Luiz Felipe Pimenta Alves com seu Cullinam GMS foi vice, 51s01. Em 3º lugar chegou Pedro Paulo Lacerda com Fazenda Alegria Empire, pista limpa, 53s40, por Minas Gerais.
Stephan e Chevaux Silverstone saltam para mais uma vitória na bem sucedida carreira da dupla
No sábado, 17, a principal disputa foi a Copa Ouro. Sagrou-se campeão Luiz Felipe Pimenta Alves apresentando Hour Blue Método, por Brasília, que cruzou a linha de chegada sem faltas 29s14, superando 16 conjuntos habilitados ao desempate dentre 38 conjuntos. O vice-campeão foi Flavio Grillo Araujo montando PHBR Zarabatana 3K, pista limpa, 29s52, também por Brasília. Em 3º lugar chegou o mineiro Sergio Marins com Zingara 3 K, sem faltas, 29s75. A disputa distribuiu R$ 20 mil em premiação.
Vitória de Luiz Felipe com Hour Blue Método na Copa Ouro
Patrocinaram o evento no Haras Santa Esmeralda, renomado criatório de cavalos Mangalarga, Zel Café, Citi, Talento Joias, Arcos Engenharia de Solos, Liberum Energia e Opus Construções Modulares.
O Haras Santa Esmeralda: criatório de Mangalargas e point do hipismo que prima pela estrutura e beleza impar
GP / Clássico – 1.40 metro
Campeão Stephan Barcha / Chevaux Zilverstone – FEEP – 0/50s69 Vice Luiz Felipe Pimenta Alves / Cullinan GMS – FHBR – 0/51s01 3º Pedro Paulo Lacerda /Fazenda Alegria Empire- FHMG – 0/53s40 4º Tiago Mesquita / Corvette des Collines – FEERJ – 0/57s19 5º José Luiz Guimarães de Carvalho / Luisiania JMen – FPH – 4/53s58 6º Bruno Chaves Pessanha / Transwall Cerise de Muze – FPH – 4/5421
Copa Ouro
Campeão Luiz Felipe Pimenta Alves / Hour Blue Método – FHBr – 0/29s14 Vice Flavio Grillo Araujo / PHBR Zarabatana 3K – FHBR – 0/29s52 3º Sergio Marins / Zingara 3 K – FHMG – 0/29s75 4º André Moura / Henessy M – FHMG – 0/29s76 5º João Peddro Chaves / Cuantica Loar – FEP – 0/29s92 6º Stephan Barcha / Chevaux Condoctro TW – FEEP – 0/29s98
Medalhistas nos Jogos Pan-americanos 2019 em Lima, no Peru, foram recebidos nessa sexta-feira, 16/8, no Palácio do Planalto, pelo presidente da República Jair Bolsonaro, o vice-presidente General Mourão, o ministro da cidadania Osmar Terra e o secretario de esportes Emanuel Rego.A equipe brasileira bateu seu recorde de medalhas totais (171) e de ouro (55) e terminou na segunda posição, o que não acontecia desde 1963.
Parte dos medalhistas brasileiros no Pan 2019 em foto oficial no Palácio do Planalto; img: COB Janne Roriz
Ronaldo Bittencourt Filho, presidente da CBH, o secretario de esportes Emanuel Rego, campeão olímpico de volei, e o Leandro Silva, integrante do Time Brasil de Adestramento medalha de bronze no Pan 2019
No hipismo, o país registrou a melhor campanha na história dos Jogos Pan-americanos: ouro por equipes e individual no Salto, prata por equipes e bronze individual no Concurso Completo e bronze por equipes no Adestramento, qualificando o país nas três modalidades para os Jogos Olímpicos Tokyo 2020.
Leandro Silva em registro com o presidente da República Jair Bolsonaro
Dentre os medalhistas de diversas modalidades, o hipismo foi muito bem representado por Leandro Aparecido da Silva, integrante do Time Brasiln de Adestramento medalha de bronze em Lima 2019. Ronaldo Bittencourt Filho, presidente da Confederação Brasileira de Hipismo, também esteve presente.
Imprensa CBH com fotos: COB – Janne Roriz e arquivo pessoal
om uma trajetória incrível que começou ainda criança no Maranhão, Marlon, 31, garantiu o 1º ouro individual do hipismo na história dos Jogos Pan-americanos. Agora o país soma 15 medalhas no Salto e o país está habilitado para Toquio nas três modalidades.
Impecável do início ao fim Marlon Zanotelli montando Sirene de la Motte, o Brasil faturou o primeiro ouro individual na modalidade Salto na história dos Jogos Pan-americanos nessa sexta-feira, 9/8, em Lima, no Peru. A medalha se soma ao hexacampeonato por equipes e a vaga olímpica conquistada ao lado de Pedro Veniss com Quabri de L Isle, Rodrigo Lambre e Chacciama, Eduardo Menezes com H5 Chaganus, liderados pelo técnico suíço Philippe Guerdat e chefe de equipe Pedro Paulo Lacerda.
Marlon Zanotelli com Sirene de Motte: inédito ouro individual nos Jogos Pan-americanos 2019
Foram 32 os conjuntos habilitados para a grande final disputada sob dois percursos, a 1.60 metro, no Club Hípico Militar, sede do hipismo nos Jogos, com armação do brasileiro Guilherme Jorge. Após a primeira passagem, quatro conjuntos viraram sem faltas, entre eles Marlon, e nove com um derrube, incluindo Pedro. No segundo e decisivo percurso, Marlon com sua Sirene foi o primeiro dos conjuntos zerados a entrar em pista na corrida pelo pódio. Com mais um percurso impecável viria a ser o único a garantir dois percursos sem faltas: assim Marlon, 31, maranhanense, que há 11 anos mora na Europa, conquistou o 1º ouro individual do Brasil na história dos Jogos.
Marlon e Sirene de Motte a caminho da vitória
O argentino José Maria Larocca com Finn Lente foi vice fechando com apenas 1 ponto perdido na 2ª volta. Outros quatro conjuntos habilitaram-se para o desempate pelo bronze, três saltaram e ao final valeu a experiencia da top norte-americana Elizabeth Madden, campeã olímpica e mundial por equipes, montando Breitling LS que zerou em 42s47. O brasileiro Pedro com seu Quabri de L Isle zerou a 2ª volta, mas perdeu um ponto por excesso, fechando com 5 pontos perdidos em 7º lugar.
Marlon voa em seu mais que merecido pódio
“Foi uma semana incrível: a equipe toda está de parabéns, não tenho palavras para explicar o que aconteceu aqui. É o resultado de um trabalho que vem de longe, da união da equipe brasileira, tratadores, treinador, chefe equipe, minha família e time na Bélgica, minha esposa Angelica Augustsson, unidos com foco único. Agradeço também ao Arnaud Dessain, proprietário da minha égua Sirene de la Motte, por toda a confiança”, destacou o Marlon, 31, radicado na Bélgica, ao lado do pai Mario, bastante emocionados.
Sirene com sua super tratadora Andrea e o campeão Marlon dando a super noticia aos familiares e amigos distantes
Do Maranhão à elite do hipismo mundial
Filho mais velho de quatro irmãos, Marlon Zanotelli traz no sangue a paixão por cavalos. A tradição começou com o avô, militar que montava na cavalaria do Rio Grande do Sul, e se perpetuou com o pai, que aprendeu a montar no Regimento, foi cavaleiro de Concurso Completo e que acabou se tornando instrutor e dirigente de uma escola de equitação em São Luiz, capital maranhense. Foi onde Marlon começou a montar aos cinco anos. Moraram no Rio de Janeiro e depois em Fortaleza.
Aos 12 anos, o garoto já tinha decidido que queria ser cavaleiro profissional. De início o pai não concordou. O garoto não desistiu, e seu pai Mário vendo a desenvoltura do filho em cima de uma sela resolveu investir no sonho do filho. Vendeu a casa, comprou um caminhãozinho e foi desbravar o Brasil em busca de competições. Na boléia, os pais e o tratador do cavalo. Foram milhares de quilômetros percorridos, e a cada competição começou a se moldar um cavaleiro que aliava talento natural dedicado aos treinos, esforçado e muito disciplinado.
Marlon com seus pais Mario e Maristela em entrevista para ESPN
“Seguindo o conselho do meu pai terminei o 2º grau, estudei inglês para somente depois ir para Europa, e acabei me formando em marketing em curso online”, lembra Marlon. Aos 20 anos, o cavaleiro foi estagiar na Bélgica com o cavaleiro olímpico Ludo Philippaerts. Nos dois anos em que ficou no centro de treinamento do cavaleiro olímpico começou a aprender como funciona o hipismo na Europa, acompanhou o dia a dia de seus ídolos no esporte como Rodrigo Pessoa, Doda Miranda e Pedro Veniss. Queria aprimorar sua equitação e um dia competir de igual para igual com eles. Não demorou em que isso acontecesse.
Comemoração junto com o companheiro de equipe Pedro Veniss teve até queda…
O aprendizado se consolidou quando começou a trabalhar na Ashford Farm, centro de treinamento do empresário irlandês Enda Caroll, na Bélgica. Trabalhava e competia no circuito europeu nos mais importantes concursos internacionais. Na Ashford Farm, Marlon não apenas evoluiu como cavaleiro, mas também foi onde conheceu Angelica Augustsson, amazona sueca de ponta com quem casou em 2015. Hoje, os dois têm um centro de treinamento próprio, o Augustsson Zanotelli, em Bree, Bélgica.
A rainha Sirene com o rei do Pan
“Na vida há altos e baixos e esse é um grande aprendizado. É preciso acreditar e trabalhar para conquistar”, pondera Marlon. “Desde 2013, eu trabalho com uma psicóloga do esporte suíça, uma pessoa incrível, que tem me ajudado muito no esporte para me preparar para essa hora de estresse, ansiedade e tensão. Assim tento me deixar o mais pronto possível para alcançar os meus objetivos”, revelou Marlon, enfatizando ainda o papel inegável de seu pai na conquista. “Desde moleque sempre treinei com meu pai, ele me ajuda bastante junto com minha esposa que compete em alto nível. Mas sempre que tenho algum problema quem resolve é esse cara (meu pai). Vamos Brasil, essa medalha é de todos nós, vamos rumo a Toquio!”
Mario Zanotelli e o filho campeão
Brasil detém 15 medalhas no Salto
O Time Brasil foi seis vezes campeão por equipes: 1967 e 1999 em Winnipeg, Canadá, em 1991, em Havana, Cuba, em 1995 em Mar Del Plata, Argentina, e em 2007 Rio de Janeiro e agora Lima 2020. Prata foram duas: em 1959 em Chicago, EUA, e em 2011 em Guadalajara, México. O único bronze da equipe foi conquistado em 2003, em Santo Domingo, República Dominicana.
Na disputa individual, das seis medalhas conquistadas somente a de Marlon Zanotelli é de ouro, duas foram de prata e três de bronze. A primeira prata veio em 1967 em Winnipeg com Nelson Pessoa Filho, o Neco, montando Gran Geste, e em 2007, no Rio de Janeiro, com o filho de Neco, Rodrigo Pessoa montando Rufus. Dos três bronzes, dois foram conquistados por Vitor Alves Teixeira: em 1991 em Havana montando Zurquis e em 1999 em Winnipeg com Jolly Boy. O terceiro bronze individual foi de Bernardo Resende Alves com Bridgit nos Jogos de Guadalajara 2011.
Marlon com sua mais que merecida medalha
Marlon com a amiga de infância Yane Marques, campeã olímpica de Pentatlon, repórter do Time Brasil nos Jogos
A caminho de Toquio 2020
O Brasil deixa os Jogos Pan-americanos de Lima 2019 habilitado para as Olimpíadas 2020 nas três modalidades do hipismo: com conquista das medalha de ouro no Salto, prata no Concurso Completo e bronze no Adestramento. “Todos trabalharam muito para garantir essas medalhas. Foi muito bom coroar o Pan com esses resultados e vagas garantidas em Toquio”, destacou Ronaldo Bittencourt Filho, presidente da Confederação Brasileira de Hipismo.
O campeão Marlon em flash com Ronaldo Bittencourt Filho ao final da maratona de entrevistas
Ouro Marlon Modolo Zanotelli / Sirene de la Motte – BRA – 0/0 – 0 pp Prata José Maria Larocca / Finn Lente – ARG – 0/1 – 1 pp Bronze Elizabeth Madden / Breitling LS – EUA – 4/0 – 0/42s47
4º Nicole Walker / Falco van Spieveld – CAN – 4/0 – 4/44s18 5º Eve Jobs / Venue d´Fees des Hazalles – 4/4 – 8/46s96 6º Eugenio Garza Perez / Armani SI Z – MEX – 0/4 – não saltou desempate
7º Pedro Veniss / Quabri de L Isle – BRA – 4/1 – 5 pp
Conquista da equipe também rendeu ao país a vaga em Toquio 2020, a exemplo, das modalidades Concurso Completo, prata e Adestramento, bronze. Nessa sexta, 9/8, Pedro Veniss, Rodrigo Lambre e Marlon Zanotelli estão entre os 35 concorrentes ao pódio individual em igualdade de condições.
Na quarta-feira, 7/8, a grande final por equipes valendo vaga olímpica para os três primeiros países foi disputada em dois percursos, a 1.60 metro, com 13 obstáculos totalizando 16 esforços (saltos) no Club Hípico Militar La Molina, em Lima, no Peru. O Time Brasil – Marlon Modolo Zanotelli/Sirene de La Motte, Rodrigo Lambre / Chacciama, Eduardo Menezes/H5 Chaganus e Pedro Veniss/Quabri de L Isle – liderado pelo técnico suíço Phillip Guerdat e chefe de equipe Pedro Paulo Lacerda conquistou ouro com 12,39 pontos perdidos (pp), o México foi prata, 22,97 pp e os EUA, bronze, 23,09 pp. Todas as três equipes e o Canadá, 4º, estão qualificadas para os Jogos Olímpicos 2020.
Marlon, Pedro, Rodrigo e Eduardo com as mais que merecidas medalhas de ouro
Após a primeira parcial o Brasil virou na frente com 7,39 pp, seguido de perto pelos EUA e México, mas tudo estava indefinido. Conforme a regra a cada rodada, as equipes com quatro conjuntos descartam o pior o resultado. Marlon montado Sirene de La Motte, 1º em pista, fez uma falta (4 pontos) no último obstáculo do 1º percurso e pista limpa no segundo. Depois entrou Eduardo com H5 Chaganus que registrou duas faltas a cada volta e teve seus resultados descartados, Rodrigo com Chacciama fez uma falta no 1º e zerou o 2º.
Marlon e Sirene de La Motte abriram a rodada
Eduardo e H5 Chaganus, 2º conjunto em pista
Rodrigo e Chacciama
Último em pista, logo em seguida da apresentação da norte-americana campeã olímpica e mundial Bezzie Madden, que acabou cometendo duas faltas, Pedro com Quabri de L Isle que já havia zerado a 1ª passagem tinha acabado de saber que o Brasil já era campeão. E o resultado mais uma vez foi perfeito: duplo zero de Pedro e Quabri levantando a torcida no estádio do Club Hípico Militar La Molina, sede do hipismo nos Jogos.
Pedro com seu Quabri: 3 percursos sem faltas
Uma vitória sempre é fruto do trabalho de toda uma equipe. “Só temos a agradecer a todos a toda comissão técnica e, em especial, ao nosso técnico Philipp Guerdat”, destacaram os campeões com unanimidade. O suíço Phillip, ex-cavaleiro, liderou a França na conquista do ouro na Olimpíada Rio 2016 e é pai do número 1 do mundo e campeão olímpico Steve Guerdat. “Quando ele deixou de treinar a França surgiu a oportunidade de assumir o Time Brasil. Foi a realização de um sonho e garantimos a vaga em Toquio”, destacou Pedro, está em seu terceiro Pan e fez sua estreia nos Pan Rio 2007, quando o país conquistou seu último ouro. “Philipp está presente em todos os momentos, inclusive, na Vila Pan-americana, já ganhou tudo e parece até que tem mais sede de medalha que a gente.. (rs)”, pontuou Eduardo, que disputou seu primeiro Pan em 2015.
A equipe do Brasil com o técnico Philipp Guerdat à esquerda, Mylenna Ciribelli da Record e Sportv / Globo à espera na zona mista
Marlon, que também disputou seu 1º Pan em 2015, lembrou: “no último Pan que ganhamos (Rio 2007) eu estava na arquibancada torcendo pelo Brasil e hoje é um prazer enorme fazer parte dessa equipe. Sonho realizado, vamos para o próximo.” Rodrigo, que está em seu primeiro Pan, destacou a união do grupo. “Estávamos todos juntos a cada momento, no aquecimento, todos dando detalhes e palpites, isso faz a diferença.”
Mais um flash da equipe Luiz Felipe, Marlon, Pedro, Rodrigo e Eduardo: só alegria na área de entrevistas
Luiz Felipe de Azevedo Filho, que dessa vez ficou na reserva, observou: “eu já vim preparado para ser reserva e acho que alguém tem que desempenhar essa função. Estou feliz por estar dentro desse grupo com técnico como Philipp Guerdat que é claro, honesto e nos apoia nos momentos difíceis. Agora vamos trabalhar rumo a Tóquio.”
Todos os quatro brasileiros competem no Exterior e passaram o último mês treinando juntos. “Sem dúvida, esse processo de treinamento, nos fortaleceu como grupo e resultado não poderia ser melhor”, finalizou Pedro.
Pedro com seu Quabri: o garanhão sela francês que rouba a cena quando entra em pista
Rumo à final individual
Nessa sexta-feira, 9/8, os 35 melhores conjuntos disputam a final individual em igualdade de condições com a contagem zerada. No computo geral das qualificativas individuais Pedro virou em 1º lugar, Rodrigo, 3º, Marlon, 5º e Eduardo foi 16º, mas cada país só pode competir no máximo com três representantes. A 1ª volta da Final por equipes acontece das 11 às 13h00 horas (13h00 às 15h00 BSB) e a 2ª decisiva rodada na corrida pelo pódio individual, das 14 às 15h00 (16 às 17h00 BSB).
Hexacampeonato e três vagas olímpicas
Desde do Pan-americano de 2007, o Brasil não conquistava ouro por equipes. O país também foi campeão nos Pans em 1967 e 1999 no Canadá, 1991 em Cuba, 1995 na Argentina e agora nos Jogos Pan-americanos de Lima conquistando o hexacampeonato. Duas pratas por equipes foram conquistados em 1959 em Chicago, EUA, e em 2011 em Guadalajara, México e único bronze em 2003 em Santo Domingo. Além do Brasil, somente os EUA detém o hexa.
Também desde 2007 o Brasil não subia ao pódio nas três modalidades em Jogos Pan-americanos. No Pan Rio 2007, o Salto foi ouro e o Adestramento e Concurso Completo, bronze. Agora em Lima, o saldo foi ainda melhor: Salto, ouro, Concurso Completo, prata e Adestramento, bronze. “Garantindo as medalhas, cumprimos o nosso grande objetivo que era a qualificação para Toquio”, comemorou Ronaldo Bittencourt Filho, presidente da Confederação Brasileira de Hipismo. “Precisamos também agradecer os integrantes das equipes que garantiram a nossa vaga no Pan nas seletivas Sul-americanas e todos que participaram do processo seletivo”, reforçou o chefe de equipe Pedro Paulo Lacerda.
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Brasil, ouro, México, prata, e EUA, bronze
Ouro Brasil – 12,39 pp (1º dia: 3,39 + 1ª volta: 4 + 2ª volta: 5) Marlon Modolo Zanotelli / Sirene de La Motte – 4/0 Eduardo Menezes / H5 Chaganus – (8)/(8) Rodrigo Lambre / Chacciama – 4/0 Pedro Veniss / Quabri de L Isle – 0/0 Técnico: Philipp Guerdat Chefe de equipe: Pedro Paulo Lacerda Veterinário: Rogério Saito
Rogério Saito, veterinário do Time Brasil de Salto, com direito às medalhas e abraço coletivo da equipe
A cada ano, o Campeonato Brasileiro de Amadores – cavaleiros e
amazonas não profissionais acima de 21 anos – está entre os mais
esperados. Entre 1 e 4/8 nada menos que 350 conjuntos prestigiaram a
competição na centenária Sociedade Hípica Paulista, mais tradicional
polo hípico do país. Foram disputados os títulos por equipes e
individuais em quatro alturas: Amador B, 1m, Amador A, 1.10m, Amador,
1.20m, e Amador Top, 1.30m. Ao final de cada dia, atrações musicais
animaram as noites de baixa temperatura em São Paulo.
A categoria Amador Top contou com 58 conjuntos e quem levou melhor
foi a sempre competitiva e premiada brasiliense Luciana Lossio com Lady
Louise JMen que fechou o campeonato com somente 1 ponto perdido (pp) na
3ª e última prova do campeonato. Sagrou-se vice-campeã a jovem amazona
de São Paulo Daniela Aquino de Arruda Martins montando HSL Zarisma após
desempate com outros quatro conjuntos que fecharam os três dias provas
com 4 pontos.
Luciana e Lady Louise JMen em salto perfeito
Final Amador Top – 1.35 metro – 58 conjuntos Campeã Luciana Lossio / Lady Louise JMen – FHBR – 1 pp Vice Daniela Aquino de Arruda Martins / HSL Zarisma – FPH – 4 pp – 0/33s29 3º Adolpho Lindemberg / Imna Rec – FPH – 4 pp – 0/33s63 4º Alexandre Gorberg / Capri – FEERJ – 4 pp – 0/39s49 5º Stephanie Behar Braga / GR Armani – FPH – 4 pp – 4/33s 6º Igor Porto Pereira / Kirk do Cach – FHBr – 5 pp
Na série Amador, o carioca João Roberto Marinho com Utopia van de
Rsyt acrescentou mais um título à sua vasta coleção após desempate com
quatro conjuntos sem faltas ao final da terceira prova. João Roberto e
Utopia van de Rsyt conquistaram o título em mais um percurso sem faltas,
32s67. O vice-campeonato ficou com o experiente ginete e criador de
cavalos do interior paulista Sergino Mendonça com Cordobes JMen, pista
limpa, 33s48.
100% de aproveitamente para João Roberto e Utopia van de Rsyt
Final Amador – 1.25 metro – 91 conjuntos Campeão João Roberto Marinho / Utopia van de Rsyt – FEERJ – 0 pp – 0/32s67 Vice Sergino Mendonça / Cordobes JMen – FPH – 0 pp – 0/33s48 3º Yasmin Carmona / Castelli 5 – FPH – 0 pp – 4/34s52 4º Ana Carolina Borja de Almeida / Caprice V van de Hermitage – FPH – 0 pp – 4/35s19 5º Kamila Miksza Ribas Prestes / Sweet das Cataratas – FPrH – 1 pp 6º Otavio Cansanção / Gana Amor – FPH – 2 pp
Já na série Amador A oito conjuntos zerados ao final da terceira
prova protagonizaram um emocionante desempate em que três voltaram a
zerar. Com o tempo de 32s15, a brasiliense Viviane Anicet Fischer Lopes
apresentando Adelle Método comemrou o título brasileiro. O
vice-campeonato ficou com ginete do Paraná João Gilberto Freire que
montando World Star cruzou a linha de chegada em 35s34.
A campeã Viviane com sua Adelle Método
Final Amador A – 1.15 metro – 101 conjuntos Campeã Viviane Anicet Fischer Lopes / Adelle Método – FHBR – 0 pp – 0/32s15 Vice João Gilberto Freire / World Star – FPrH – 0 pp – 0/35s34 3º Maria Silvia Motta Mahfuz / Cassilana JMen IV – FPH – 0 pp – 0/34s47 4º Maria Carolina Braido / Coriara Canabrava – FPH – 0 pp – 4/31s69 5º Marcus Vasconcelos da Fonseca / Whittington – FEERJ – 0 pp – 4/34s12 6º Jennifer Tardelli Foster / Queops Top – FPH – 0 pp – 4/37s65
Entre os Amadores B, 10 concorrentes chegaram ao final da terceira
provas sem faltas habilitando-se ao desempate. Apresentando ótimo nível
técnico, seis voltaram a zerar todos representando São Paulo. Paulo
Manoel Duarte Borges com Palm do Anjo sagrou-se campeão, único a andar
abaixo dos 30 segundos, registrando 29s42. O vice campeonato ficou com a
amazona Jane Giltrup montando SL Iluminado, 31s85.
Campeã Rio de Janeiro – 8 pp Rodrigo Goulart da Cunha / Hercules Massangana Isabella Lins Veiga / Astilbe B Alexandre Gorberg / Capri Gustavo Padilha Brooklyn
Vice Brasília – 13 pp Isabela Czarnesky Correira Loureiro / Arakilly VDL Gabriel Galvão Gomes / Carlucci GMS Marco Antonio Modesto Filho / Cashley Luciana Lossio / Lady Louise JMen
3ª – Paraná 28 pp Jessica Carvalho de Sá / Zetuska For Adriana Busato / HFB Princesse Briquedale Maria Vitoria David Ludwig / Welunia TH Jayme Canet / Helena Método das Cataratas
Equipes Amador
Campeã Rio de Janeiro – 4 pp Luiz Carlos Barrenne Nolascco / Bercy Carlos Eduardo Correa do Lago / Acarina Rafaella Jerolas / Salamandra Chap Quicka João Roberto Marinho / Utopia van de Ryst
Vice Paraná – 17 pp Marcelo Mocellin / Airport Kamila Miksza Ribas Prestes / Queen PZ Paulo Ricardo da Silva / Chap Tonight Cequipel Gilberto Braz Palma / Top Horse Fort Sal Equino Uliz das Cataratas
3ª São Paulo – 19 pp Sergino Ribeiro de Mendonça / Cordobes JMen Roberto Podval / Favall Renata Afonso Scafuro / I Pony Ana Paula Gouveia Conde / Riding With Style Cantico Joter
Equipes Amador A
Campeã Brasília – 0 pp Manuelita de Almeida Vilela Mourão / Quintero G Ana Flavia Manes Pereira / Cardinos Mariana Souza Silva / Arthos Jmen Viviane Anicet Fischer Lopes / VL Asteriz Latin
Vice Paraná – 4 pp João Gilberto Comineses Freire / World Star Mariana Gomes de Santi / Lorien Hannelyz Wagner / Nutri Eqqus Cablos Thunder Sun Eloisa Zweifel Moro Gesuato / JCR Silverstar
3ª São Paulo Bruno Alves / Ruana JMen Maria Carolina Auricchio Braido / Coriara Canabrava Roberta Guaspari / Amado Mio JT Handerson Araujo Castro / SL Sabino II
Equipes Amador B
Campeã São Paulo – 4 pp Camila Gibin Mendes / Conan do Jacaré Camila Mensa Falcão Hilgendorf / Minha Cocheira Lordana JMen Thiago Machado Carvalheiro Moreno / Sol du Revel TR Jane Giltrup / SL Iluminado
Vice Brasília – 12 pp Irianda Rocha Lafeta / Cardiolcina Ideal Olímpico Luis Otavio Mandes Pereira / Rififi du Perrron Carla Moises / A.E Vegas Paulo Manoel Duartes Borges / Palm do Anjo
3ª Rio de Janeiro – 13 pp Antonio Carlos de Medeiros Rocha / Ric Rac de la Haute Sure Gabirela Berro Marins Franco / Quidarco Método Thais Lopes / Be Happy MR Humberto Botelho de Souza / True Brave Chantebled
Fonte: Imprensa CBH – Carola May ; fotos: Gabriela Lutz
Além da qualificação olímpica, o Time Brasil de Salto pode conquistar o hexa por equipes. Todos os quatro integrantes da equipe zeraram a prova de velocidade e vêm com menos de uma falta (4 pontos perdidos) na competição no Club Militar La Molina, em Lima.
A largada do Time Brasil de Salto nessa 3ª feira, 6/8, em busca do pódio por equipes nos Jogos Pan-americanos 2019 em Lima, Peru, valendo qualificação olímpica foi perfeita. Todos os quatro brasileiros zeraram o percurso de velocidade (em que a cada falta são acrescidos 4 segundos ao tempo final). O primeiro a largar foi Eduardo Menezes com H5 Chaganus que cruzou a linha de chegada em 70s95. O 2º foi Pedro Veniss com Quabri de L Isle, 70s93. Depois entrou Rodrigo Lambre com Chacciama, 71s33, e finalmente Marlon Zanotelli montando Sirene de La Motte fechou a rodada brasileira em 71s02. A armação dos percursos está a cargo do brasileiro Guilherme Jorge, armador na Rio 2016 e no Pan 2007.
Pedro e Quabri em salto perfeito. No individual o conjunto registrou o 4º melhor tempo
Com esse resultado, o Brasil virou em 2º lugar na disputa por equipes com apenas 3,39 pontos perdidos (pp) atrás dos EUA, que vem 2,09 pp, uma diferença de apenas 1,3 pp. Em 3º lugar aparece o Canadá, 6,21 pp, seguido pelo México, 6,97 pp. Nessa 4ª feira, 7, com dois percursos a 1,60m, se define o pódio por equipe, valendo ainda com qualificativas para a disputa individual. As três primeiras equipes garantem vaga de seus países em Toquio 2020, porém os EUA já estão qualificados por terem garantido ouro nos Mundial 2018. Assim abre-se mais uma vaga para o país em 4º lugar.
Todos integrantes da equipe não pouparam elogios ao técnico o suíço Philipp Guerdat, que liderou a França na conquista do ouro na Rio 2016 e Pedro Paulo Lacerda, chefe de equipe. “Saiu tudo com eu planejei tive que adaptar alguma coisa ou outra no meio do caminho, mas o meu cavalo está saltando muito bem e estou confiante”, disse Eduardo, 39, há 20 anos morando no Exterior e que defendeu país no Pan 2015 e Rio 2016. “Realmente o Phillip Guerdat só nos surpreende tecnicamente e no trabalho de união e moral da equipe.”
Eduardo e H5 Chaganus fizerm pista perfeita e registraram o 5º melhor tempo na caça
Pedro, 36, radicado na Europa há cerca de 15 anos e mais experiente da equipe em participações internacionais, falou sobre seu grande cavalo Quabri, um garanhão sela francês de 15 anos, com o qual desde 2014 vem garantindo os títulos mais importantes. “O Quabri mais uma vez esteve fantástico hoje. Acho que tivemos um bom começo mas ainda temos muitos percursos pela frente. Quabri grita um pouco no aquecimento, mexe com as éguas, gosta de ser o chefe. Como tem um caráter muito bom, deixo ele brincar”, destacou Pedro, que está em seu terceiro Pan e integrou equipe na conquista do penta no Pan Rio 2007.
Philipp Guerdat com Pedro na área de aquecimento
“Entrei confiante porque os dois primeiros já haviam zerado e foram rápidos. Estou muito contente com a atuação da Chacciama e o técnico falou para eu ir um pouco mais conservador. Acho que com esses cavaleiros e equipe técnico podemos chegar longe”, destacou Rodrigo, há 17 anos morando fora. “Morei nos EUA e agora no México há muito tempo, mas nunca pensei em competir por outro país.”
Rodrigo e Chacciama também fizeram um super percurso fechando com 7º melhor tempo
Finalmente, Marlon, 31, que mora na Europa há cerca de anos, também comentou seu desempenho. “Tivemos um excelente resultado, tivemos a estratégia de hoje começar com Eduardo, com um cavalo que ele conhece bem e dar tempo paro Pedro assistir um pouco, depois viemos o Rodrigo e eu. Nosso planejamento deu certo, estamos a menos de uma falta dos EUA. Amanhã vou abrir a rodada da equipe e o Pedro fecha”, adiantou Marlon que também fez um agradecimento. “A Sirene é de propriedade de um francês, grande apoiador do esporte. Ele mesmo monta, cria e comprou a Sirene ainda potrinha, fez todo o processo para ela estar aqui hoje despontando nas principais competições. Agradeço a ele por essa oportunidade, toda a equipe do Brasil e o pessoal em casa que me ajudou a chegar aqui.”
Marlon e Sirene também deram show de categoria e abrem a rodada do Time Brasil na final por equipes
Ordem de entrada Final por Equipes: Marlon, 13º, Eduardo, 25º, Rodrigo, 37º, e Pedro, 49º.
Agenda Após a decisão por equipes em duas voltas, a 1.60 metro, nessa quarta, 6, das 9 às 12 horas e 13 às 17 horas (fuso local), tem um dia de intervalo e na 6ª feira, 9, os 35 melhores conjuntos disputam final individual.
Brasil detém cinco ouro por equipes em Pans e totaliza 13 medalhas
Primeira modalidade do hipismo a conquistar medalha no Pan, em 1959, o Salto soma 13 medalhas nos Jogos, oito delas por equipe. O Time Brasil foi ouro cinco vezes: em 1967 e 1999 em Winnipeg, Canadá, em 1991, em Havana, Cuba, em 1995 em Mar Del Plata, Argentina, e em 2007 no Rio de Janeiro. Prata foram duas: em 1959 em Chicago, EUA, e em 2011 em Guadalajara, México. O único bronze da equipe foi conquistado em 2003, em Santo Domingo, República Dominicana.
Na disputa individual, das cinco medalhas conquistadas duas foram de prata e três de bronze. A primeira prata foi em 1997 em Winnipeg com Nelson Pessoa Filho, o Neco, montando Gran Geste, e em 2007, no Rio de Janeiro, com o filho de Neco, Rodrigo Pessoa montando Rufus. Dos três bronzes, dois foram conquistados por Vitor Alves Teixeira: em 1991 em Havana montando Zurquis e em 1999 em Winnipeg com Jolly Boy. O terceiro bronze individual foi de Bernardo Resende Alves com Bridgit nos Jogos de Guadalajara 2011.
Última das três modalidades do hipismo no Pan-americano 2019,
entre 6 e 9/8, o Time Brasil de Salto pode conquistar o hexacampeonato
por equipes. Ao todo a modalidade computa 13 medalhas pan-americanas na
história dos Jogos. As três primeiras equipes garantem vaga de seus
países em Toquio 2020.
Nessa 2ª feira, 5/8, teve aquecimento para o Salto, última modalidade
do hipismo, nos Jogos Pan-americanos 2019, que começa nessa terça, 6, e
segue até sexta, 9, no Club Hípico Militar La Molina, em Lima, no Peru.
A equipe de Salto é constituída por Pedro Veniss / Quabri de L’Isle,
Marlon Modolo Zanotelli / Sirene de La Motte, Eduardo Menezes/ H5
Chaganus, Rodrigo Lambre / Chacciama e Luiz Felipe de Azevedo Filho /
Hermes Van de Vrombautshoeve.
O suíço Philipp Guerdat, que liderou a França na conquista do ouro na
Rio 2016 é o técnico, e Pedro Paulo Lacerda, diretor de Salto da
Confederação Brasileira de Hipismo, chefe de equipe e Rogério Saito,
veterinário. Todos os cinco cavalos passaram pela inspeção veterinária.
Marlon Zanotelli, Ronaldo Bittencourt
Filho, presidente da CBH, Eduardo Menezes, Philipp Guerdat, Pedro
Veniss, Rogerio Saito, veterinário, Pedro Paulo Lacerda, chefe de
equipe, Rodrigo Lambre e Luiz Felipe de Azevedo Filho
O desafio começa na 3ª feira, 6, com a 1ª qualificativa por equipe e
individual com obstáculos a 1,50m. Na 4ª feira, 7, com obstáculos a
1,60m se define o pódio por equipe e se realizam a 2ª e 3ª
qualificativas para a disputa individual. Na 6ª feira, 9, acontece a
final individual com obstáculos a 1,60m.
Pedro Veniss, ouro por equipes no Pan 2007, com Quabri de L´Isle
Treze países concorrem por equipes: Argentina, Brasil, Canadá, Chile,
Colombia, EUA, Equador, Guatemala, México, Peru e Uruguai. Ao todo 50
conjuntos disputam a 1ª qualificativa incluindo concorrentes individuais
do Paraguai, Bolívia e Porto Rico. As três primeiras equipes garantem
vaga de seus países em Toquio 2020. Vale lembrar que os EUA, ouro no
Mundial 2018, já estão qualificados para as Olimpíadas, o que abre mais
vaga olímpica se a equipe norte-americana estiver no pódio.
Marlon com Sirene de La Motte no warm up (aquecimento final)
A disputa começa às 11 horas (fuso local – 13h00 BSB) com término
previsto às 14h00 (fuso local). Os brasileiros têm a seguinte ordem de
entrada: Eduardo / H5 Chaganus é o 3º, Pedro / Quabri de L’Isle , 25º,
Rodrigo / Chacciama, 38º e Marlon / Sirene de La Motte, 50º. Luiz Felipe
/ Hermes Van de Vrombautshoeve é o reserva. O desenho dos percursos é
do brasileiro Guilherme Jorge, desenhador dos percursos na Olimpíada Rio
2016 e Rio 2017.
Histórico do hipismo brasileiro na modalidades Salto em Pans
Primeira modalidade do hipismo a conquistar medalha no Pan, em 1959, o
Salto soma 13 medalhas nos Jogos, oito delas por equipe. O Time Brasil
foi ouro cinco vezes: em 1967 e 1999 em Winnipeg, Canadá, em 1991, em
Havana, Cuba, em 1995 em Mar Del Plata, Argentina, e em 2007 no Rio de
Janeiro. Prata foram duas: em 1959 em Chicago, EUA, e em 2011 em
Guadalajara, México. O único bronze da equipe foi conquistado em 2003,
em Santo Domingo, República Dominicana.
Na disputa individual, das cinco medalhas conquistadas duas foram de
prata e três de bronze. A primeira prata foi em 1997 em Winnipeg com
Nelson Pessoa Filho, o Neco, montando Gran Geste, e em 2007, no Rio de
Janeiro, com o filho de Neco, Rodrigo Pessoa montando Rufus. Dos três
bronzes, dois foram conquistados por Vitor Alves Teixeira: em 1991 em
Havana montando Zurquis e em 1999 em Winnipeg com Jolly Boy. O terceiro
bronze individual foi de Bernardo Resende Alves com Bridgit nos Jogos de
Guadalajara 2011.
Conheça o Time Time Brasil de Salto
Philipp Guerdat e Pedro Paulo Lacerda (ao fundo) lideram o Time Brasil de Salto
Pedro Veniss / Quadri de L’Isle Data de nascimento: 06/01/1983 – São Paulo, SP Onde reside e treina: Barcelona, Espanha
Participações internacionais de destaque: Olimpíadas
de Pequim 2008 e Rio 2016, Jogos Equestres Mundiais de Kentucky 2010,
Normandia 2014 e Tryon 2018 Pan-americano do Rio 2007 e Toronto 2015.
Principais conquistas: Ouro (equipe) e 5º individual
no Pan do Rio 2007; 5º (equipe) nas Olimpíadas do Rio 2016, 4º lugar
(equipe) no Pan de Toronto 2015, 4º (equipe) nos Jogos Equestres
Mundiais de Kentucky 2010 e 5º (equipe) na Normandia 2014, ouro (equipe)
na Copa das Nações FEI Longines no CSIO5* de Geesteren, na Holanda,
2019, ouro (equipe) na Copa das Nações FEI Longines no CSIO5* de La
Baule, França, 2018, ouro (equipe) Copa das Nações do CSIO5* Longines
109º Royal International Horse show em Hickstead, Inglaterra 2017, ouro
(equipe) em 2015 e prata (equipe) na Copa das Nações no CSIO5* de Spruce
Meadows, Canadá. Campeão do GP do CSI-W German Masters em Stuttgart,
Alemanha em 2017 e bronze individual no GP5* no CHIO Aachen, Alemanha em
2018, campeão GP Rolex Genebra 2016, tetracampeão do Prêmio Brasil
Olímpico do COB (2015 a 2018).
Marlon Modolo Zanotelli / Sirene de La Motte Data de nascimento: 19/06/1988 – Imperatriz, MA Onde reside e treina: Augustsson Zanotelli, Bree, Bélgica
Participações internacionais de destaque: Pan de Toronto 2015, Jogos Equestres Mundiais da Normandia, França, 2014.
Principais conquistas: 4º (equipe) no Pan de Toronto
2015, 5º (equipe) Jogos Equestres Mundiais da Normandia, França, 2014,
ouro (equipe) na Copa das Nações FEI Longines CSIO5* de Geesteren,
Holanda, em 2019, bronze (equipe) na Copa das Nações do CSIO5*
Hickstead, Inglaterra, em 2018 e Campeão do GP (1,50m) do CSI5* do
Longines Global Champions Tour de Shanghai 2018. Em 2017 somou várias
conquistas: ouro (equipe) na Copa das Nações do CSIO5* Longines – Royal
international Horse Show – de Hickstead, Inglaterra, ouro (equipe) na
Copa das Nações do CSIO3* de Samorin, Eslováquia e Campeão do GP da 13ª
etapa do Globo Champions Tour em Valkenswaard, Holanda.
Eduardo e H5 Chaganus no warm up
Eduardo Menezes / H5 Chaganus Data e local de nascimento: 01/05/1980 – Santa Maria, RS Onde reside e treina: E2 Stables, LLC – Carlsbad, EUA
Participações internacionais de destaque: Olimpíadas do Rio 2016, Pan de Toronto 2015.
Principais conquistas: 4º (equipe) no Pan de Toronto
2015. Ouro (equipe) na Copa das Nações no CSIO5* de Spruce Meadows,
Calgary, Canadá em 2015 ouro (equipe) na Copa das Nações de Arezzo,
Itália em 2013, prata (equipe) na Copa das Nações no CSIO5* de Spruce
Meadows, Calgary, Canadá em 2017, prata na Copa das Nações de Barcelona
2013. Campeão da prova de velocidade no CSIO5* de Barcelona 2017,
Vice-campeão GP CSI5*no Winter Equestrian Festival 2019 no Palm Beach
International Equestiran Center, Flórida/EUA. Campeão em prova a 1,50m
do CSIO4* de Calgary/Canadá 2019.
Rodrigo Lambre / Chacciama Nascimento: 15 de Abril de 1978 – Porto Alegre, RS Onde reside e treina: Cidade do México, México
Principais conquistas: Em 2018, o cavaleiro venceu
garantiu 19 vitórias em competições internacionais. Campeão da Copa
Bantrel no Campeonato Norte Americano em Spruce Meadows, Calgary,
Canadá, onde também foi vice na prova a 1,45m do CSIO5*. Ouro individual
no CSIO5* Longines do México. Em 2018, prata (equipe) na Copa das
Nações do CSIO5* de Ocala, Flórida, EUA e 3º no GP FEI5* no Winter
Equestrian Festival.
Luiz Felipe, o Felipinho, com Hermes van de Vrombautshoeve
Luiz Felipe de Azevedo Filho / Hermes van de Vrombautshoeve Data de nascimento: 25/01/1975 – Rio de Janeiro, RJ Onde reside: Remicourt, Bélgica Onde treina: Ecurie FAPE, Hodeige, Liege, Bélgica
Participações internacionais de destaque: Copa das
Nações FEI Longines no CSIO5* de La Baule, França, 2018; Copa das Nações
do CSIO5* Longines em Hickstead, Inglaterra 2018 e Copa das Nações do
CSIO3* de Samorim, Eslováquia em 2017.
Principais conquistas: ouro (equipe) na Copa das
Nações FEI Longines no 55º CSIO5* de La Baule, França, 2018, ouro
(equipe) Copa das Nações do CSIO3* de Samorim, Eslováquia em 2017,
bronze (equipe) na Copa das Nações do CSIO5* Longines 109º Royal
International Horse Show em Hickstead, Inglaterra 2018.